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12/03/2015


8. 

A LEI





 




A Lei. Eis a ideia central do Universo, o sopro divino que o anima, governa e movimenta, tal como vossa alma, pequena centelha dessa grande luz, governa vosso corpo. 









O universo de matéria estelar que vedes, é como a casca, a manifestação externa, o corpo daquele princípio que reside no âmago, no centro.

Vossa ciência, que observa e experimenta, permanece na superfície e procura encontrar esse princípio através de suas manifestações. As poucas verdades particulares que aprendeu, são apenas farrapos mal remendados da grande Lei. A ciência observa, supõe um princípio secundário, deduz uma hipótese, trabalha sobre ela, esperando uma confirmação da experiência, e daí conclui uma teoria. 

Mas vislumbrou somente pequena ramificação derradeira do conceito central, porque este defenderá com o mistério até que o homem seja menos malvado, menos propenso a fazer mau uso do saber e mais digno de olhar na face as coisas santas. Falo-vos de coisas eternas e não vos choque esta linguagem, para vós anticientífica; ela se mantém fora da psicologia que vosso atual momento histórico vos proporciona. 

Minha ciência não é como a vossa, ciência agnóstica, impotente para concluir; nem é ciência de um dia. Lembrai-vos de que a verdadeira ciência toca e mergulha nos braços do mistério: 

sagrado, santo e divino. 

A verdadeira ciência é religião e prece, só pode ser verdadeira se também for fé de apóstolo e heroísmo de mártir. 

A Lei é Deus. Ele é a grande alma que está no centro do universo. Não centro espacial, mas centro de irradiação e de atração. Desse centro, Ele irradia e atrai, pois Ele é tudo:  


o princípio e suas manifestações. 

 Eis como Ele pode — coisa inconcebível para vós — ser realmente onipresente. É necessário esclarecer este conceito. Chegou o momento de retomar a idéia de que partimos, dos três aspectos do universo, para aprofundá-la.

A esses três aspectos correspondem três modos de ser do universo.

A estrutura ou forma, o movimento ou vir-a-ser, o princípio ou lei, podem também denominar-se:

Matéria, Energia e Espírito.

ou também, movendo-se no sentido inverso:

Pensamento, Vontade e Ação.

Do primeiro modo de ser, que é:

Espírito, Pensamento e Princípio ou Lei deriva o segundo, que é:

Energia, Vontade e Movimento ou vir-a-ser e do segundo, o terceiro que é:

Matéria, Ação e Estrutura ou forma.

Esses três modos de ser estão coligados por relações de derivação recíproca. Para tornar mais simples a exposição, reduziremos esses conceitos a símbolos. 

A ideia pura, o primeiro modo de ser do universo, a que chamaremos espírito, pensamento, Lei, que representaremos com a letra grega $ \alpha $ (alfa); condensa-se e se materializa, revestindo-se com a forma de vontade, concentrando-se em energia, exteriorizando-se no movimento, segundo modo de ser que representaremos com a letra grega $ \beta  $ (beta); num terceiro tempo, passamos (em virtude de mais profunda materialização ou condensação, ou exteriorização), ao modo de ser que denominamos matéria, ação, forma, isto é, o mundo de vossa realidade exterior, representaremos com a letra grega $ \gamma  $ (gama).

O universo resulta constituído por uma grande onda que, de alfa, o espírito, (puro pensamento, a Lei que é Deus) caminha para um devenir contínuo, movimento feito de energia e vontade, beta, para atingir seu último termo, gama, a matéria, a forma. Dando ao sinal
 o sentido de “vai para”, poderemos dizer: 


O espírito, alfa, é o princípio, o ponto de partida dessa onda; gama, a matéria, é o ponto de chegada. Mas compreendereis, qualquer movimento, se ampliado constantemente numa só direção, deslocaria todo o universo (em sentido lato, não apenas espacial), com acúmulos de um lado e vazios, de outro, proporcionais e definitivos. Então é necessário, para manter o equilíbrio, que a grande onda de ida seja compensada por outra onda equivalente de volta. Isso é também lógico e se realiza em virtude de uma lei de complementaridade, pela qual cada unidade é metade de outra unidade mais completa. 

O movimento que existe no universo não é jamais um deslocamento unilateral, efetivo e definitivo, mas é a metade de um ciclo que retorna ao ponto de partida, após haver cumprido determinado devenir, uma vibração de ida e volta, completa em sua contraparte inversa e complementar. 

A esse movimento descêntrico que vimos, a expansão e a exteriorização,
segue-se então um movimento concêntrico inverso: 


Há , pois, o movimento inverso, pelo qual a matéria se desmaterializa, desagrega-se e expande-se em forma de energia, vontade, movimento; é um tornar-se, que por meio das experiências de infinitas vidas, reconstrói a consciência ou espírito. Aqui, o ponto de partida é gama, a matéria, e o ponto de chegada é alfa, o espírito. Assim, a espiral, que antes era aberta, agora se fecha; a pulsação de regresso completa o ciclo iniciado pelo de ida.

Este é o conceito central do funcionamento orgânico do universo. A primeira onda refere-se à criação, à origem da matéria, à condensação das nebulosas, à formação dos sistemas planetários, do vosso sol, do vosso planeta, até à condensação máxima. 

A segunda onda, de regresso, é a que vos interessa e viveis agora, refere-se à evolução da matéria até às formas orgânicas, à origem da vida; com a vida, tem-se a conquista de uma consciência cada vez mais ampla, até a visão do Absoluto. É a fase de regresso da matéria que, por meio da ação, da luta, da dor, reencontra o espírito e volta à ideia pura, despojando-se, pouco a pouco, de todas as cascas da forma.

Estas simples indicações já esboçam a solução de muitos problemas científicos, como o da constituição da matéria, ou como o da possibilidade de, por desagregação, extrair dela, como de imenso reservatório, a energia, que não seria senão a passagem de 



A energia atômica que procurais, existe, e a encontrareis [6]. 

Estes apontamentos projetam a solução de muitos complexos problemas morais. Diante da grande caminhada que seguis está escrita a palavra evolução e a ciência não pôde deixar de vê-la, mas apenas a vislumbrou nas formas orgânicas e não em toda sua imensa vastidão. Vosso ciclo poderia definir-se como um fisio-dínamo-psiquismo. 

A fórmula é 



[6] - Estas páginas foram escritas em 1932. (8.11)

A energia é a capacidade que um corpo material possui de realizar trabalho, que é o produto da força pelo deslocamento. É uma propriedade da matéria, assim como a massa inercial. Mas destaco esse trecho dado acima:

" exteriorizando-se no movimento"

O pensamento se concentra como energia e se exterioriza no movimento. A energia enquanto propriedade da matéria tem em si o pensamento interiorizado. A matéria se estrutura em matriz vetorial de forças de equilíbrio desse movimento. Nesse sentido o pensamento universal ou Lei seria informação estruturadora da matéria a partir da energia em vários níveis de quantização [ Nota do Editor do Blog, NEB ].



Energia é proporcional à massa inercial em repouso. 
É uma propriedade da matéria.

