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16/03/2015



10. 
ESTUDO DA FASE MATÉRIA

      A DESINTEGRAÇÃO ATÔMICA