Comentários de Gilson Freire:

A ideia central do Universo
 

Lei – ideia central do Universo - o sopro divino, que o governa e anima. É a alma do Universo, onde a matéria cósmica é apenas o seu corpo, o seu exterior. É o centro de irradiação e atração da Criação, sempre onipresente. A lei é Deus.
 

Nossa natural ânsia pelo conhecimento da Lei
 

Devido à nossa origem divina, temos uma natural ânsia por conhecer essa Lei, de compreendê-la, pois ela diz respeito à nossa própria natureza. Por isto o afã da ciência em estudá-la e determinar as suas expressões, sempre exatas, matemáticas e imutáveis. 
Somente com evolução moral se pode compreender a Lei
 

Da Lei maior, somente conseguimos observar partes fragmentárias, pequenas porções de sua expressão. À medida que o homem evoluir moralmente é que conseguirá penetrar em sua essência mais profunda. Sua maldade é obstáculo intransponível à revelação da Lei. Por isso a verdadeira ciência é sagrada, é uma prece e também um ato de fé, sempre proporcional ao adiantamento moral daquele que a pesquisa.
 

A inter-relação dos três elementos do Universo
 

Como vimos acima, no Universo temos a matéria que é estrutura, forma e efeito, a energia que é movimento, vontade e transformismo e o espírito, que é lei, princípio, ideia e ordem. Estes três modos de ser do Universo se interligam por relações de reciprocidade. A ideia pura, o espírito ($ \alpha $), se condensa revestindo-se da forma energia ($ \beta $), vontade, movimento, que finalmente se coagula em matéria ($ \gamma $), a estrutura, a realidade exterior. Este conceito origina a expressão: 

$ \alpha \rightarrow \beta \rightarrow \gamma $
 

Uma só substância que se deriva em três
 

A Criação é assim uma grande onda que, partindo de espírito, pensamento puro, caminha para um movimento dinâmico, a energia, para atingir seu termo na matéria. Portanto temos uma só substância que se transforma nos três elementos do Universo. Assim $ \alpha $ vai para $ \beta $, que vai para  $ \gamma $ ($ \alpha \rightarrow \beta \rightarrow \gamma $).
 

O ciclo da substância
 

Mas, como todo fenômeno, este necessita ter o seu movimento oposto e complementar, a fim de se equilibrar. Assim, pela lei dos ciclos, lei de complementaridade, uma trajetória oposta a completa, onde $ \gamma $ passa a $ \beta $ e esta retorna a $ \alpha $, fechando-se o ciclo da substância. Dois movimentos que se complementam, sendo o primeiro de descentralização ($ \alpha \rightarrow \beta \rightarrow \gamma $) e o segundo de centralização ($ \gamma \rightarrow \beta \rightarrow \alpha $). No primeiro a substância se distancia do centro da Criação e no segundo retorna. Eis o respiro do Universo. O espírito, $ \alpha $, é o princípio e o fim. Os dois ciclos se completam e se fecham em só movimento.
 

Uma onda de Criação e outra de regresso
 

A primeira onda cria a matéria, o universo físico, as nebulosas, os astros, até a máxima condensação da matéria no microcosmo. A segunda é a onda de regresso, a que vivemos agora, que dá origem à vida e que restitui da substância a consciência, o espírito, que se destitui de toda vestimenta, reencontrando a perfeição, a ideia pura, o Absoluto.
 

Involução e evolução
 

O primeiro movimento é de involução, de afastamento da substância, o segundo é o movimento de evolução, de retorno.
 

A grande onda - conceito central
 

A Criação é uma grande onda, este é o conceito central do funcionamento orgânico do Universo, o grande princípio geral da Criação que soluciona muitos de nossos mistérios, como a possibilidade de se extrair a energia da intimidade da matéria (energia atômica). Soluciona também problemas de ordem moral, como a evolução do mal e da ignorância para o bem.


Stephen Hawking - Teoria Unificada




11/03/2015

 

7. 

ASPECTOS ESTÁTICO, DINÂMICO E MECÂNICO DO UNIVERSO 

 

O Multiverso com seus universos.






Chegados a este ponto, podemos estabelecer, em suas grandes linhas, os conceitos fundamentais que depois desenvolveremos analiticamente.

 





Não vos digo:  

observemos os fenômenos e deles deduzamos as consequências e lhes procuremos o princípio; 

mas vos digo, o quadro do universo é este: 

observai e vereis que os fenômenos aí se encaixam e a ele correspondem, em sua totalidade. 

O universo é a unidade que abarca tudo o que existe. Essa unidade pode ser considerada sob três aspectos: 

estático, dinâmico e mecânico.

Em seu aspecto estático, a unidade-todo é considerada abstratamente seccionada em um átimo de seu eterno devenir, para que vossa atenção possa observar particularmente a estrutura, mais que o movimento. Como estrutura, o universo é um organismo, ou seja, um todo, composto de partes, não reunidas ao acaso, mas com ordem e proporção recíproca; mesmo que momentânea e excepcionalmente possa ocorrer o contrário, sempre se correspondem entre si, como é necessário num organismo cujas partes, ao funcionarem, devem coordenar-se num objetivo único.

Em seu aspecto dinâmico a unidade-todo é considerada naquilo que verdadeiramente é:  


um eterno devenir. 

O universo é um movimento contínuo. Movimento significa trajetória; trajetória significa um objetivo a atingir. Na realidade, o aspecto dinâmico se funde com o estático, isolamo-lo apenas para facilitar as observações. O movimento é orgânico, é funcionamento de partes coordenadas. Assim se define o conceito de simples movimento e se completa num vir-a-ser mais complexo, que já não é só movimento físico, mas transformismo fenomênico; o conceito de trajetória complica-se num mais amplo progresso à meta definida.

O aspecto mecânico é apenas o conceito de movimento abstratamente isolado, a fim de poder analisá-lo melhor, colhendo o princípio e definindo a lei, por meio do estudo da trajetória-tipo dos movimentos fenomênicos. É o estudo da lei como forma e norma do devenir.

Resumindo:

O aspecto estático mostra-nos o universo em sua estrutura e forma; o aspecto dinâmico, em seu movimento e vir-a-ser; o aspecto mecânico, em seu princípio e em sua lei. Mas esses são somente aspectos, pontos de vista diferentes do mesmo fenômeno. Coexistem sempre, em toda parte, e os encontramos conexos.

Do exame desses três aspectos surge a ideia gigantesca que domina todo o universo. Quer o observemos como organismo, como devenir, ou como lei, chegaremos ao mesmo conceito por três estradas diferentes, que se somam e reforçam a conclusão. Ascendemos, assim, ao Princípio Único, à idéia central que governa o universo. Esse princípio, essa idéia, é ordem. Imaginai, se a ordem não reinasse soberana, que choque tremendo sofreria um funcionamento tão complexo como é o da criação, um transformismo que jamais pára! Somente esse princípio pode estabilizar um movimento de tamanha vastidão. 

Cada fenômeno, ...


Cada fenômeno, em cada campo, tem uma trajetória própria de desenvolvimento, que não pode mudar, é sua lei, coordenada à lei maior; tem uma vontade de existir numa forma que o individualize e de mover-se para atingir u’a meta exata, razão de sua existência; é lançado com velocidade e massa que inconfundivelmente o distingue entre todos os demais fenômenos. Como poderia tudo mover-se sem precipitar-se num cataclismo imediato e universal, se cada trajetória não tivesse sido já traçada inviolavelmente? 

Não podeis deixar de encontrar esse princípio de uma lei soberana, em toda parte e a qualquer momento. Vossa vida individual, vossa história de povos, vossa vida social têm suas leis. Vossas estatísticas, pelo princípio dos grandes números, colhem-nas e podem dizer-vos quantos nascimentos, mortes ou delitos acontecerão aproximadamente nos anos seguintes. Também o campo moral e espiritual tem suas leis; embora sua complexidade vos faça perder o rastro, a lei subsiste também nesse campo, matematicamente exata. Não vos falo de fenômenos biológicos, astronômicos, físicos ou químicos. Se podeis mover-vos, agir e conseguir qualquer resultado, é porque tudo em torno de vós se move com ordem, de acordo com uma lei, e nessa lei tendes sempre confiança porque só ela vos garante a constância dos efeitos e das reações. 

Lei não inexorável, não sensível, mas complexa, extraordinariamente complexa em todo o entrelaçamento de suas repercussões; uma lei elástica, adaptável, compensadora, construída com tão vasta amplitude, que abarca em seu âmbito todas as possibilidades. Lei, sempre lei, exata nas consequências de qualquer ato, férrea nas conclusões e sanções, poderosa, imensa, matematicamente precisa em sua manifestação.

Ela é ordem e, como ordem, mais ampla e poderosa que a desordem, portanto, engloba-a e a guia para suas metas; ela é equilíbrio, mais vasto que o desequilíbrio, o qual abarca e limita num âmbito intransponível. Equilíbrio e ordem são, também, o Bem e a Alegria. Em todos os campos, uma só é a lei. A alegria é mais forte que a dor, que se torna instrumento de felicidade; o bem é mais poderoso que o mal, ele limita e o constringe para os seus objetivos. Se existem desordem, mal e dor, só existem como reação, como exceção, como condição, como contragolpe fechado dentro de diques invisíveis, determinados e invioláveis. 

Esta é a verdade, embora seja difícil demonstrá-la à vossa razão, que observa a matéria. Esta, por estar à distância máxima do centro da causa primeira, é o que há de menos apto para revelar-vos essa causa; embora contendo em si todo o princípio, esconde-o mais secretamente em seu âmago. Não confundais a ordem e a presença da Lei com um automatismo mecânico e um fatalismo absurdo. 




A ordem, vo-lo disse, não é rígida, mas apresenta espaços elásticos, contém subdivisões de desordem, imperfeição, complica-se em reações, mas permanece ordem e lei no conjunto, no absoluto. Um exemplo:  

em oposição à vontade da Lei, tendes a vontade de vosso livre arbítrio, mas é vontade menor, marginalizada, circunscrita por aquela vontade maior; podeis agitar-vos a vosso bel prazer, como dentro de um recinto, não além dele.

Essa movimentação vos é permitida, porque necessária para que sejais livres e responsáveis no ambiente que vos cerca; possais, assim, com liberdade e responsabilidade, conquistar vossa felicidade. Resolvi (assim de passagem) o conflito que para vós é insolúvel entre determinismo e livre-arbítrio. Estes conceitos levar-vos-ão, posteriormente, a conceber uma exata moral científica.

Comentários de Gilson Freire:

7 - Aspecto Estático, Dinâmico e Mecânico do Universo

Comentando

A observação de nós mesmos nos mostra que somos constituídos de matéria, organizada em órgãos. Temos em nós ainda impulsos elétricos trafegando pelos nervos, potências que nos movem, geram calor, atividade, ânimo e trabalho, portanto podemos considerar que temos em nós o elemento energia. Além disto trazemos uma consciência, que pode ser sentida quando pensamos ou desejamos e, na percepção do nosso próprio eu, uma substância imaterial, feita apenas de conceito, de emoção, de pensamento. 

Aí identificamos uma unidade que chamamos espírito, presente não somente em nós, mas em toda manifestação da vida, como forma de individualização do eu. Portanto, mesmo que não tenhamos uma maneira objetiva de provar a existência do espírito, não podemos negá-lo, pois isto seria negar a nossa própria existência. Assim, chegamos à conclusão de que somos uma unidade ternária formada de matéria, energia e espírito.

E o Universo que nos rodeia, de que está constituído? De matéria, pois esta é inquestionável dada a sua realidade que nos impressiona sobremaneira os sentidos. De energia também que se manifesta por movimentos e irradiações, como a luz e o som, exemplos de manifestações ondulatórias e que também nos impressiona de tal modo os sentidos, que não se pode questionar a sua existência. 

Mas, e o espírito? Podemos identificá-lo no Universo também? Ora, o Universo não é um corpo de leis muito bem identificadas? Ele não traz em si uma grande idéia, idéia geradora de mundos e vida? Claramente vemos nele leis e princípios sempre imutáveis e inteligentes, que normalmente nossa ciência expressa em fórmulas matemáticas. Há portanto no Universo uma idéia que o dirige, que podemos chamar de espírito do Universo. 

Assim, como em nosso corpo, identificamos no Universo a presença dos três estados:  
espírito, energia e matéria.  

Estes estados se inter-relacionam? Haverá algum ponto de união entre eles? Nossa ciência já descobriu que energia e matéria são manifestação de uma mesma substância, ainda não determinada em sua essência e natureza. Haverá uma inter-relação também entre estes e o espírito? Nascerão de uma mesma substância que se transmuta nestas formas conhecidas? Eis o que nos propõe responder a Grande Síntese.

A unidade ternária do Universo

O Universo é uma unidade ternária, ou seja, pode ser dividido em três partes ou aspectos:  

estático, dinâmico e mecânico.

Aspecto Estático

Neste aspecto a unidade-todo é considerada na estrutura material que o compõe, isto é, as suas partes. Partes essas que se correspondem e coordenam-se em um objetivo comum, formando um organismo. Portanto temos aqui matéria, estrutura ou forma do Universo.

Aspecto Dinâmico

Aqui identificamos o seu movimento, o vir-a-ser. Movimento que pressupõe trajetória, finalidade, transformismo. Movimento que coordena as partes em um funcionamento harmônico, em objetivos comuns. Temos aqui a energia, as irradiações, o dinamismo do Universo.

Aspecto Mecânico

O Universo é um conjunto de leis e princípios, configurando o seu aspecto mecânico, lembrando que o termo “mecânico” aqui é definido como “a ciência que trata das leis do movimento e do equilíbrio”. Temos aqui o espírito, a idéia, a inteligência do Universo.

Três aspecto sempre coesos – a unidade do Universo

Estes três aspectos não se acham isolados, mas em toda parte estão coesos e conexos. Esta é a idéia que domina todo o nosso Universo e se expressa em todos os seus fenômenos, em todos os seus reinos: 

biológico, astronômico, físico ou químico. 

Este é a unidade que permeia o Universo, a grande idéia central que o governa.

A unidade é ordem

A unidade do Universo se manifesta sobretudo como ordem, porque o primeiro aspecto, o princípio, a idéia, se manifesta como ordem. Ordem essa que coordena e coloca em seu próprio lugar todos os fenômenos de nosso cosmo, de modo que cada um tenha sua própria trajetória, dada pelo princípio dinâmico. A vontade de existir, de mover-se, de individualizar-se e de atingir uma meta é orientada por essa ordem.

A lei se adapta a cada fenômeno e às suas necessidades. Além de adaptável é compensadora, abarcando todas as possibilidades da substância. É ordem, mais poderosa do que toda desordem. É equilíbrio, alegria, bem. A desordem, o mal e a dor somente existem como pacotes isolados de desordem dentro da ordem, como reações isoladas.

Determinismo e livre-arbítrio

A ordem e a lei não pressupõem um determinismo fatalista e inviolável. A ordem não é rígida e admite espaços de elasticidades onde a desordem pode se manifestar. A desordem se manifesta em formas de pacotes limitados, encerrados dentro de suas unidades dimensionais e coordenados dentro de uma ordem maior. 

Assim é que dentro do caos do cosmos infra-atômico se constrói a ordem aparente de nossa matéria macroscópica. É assim que dentro da ordem da vida, podemos nos manifestar como desordens temporárias, dentro dos limites de nosso raio de ação. De modo que o livre-arbítrio está sempre contido por um determinismo, que se dilata à medida que a evolução se processa.




10/03/2015

6. 

MONISMO

 

Parto da periferia e vou para o interior.


Aproximemo-nos ainda mais da questão a ser desenvolvida. Eram indispensáveis essas premissas para vos conduzir até aqui. Observai meu modo de proceder ao expor meu pensamento. Avanço seguindo uma espiral que gradualmente aperta suas volutas concêntricas e, se passo de novo pela mesma ordem de ideias, toco o raio que parte do centro num ponto cada vez mais próximo dele. Guio vosso pensamento para esse centro. Nesta exposição parto da periferia e vou para o interior; da matéria, que é a realidade de vossos sentidos, para o espírito, que contém uma realidade mais verdadeira e mais elevada; vou da superfície ao âmago, da multiplicidade fenomênica ao Princípio único que a rege.

 







Por isso denominei este tratado de A Grande Síntese. Estou no outro polo do ser, no extremo oposto àquele em que estais; vós, seres racionais, sois análise; eu, intuitivo (contemplação, visão), sou síntese. Mas desço agora à vossa psicologia racional de análise, tomo-a como ponto de partida, a fim de levar-vos à síntese como ponto de chegada. Parto da forma para explicar-vos o impulso obscuro e palpitante, o motor que a anima, tenazmente aprofundando o mistério. 

Penetro, sintetizo e aperto num monismo absoluto, os imensos pormenores do mundo fenomênico, incomensuravelmente vasto, se o multiplicais pelo infinito do tempo e do espaço; canalizo a multiplicidade dos efeitos — dos quais a ciência com imenso esforço vislumbrou algumas leis — nos caminhos convergentes que conduzem ao Princípio Único. Farei desse mundo que pode parecer caótico a vossas mentes, um organismo completo e perfeito. A complexidade que vos desanima será reconduzida e reduzida a um conceito central, único e simples, a uma lei única que dirige tudo.

A isto podeis chamar de monismo. Atentai mais aos conceitos que às palavras. Por vezes a ciência acreditou ter descoberto e criado um conceito novo, só porque inventou uma palavra. E o conceito é este:  


como do politeísmo passastes ao monoteísmo, isto é, à fé num só Deus (mas sempre antropomórfico, pois realiza uma criação fora de si), agora passais ao monismo, isto é, ao conceito de um Deus que É a criação. 

Lede mais, antes de julgar. Farei que lampeje em vossas mentes um Deus ainda maior que tudo o que pudesteis conceber. Do politeísmo, ao monoteísmo e ao monismo, dilata-se vossa concepção de Divindade. Este tratado, pois, é o hino de Sua glória. Sinto já esta síntese suprema num lampejo de luz e de alegria. Quero conduzir-vos, a vós também, a essa meta, por meio de estudo do funcionamento orgânico do Universo.


Politeísmo

Este Tratado vos aparecerá assim como uma progressão de conceitos, uma ascensão contínua por aproximações graduais e sucessivas. Poderá também parecer-vos uma viagem do espírito; é verdadeiramente a grande viagem da alma que regressa ao seu Princípio; da criatura que regressa a Seu Criador. Cada novo horizonte, que a razão e a ciência vos mostraram, era apenas uma janela aberta para um horizonte ainda mais longínquo, sem jamais atingir o fim; Eu, porém, indicar-vos-ei o último termo, que está no fundo de vós mesmos, onde a alma repousa. Subiremos das ramificações dos últimos efeitos, progredindo da periferia para o centro, ao tronco da Causa Primeira que se multiplicou nesses efeitos.

A realidade, em vosso mundo, está fracionada por barreiras de espaço e de tempo; a unidade aparece como que pulverizada no particular; vemos o infinito fragmentar-se, dividir-se, corromper-se no finito, o eterno no caduco, o absoluto no relativo. Mas, percorreremos o caminho inverso a essa descida e reencontraremos aquele infinito, que jamais a razão poderia dar-vos, porque a análise humana não pode percorrer a série dos efeitos através de todo o espaço, por toda a eternidade, e não dispõe daquele infinito, pelo qual seria mister multiplicar o finito para obter a visão do Absoluto.

Monoteísmo.

A finalidade desta viagem é dar ao homem nova consciência cósmica. Uma consciência que o faça sentir-se não apenas indestrutível e eterno, membro de uma humanidade que abarca todos os seres do universo, mas também representa uma força e desempenha um papel importante no funcionamento orgânico do próprio universo. Viveis para conquistar uma consciência cada vez mais ampla. O homem, rei da vida no planeta Terra, conquistou uma consciência individual própria, que constitui prêmio e vitória. Agora está construindo outra mais vasta: 

a consciência coletiva que o organiza em unidades nacionais e se fundirá numa unidade espiritual ainda mais vasta, a humanidade. 

Eu, porém, lanço a semente de uma consciência universal, a única que vos pode dar a visão de todos os vossos deveres e direitos e poderá, perfeitamente, guiar todas as vossas ações, além de solucionar todos os vossos porquês. Partindo de vosso cognoscível científico humano, esse caminho também atingirá conclusões de ordem prática, individual e social. A exposição das leis da vida tem como objetivo ensinar-vos normas mais completas de comportamento. Sabendo olhar no abismo de vosso destino, sabereis agir cada vez com mais elevação. Eis traçada a estrada que percorreremos. E a seguiremos não apenas para saber, mas também para agir depois. Quando se fizer luz na mente, o coração se acenderá de paixão, para marchar seguindo a mente que viu. Ascensão é a ideia dominante. Deus é o centro. 

Monismo

Este Tratado é mais que uma grande síntese científica e filosófica:  

é uma revolução introduzida em vosso sistema de pesquisa, nova direção dada ao pensamento humano, para que, após este impulso, possa canalizar novo caminho de conquistas; é uma revolução que não arrasa nem nega, implantando arbítrio e desordem, mas afirma e cria, guiando-vos a uma ordem e equilíbrio cada vez mais completo e complexo, para uma lei cada vez mais forte e mais justa. 

Pois bem, para ajudar a nascer em vós esta nova consciência que está por surgir à luz, para estimular esta vossa transformação que está iminente, imposta pela evolução, da fase humana à fase super-humana, eu vos ensino novo método de pesquisa, praticado por via da intuição. Indico-vos a possibilidade de nova ciência conquistada com o sistema dos místicos, no qual os fenômenos são penetrados por meio de nova sensibilidade, abrindo as portas da alma, além das dos sentidos, da alma da qual vos terei ensinado todos os recursos insuspeitados e meios de percepção direta.

Desse modo, os fenômenos não serão mais vistos nem ouvidos, nem tocados por um Eu qualquer, mas sentidos por um ser que se transformou em delicadíssimo instrumento de percepção, porque sensitivamente evoluído, nervosamente refinado e, sobretudo, moralmente aperfeiçoado. Ciência nova, conduzida pelos caminhos do amor e da elevação espiritual, é a ciência do super-homem, que está para nascer e fundará a nova civilização
do terceiro milênio [5].

[5] - Este conceito de nova civilização, várias vezes repetido nesta obra, desenvolveu-se, mais tarde, no volume: A Nova Civilização do Terceiro Milênio. (6.8) 

http://holofractal.net/tag/consciousness/


 Comentários de Gilson Freire:

6 - Monismo
 
Viagem a síntese máxima – princípio único
 
A Grande Síntese nos leva a uma viagem insólita, uma viagem do espírito. Conduzindo-nos no estudo do funcionamento orgânico do Universo, caminha da periferia, a matéria, ao centro, onde está o espírito. Em aproximações gradativas e retornos periódicos de conceitos, vai paulatinamente amadurecendo e nos elevando à sua síntese máxima. Esta viagem do espírito é a jornada da alma que regressa ao seu princípio, da criatura que volta ao seu Criador, o centro do Universo.
Nossa realidade está pulverizada e limitada nas barreiras do tempo e do espaço, a unidade foi fragmentada, mas percorrendo o caminho inverso a esta descida nos reencontraremos com a unidade, com a visão do Absoluto, visão que somente a razão jamais poderá nos proporcionar.

Do monoteísmo ao monismo

A Grande Síntese nos conduz a um princípio único, a realidade de todas as coisas, onde existe uma lei única, que tudo dirige, que explica todos os fenômenos. Um conceito central chamado monismo.
Do politeísmo passamos ao monoteísmo, onde definimos um Deus único, porém um deus antropomórfico e fora da Criação. Passamos agora do monoteísmo ao monismo, isto é, a um conceito de um Deus que é a Criação, formando uma unidade com o ser.
 
A razão desta viagem
 
A finalidade da jornada é dar ao homem nova consciência cósmica, fazendo-o sentir-se não apenas eterno e membro de uma humanidade que abraça todo os seres do Universo, mas também potência que desempenha um papel no funcionamento orgânico da própria Criação. É também proporcionar-lhe novas normas de comportamento, pois sabendo olhar nos abismo de seu próprio destino, saberá agir cada vez de forma mais elevada.
Nesta estrada nosso coração se acenderá de nova paixão. Paixão de ascensão, a idéia que nos domina, e de amor, o sentimento que nos inflama.
 
A Ciência do novo homem
 
Como referido no capítulo 1, além de um roteiro, A Grande Síntese proporciona novo direcionamento para nossas pesquisas. Nova ciência, novo sistema místico, que consiste na penetração dos fenômenos com a alma possuída de nova sensibilidade além dos seus meros sentidos materiais. Transformando-nos em delicado instrumento de pesquisa, refinado pela aperfeiçoamento moral, nos induzirá à formação de Nova Ciência, ciência conduzida pelos caminhos do amor e da elevação espiritual, fundamentos do novo homem.




09/03/2015

5. 

NECESSIDADE DE UMA REVELAÇÃO

 

A mente humana procura um conceito que a abale.

Falei de vossa razão humana, com a qual construísteis vossa ciência e afirmei a relatividade desse instrumento de pesquisa e de sua insuficiência como meio para conquistar o conhecimento do Absoluto. Agora conduzo-vos lentamente, cada vez mais próximo do centro da questão. O estudo que vos exponho  representa novo princípio para vossa ciência e filosofia, novo para vosso pensamento. 







O momento psicológico, que a humanidade atravessa hoje, requer a ajuda dessa revelação. Não vos assusteis com essa palavra:  

revelação não é apenas aquilo de que nasceram as religiões, mas também qualquer contato da alma humana com o pensamento íntimo que existe na criação, contato que revela ao homem um novo mistério do ser. 

Como está hoje — vós o sabeis — a psicologia humana não tem amanhã; ela o busca ansiosamente, mas por si só não sabe achá-lo. 

Espera algo, confusamente, sem saber o que poderá nascer, de onde e como; mas espera por necessidade íntima, por imperioso instinto, porque este constitui a lei da vida; permanece na expectativa de ouvir algo e se limita a avaliar as vozes, as verdadeiras e as falsas, afim de escolher aquela que corresponderá a seu infalível instinto; descendo das profundidades do infinito, será a única a fazê-la tremer. Esperam-na, sobretudo, os homens de pensamento que estão à frente do movimento intelectual; esperam-na os homens de ação, que estão à frente do movimento político e econômico do mundo. A mente humana procura um conceito que a abale, conceito profundo e mais poderosamente sentido, que a oriente para a iminente nova civilização do terceiro milênio.
 
Alguns dos conceitos de que dispondes são insuficientes, outros esgotados, outros tão cobertos de incrustações humanas, que por estas ficam esmagados. A ciência, tão enceguecida de orgulho desde que nasceu, demonstrou-se impotente diante dos últimos “porquês” e, com a pretensão de generalizar partindo de poucos princípios, os mais baixos,
prejudicou-vos, abaixando-vos, fazendo-vos retroceder para aquela matéria, a única que estudava. 

As filosofias são produtos individuais, elevando a sistema aquela indiscutível premissa que é o próprio Eu, embora sendo intuições, são intuições parciais, visões pessoais que só interessam ao grupo dos afins. O bom senso é instrumento imediato para as finalidades materiais da vida e não pode superá-las; então não pode bastar. As religiões, tantas e, erro imperdoável, todas lutando entre si, exclusivistas na posse da Verdade e isto em nome do próprio Deus, aplicando-se não a procurar a ponte que as una, mas a cavar o abismo que as divida. Anseiam invadir o mundo todo, ao invés de se coordenarem no nível que lhes compete, em vista da profundidade da revelação recebida. Infelizmente, recobriram de humanidade a originária Centelha Divina.
 
Devo definir desde logo meu pensamento, para não ser mal interpretado e posto na mira dos ansiosos de destruição e agressividade humana. Não venho para combater nenhuma religião, mas para coordená-las todas, como a outras aproximações diferentes da Verdade, UMA e não múltipla, como quereríeis. No entanto, coloco no mais alto posto da terra a revelação e a religião de Cristo, porque é a mais completa e perfeita dentre todas. 

Esclarecido este conceito, prossigo e verifico o fato inegável de que nenhuma de vossas crenças hoje levanta, abala e verdadeiramente arrasta as massas. Diante das grandes paixões que outrora moviam os povos, hoje o espírito se encontra adormecido no ceticismo; de tal forma caiu no vazio, que não tem força para rebelar-se, nem sombra de interesse, ainda que para negar; tornou-se um nada recoberto por sorridente máscara; desceu ao último degrau, está na última fase de esgotamento:  

a indiferença.

 


Esse é o quadro de vosso mundo espiritual. Infelizmente, o que vos guia de fato na vida real é bem outra coisa:  

é o egoísmo, são vossas baixas paixões, em que acreditais cegamente. 

Mas a isto não podeis chamar uma orientação, um princípio capaz de dirigir-vos a objetivos mais elevados. Se isto constitui um princípio, trata-se de um princípio de desagregação e de ruína; para isso, com efeito, corre o mundo em grande velocidade.
 
Então, não é por acaso que vos chega minha palavra. Ela vem não para destruir as verdades que possuís, mas para repeti-las de forma mais persuasiva, mais evidente, mais adaptada às novas necessidades da mente humana. Vossa psicologia não é a mesma de vossos pais e as formas adequadas para eles, não são para vós; sois inteligências que saíram da menoridade; vossa mente habituou-se a olhar por si e hoje pode suportar visões mais vastas; pede, quer saber e tem direito de saber mais. Por vossa maturação, podeis hoje ver e resolver diretamente problemas que mal eram suspeitados por vossos avós. 

Além disso, vossos problemas individuais e coletivos se tornaram por demais complexos e delicados, para que possam ser suficientes os anunciados sumários das verdades conhecidas. No atual período de grandes maturações, vós, a cada momento, superais vossas ideias, com uma velocidade sem precedentes para vós. Pondo de parte os imaturos e mentirosos, existe grande número de honestos que precisam saber mais e com maior precisão. Enfim, dispondes hoje, com os meios mecânicos, fornecidos pela ciência, com os segredos que tendes sabido arrancar à natureza, de muito maior potência de ação que no passado; potência que requer de vós, que a manejais, uma sabedoria muito maior, a fim de que essa potência não se torne manejada com a mentalidade pueril e selvagem dos séculos passados, não em vosso engrandecimento, mas em vossa destruição. Então, é chegada a hora de dizer minha palavra.


Comentários de Gilson Freire:

5 - Necessidade de uma Revelação
 

Nossa psicologia não tem mais amanhã
 
Nossos conceitos e revelações divinas, encobertas de incrustações humanas arcaicas, estão velhas, esgotadas, insuficientes para a mente moderna. As filosofias são produtos individuais e as religiões se dividem, lutando pela posse da verdade exclusivista. Nosso espírito, adormecido no ceticismo, tornou-se um vazio, oculto por hipócrita máscara sorridente e está agora na sua última fase de esgotamento: 


a indiferença. 

Temos como guia apenas o egoísmo, que só sabe produzir desagregação e divergências.

Necessitamos de revelações adaptadas ao nosso amadurecimento
 

O momento que vivemos requer novas revelações. Os séculos de lutas e dores nos amadureceram e, por instinto evolutivo, ansiamos por novas verdades que nos conduzam para a formação de um novo homem, de uma nova civilização, a civilização do terceiro milênio.
 

A Grande Síntese não veio destruir as verdades que temos, mas revesti-las de nova roupagem

“Minha palavra não vem para destruir as verdades existentes, mas para repeti-las de uma maneira mais persuasiva e mais adaptada às vossas mentes modernas. Sois inteligências amadurecidas que já podem suportar visões mais vastas (....) Não venho combater religião alguma, no entanto coloco no mais alto posto na Terra a revelação e a religião do Cristo”.



4. 

CONSCIÊNCIA E MEDIUNIDADE

 


Mediunidade de Chico Xavier: visão extra-física de Emmanuel.


Tendes meios para comunicar-vos com seres mais importantes que aqueles a quem chamais habitantes de Marte, mas são meios de ordem psíquica, não instrumentos mecânicos; meios psíquicos que a ciência (que pesquisa de fora para dentro) e a vossa evolução (que se expande de dentro para fora) trarão à luz. 







 


Pode chamar-se consciência latente uma consciência mais profunda que a normal, onde se encontram as causas de muitos fenômenos inexplicáveis para vós. O sistema de pesquisa positiva, ao fazer-vos olhar mais profundamente as leis da natureza, fez-vos descobrir o modo de transformar as ondas acústicas em elétricas, dando-vos um primeiro termo de comparação sensível daquela materialização de meios que empregamos. Já avizinhasteis um pouco e hoje podeis, mesmo cientificamente, compreender melhor.

Acompanhai-me, caminhando do exterior, onde estais com vossas sensações e vossa psique, para o interior onde estou eu como Entidade e como pensamento. No mundo da matéria, temos, primeiro, os fenômenos; depois, vossa percepção sensória e, finalmente, por meio de vosso sistema nervoso convergente para o sistema cerebral, vossa síntese psíquica:  

a consciência. 

Até aqui chegasteis, pela pesquisa científica e experiência cotidiana. Vosso materialismo não errou, quando viu nessa consciência uma alma, filha da vida física e destinada a morrer com ela. Mas é apenas uma psique de superfície, resultado do ambiente e da experiência, servindo à satisfação de vossas necessidades imediatas; sua tarefa termina quando vos tenha guiado na luta pela vida. Esse instrumento, como já vos disse, não pode ultrapassar essa tarefa; lançado no grande mar do conhecimento, perde-se; trata-se da razão, do bom senso, da inteligência do homem normal, que não vai além das necessidades da vida terrena.
 
Se descermos mais na profundidade encontraremos a consciência latente; que está, para a consciência exterior e clara, como as ondas elétricas estão para as ondas acústicas. A essa consciência mais profunda pertence aquela intuição, é o meio perceptivo e a ele é necessário poder chegar, como vos disse, para que vosso conhecimento possa progredir.
Vossa consciência latente é vossa verdadeira alma eterna, existe antes do nascimento e sobrevive à morte corporal. Quando, ao avançar, a ciência chegar até ela, ficará demonstrada a imortalidade do espírito. Mas hoje não estais conscientes dessa profundidade, não sois sensíveis a esse nível e, não tendo em vós mesmos nenhuma sensação, a negais.

Vossa ciência corre atrás de vossas sensações, sem suspeitar que elas podem ser superadas, e aí fica circunscrita como num cárcere. Essa parte de vós mesmos está imersa em trevas, pelo menos, assim é para a grande maioria dos homens que, por conseguinte, nega; sendo maioria, faz e impõe a lei, relegando a um campo comum de fora da normalidade e juntando em dolorosa condenação, tanto o subnormal, isto é, o patológico ou involuído, como o supra-normal, elemento super-evoluído do amanhã. Neste campo, muito errou o materialismo. Apenas alguns indivíduos excepcionais, precursores da evolução, estão conscientes na consciência interior. Esses ouvem e dizem coisas maravilhosas, mas vós não os compreendeis senão muito tarde, depois que os martirizasteis. No entanto, esse é o estado normal do super-homem do futuro.
 
Acenei a essa consciência interior, porque é a base da mais alta forma de vossa mediunidade, a mediunidade inspirativa, ativa e consciente; ela é justamente a manifestação da personalidade humana quando, por evolução, atinge esses estados profundos de consciência, que podem chamar-se intuição. Vossa consciência humana é o órgão exterior através do qual vossa verdadeira alma eterna e profunda se põe em contato com a realidade exterior do mundo da matéria. Por seu intermédio, experimenta todas as vicissitudes da vida, destas experiências faz um tesouro, delas assimila o suco destilado, do qual ela se apodera, tornando suas as qualidades e capacidades, que mais tarde constituirão os instintos e as ideias inatas do futuro. Assim, a essência destilada da vida desce em profundidade no íntimo do ser; fixa-se na eternidade como qualidades imperecíveis e nada de tudo o que viveis, lutais e sofreis, perder-se-á em sua substância. 

Vedes que, com a repetição, todos os vossos atos tendem a fixar-se em vós, como automatismos que são os hábitos, isto é, um hábito, uma roupagem sobreposta à personalidade. Essa descida das experiências da vida se estratifica em torno do núcleo central do Eu que, com isso, agiganta-se num processo de expansão contínua; assim, a realidade exterior (tanto mais relativa e inconsistente quanto mais exterior) sobrevive àquela caducidade, condena-a àquele constante transformismo que a acompanha e transmite ao eterno aquilo que vale e sua existência produz. Por isso, nada morre no imenso turbilhão de todas as coisas; todo ato de vossa vida tem valor eterno.

Automatismo moderno conduzido por tecnologia robótica.


Quem consegue ser consciente também na consciência latente, encontra seu Eu eterno e, na vasta complexidade das vicissitudes humanas, pode reencontrar o fio condutor ao longo do qual, logicamente, segundo uma lei de justiça e de equilíbrio, desenvolve-se o próprio destino. Então, vive sua vida maior na eternidade e com isso vence a morte. Ele se comunica livremente, mesmo na Terra, por um processo de sintonia que implica afinidade com as correntes de pensamento, que existem além das dimensões do espaço e do tempo.

Em outro lugar acenei à técnica dessa comunicação conceptual ou mediunidade inspirativa.
Tracei-vos, assim, o quadro da técnica de vossa ascensão espiritual, efeito e meta de vossa vida. Em minhas palavras vereis sempre pairar esta grande ideia da evolução, não no limitado conceito materialista de evolução de formas orgânicas, mas no bem mais vasto conceito de evolução de formas espirituais, de ascensão de almas. 

Este é o princípio central do universo, a grande força motriz de seu funcionamento orgânico. O universo infinito palpita de vida que, ao reconquistar sua consciência, retorna a Deus. É esse o grande quadro que vos mostrarei. Essa é a visão que, partindo de vossos conhecimentos científicos, indicar-vos-ei. Minha demonstração, lembrai-vos, embora se inicie com uma investigação para uso dos céticos, é um lampejo de luz que lanço ao mundo, é imensa sinfonia que canto em louvor de Deus.



Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier, grande médium brasileiro, grande vulto da humanidade. Fez par com Pietro Ubaldi em algum momento da década de 50 do século passado. Era plenamente consciente de sua psicografia mediúnica. Médium ultrafânico no conceito ubaldiano. 















Comentários de Gilson Freire:

4 - Consciência e Mediunidade

Síntese de superfície e síntese profunda do Eu

 
Como referido no capítulo 2, temos dois níveis principais de consciência:


 a profunda e a superficial.

A consciência de superfície é sintetizada à medida que evoluímos, sendo portanto uma elaboração da matéria, e com ela morre e se renova. Na profundeza do nosso eu, no entanto, encontraremos outra consciência, a latente, profunda. Essa é síntese divina, eterna, formadora do nosso eu verdadeiro. Existe antes do nascimento e sobrevive à morte. Como não experimentamos sensação nesta consciência profunda, nós comumente a negamos.

Por meio da consciência superficial nos colocamos em contato com a realidade exterior e experimentamos as sensações da vida, retirando ensinamentos que se fixam na consciência profunda, constituindo-se depois nos instintos e automatismos. É assim que nada se perde para o espírito, e de nossas lutas e dores retiramos ensinamentos que, estratificando camadas em torno do eu central, o fazem crescer em um processo de expansão contínua. “Todo ato de nossa vida tem um valor eterno”.


Vencendo a morte


À medida que evoluímos dilatamos a consciência profunda e nos tornamos paulatinamente conscientes nela. Reencontraremos nosso Eu eterno e, fora dos limites do tempo e do espaço, teremos vencido a morte. Eis a finalidade da evolução e da vida – “O Universo inteiro palpita de vida que, ao reconquistar sua consciência, retorna a Deus”.
 

Mediunidade intuitiva
 

E à medida que nos tornamos conscientes nesta realidade profunda do eu, é que estaremos aptos a perceber as correntes de pensamentos que trafegam pelas dimensões espirituais. Ai residem os intricados fenômenos da recepção intuitiva e a possibilidade de comunicação com seres de outras dimensões. Ser consciente nesta realidade profunda é participar de uma forma mais alta de mediunidade, chamada mediunidade inspirativa, vivida de forma ativa e consciente.







































3. 

AS PROVAS

 



 Se vossa consciência já não vos faz mais admirar qualquer nova possibilidade, como podeis negar a priori uma forma de existência diferente daquela do vosso corpo físico?

Pelo menos, deveis alimentar a dúvida a respeito da sobrevivência que vosso Eu interno vos sugere a cada momento, e que inconscientemente, por instinto, sonhais em todas as vossas aspirações e obras. 











Como podeis acreditar que vossa Terra pequenina, que vedes navegar pelo espaço como um grãozinho de areia no infinito, contenha a única forma possível de vida no universo? Como podeis acreditar que vossa vida de dores e alegrias fictícias e contraditórias possa representar toda a vida de um ser?

Então, não esperastes nem sonhasteis nada mais alto, na diuturna fadiga de vossos sofrimentos e de vosso trabalho? Se eu vos oferecesse uma fuga desses sofrimentos, uma libertação e uma superação; se eu vos abrisse o respiradouro de um grande mundo novo, que ainda desconheceis, e vos permitísseis contemplá-lo por dentro para vosso bem, não correríeis como correis para ver as máquinas que devoram o espaço sulcando os céus e ouvem as longínquas ondas elétricas? Vinde. Mostro-vos as grandes descobertas que fará a ciência, especialmente as das vibrações psíquicas, por meio das quais nos é permitido, a nós, espírito sem corpo, comunicar-nos com aquela parte de vós que é espírito, como nós. 

Segui-me. Não se trata de um lindo sonho, nem a fantástica exploração do futuro, a que estou fazendo: 

é o vosso amanhã. Sede inteligentes à altura de vossa ciência; sede modernos, ultramodernos, e vislumbrareis o espírito, que é a realidade do amanhã, e o tocareis com o raciocínio, o refinamento de vossos órgãos nervosos, com o progresso de vossos instrumentos científicos. 

O espírito está aí, à espera, e fará vibrar as civilizações futuras.


As verdades filosóficas fundamentais, tão discutidas durante milênios, serão resolvidas racionalmente por meio da simples razão, porque vossa inteligência terá progredido; o que dantes, por outras forças intelectivas, tinha que ser forçosamente dogma e mistério de fé, será questão de puro raciocínio, será demonstrável e portanto, verdade obrigatória para todo o ser pensante.



 
Não sabeis que todas as descobertas humanas nasceram da profundidade do espírito que contatou com o além? De onde vem o lampejo do gênio, a criação da arte, a luz que guia os líderes dos povos, senão deste mundo, de onde vos falo? As grandes ideias que movem e fazem avançar o mundo, acaso as encontrais no ambiente de vossas competições cotidianas, ou no mundo dos fenômenos que a ciência observa? Então, de onde vêm? Não podeis negar o progresso:  

o próprio materialismo, que vos tornou céticos, teve de proferir a palavra evolução.

Vós mesmos que negais, estais todos ansiosos e ávidos de ascensão; não podeis negar que o intelecto progride e existem alguns homens mais adiantados do que outros. 

Portanto, não pode ser impossível para a razão e para a ciência, admitir que alguns dentre vós tenham atingido, por evolução, uma tal sensibilidade nervosa de sentir o que não conseguis perceber:  

as ondas psíquicas, que nós, os espíritos, transmitimos. São eles os médiuns espirituais, verdadeiros instrumentos receptores de correntes e de conceitos que podemos transmitir.

  Esse é o mais alto grau de mediunidade (em alguns casos totalmente consciente), quando podem estabelecer-se relações de sintonia; disso nos servimos para o
elevado objetivo de transmitir-vos nosso pensamento.

Muitos médiuns ouvem com novo sentido de audição psíquica, não mais com o acústico. Ouvem-nos com seu cérebro. Sintonia quer dizer capacidade de ressonância. Espiritualmente, sintonia é simpatia, isto é, capacidade de sentir em uníssono. Quer acústica, quer elétrica ou espiritualmente, o princípio vibratório de correspondência é o mesmo, porque
a lei é uma, em todos os campos [4].


Muitos médiuns ouvem com novo sentido de audição psíquica.

 

Naturalmente, quem não ouve nega; mas não poderá, não terá o direito de negar que os outros possam ouvir e que ouçam. Quem nega pede provas e só se dispõe a conceder seu consentimento depois de haver verificado esses fatos, necessários para sacudir esse seu tipo de mentalidade. Mas, jamais pensasteis na relatividade de vossa psicologia, devida aos diversos graus de evolução de cada um? Jamais pensasteis naquilo que impressiona a mente de um, deixa a de outro indiferente e como cada um exige a "sua" prova? Que número enorme de provas seria necessário para cada um sentir-se impressionado em sua própria sensibilidade particular! 

Para cada um, um fato pode inserir-se em sua vida, em sua concepção de vida, na orientação dada a todos os seus atos. O próprio raciocínio não serve para todos, porque a demonstração se torna, com frequência discussão que, em lugar de convencer, transforma-se em desabafo agressivo, exemplo de luta, que exarceba os ânimos.

Restaria o prodígio. Mas as leis de Deus são imutáveis porque perfeitas; o que é perfeito não pode ser alterado nem corrigido. Acreditai: 


só em vossa psicologia sedenta de violações, pode existir esse pensamento atrasado de que uma violação seja prova de força. 

Isso pode ter ocorrido em vosso passado de homens selvagens, imbuídos de luta e rebelião;
para nós, o poder está na ordem, no equilíbrio, na coordenação das forças, e não na revolta, na desordem, no caos.

Além disso, um milagre vos convenceria? O Cristo fez tantos! Acreditasteis? Um milagre é sempre um fato exterior a vós, podeis negá-lo todas as vezes que vos for cômodo, porque perturba vossos interesses. Conclusão:


ou tendes pureza de ânimo e sinceridade de intenções e então sentireis em minha palavra a Verdade, sem provas exteriores (eis a intuição), pelo seu tom e conteúdo; ou estais de má fé e vos aproximais com duplo fim, parademolir ou especular porque, acima de qualquer discussão, já colocasteis o preconceito de vosso interesse ou vantagem. 



Um milagre vos convenceria?

Então, estais armados para recusar qualquer prova. O fato não é externo, não é apreciável pelos sentidos, portanto, é sempre discutível para quem queira negá-lo; antes, é íntimo, intrínseco. A verdadeira prova é apenas uma. É a mão de Deus que vos alcança em vossas próprias casas, é a dor que, superando as barreiras humanas, atinge-vos e vos sacode, é a crise do espírito, é a maturação do destino, é a tonitruante voz do mistério que vos surpreende a cada esquina da vida e vos diz:  


basta! 

Eis o caminho! Essa prova, vós a sentis; ela vos perturba, esmaga, espanta, mas é irresistível, transforma-vos, e vos convence. Então vós, negadores irônicos, vos ajoelhais, tremeis e chorais. Chegou o grande momento. Deus vos tocou. Eis a prova! Vossa vida está cheia dessas forças desconhecidas em ação. São as maiores, das quais dependem vossas vicissitudes e o destino dos povos. Quantas já não estão prontas a mover-se no desconhecido amanhã, mesmo contra vós que me ledes? Os inconscientes sacodem os ombros ao amanhã; só os corajosos ousam olhá-lo de cara, seja bom ou ruim.

Eu falo, ó homem, de vosso destino, de vossa vitória e de vossas dores de amanhã, não apenas naquele longínquo futuro sobre o qual não vos preocupais, mas de vosso futuro próximo. Minhas palavras dar-vos-ão novo e mais profundo sentido da vida e do destino, de vossa vida e de vosso destino. Já falei ao mundo e aos povos de seus grandes problemas coletivos. Agora falo a vós, no silêncio de vosso recolhimento. Minhas palavras são boas e sábias e visam a fazer de vós um ser melhor, para vós mesmos, para vossa família, para vossa pátria.

[4] - Para o desenvolvimento destes conceitos, vejam-se os volumes: As Noúres, Ascese Mística, A Nova Civilização do Terceiro Milênio e Problemas do Futuro. (3.6)

Comentários de Gilson Freire:

3 - As Provas

Exigimos provas das verdades espirituais

Para crer no espírito o homem moderno exige provas. Pelo menos deveria admitir a dúvida na sua existência, pois essa é a sugestão natural de nosso inconsciente. Todos esperamos sobreviver, essa é nossa aspiração mais sagrada. Então, por que negar antes de admitir a sua possibilidade? A negação, por princípio, aniquila-nos a capacidade de ver e sentir. 

“Como podeis acreditar que vossa vida de dores e alegrias fictícias e contraditórias possa representar toda a vida de um ser?”
 
A realidade do amanhã é o espírito
 
Descobriremos o espírito através de um amadurecimento do nosso eu e um refinamento de nossas percepções intuitivas. Todas as realidades de nossa vida nasceram e nascem do contato do espírito com outras dimensões da vida. Esta foi e é a via de todas as descobertas dos gênios. À medida que evoluirmos, perceberemos claramente as ondas psíquicas que nos envolvem e nos inspiram. Só aquele que não ouve é que nega. O espírito é a realidade do amanhã, mas somente para aqueles que desenvolverem os instrumentos para o perceber e se capacitarem para viver nesta nova dimensão.

Somente uma prova é necessário
 
Não exijamos outras provas além da nossa sensibilidade. Basta uma “pureza de ânimo e sinceridade de intenções e então sentireis em minhas palavras a Verdade.”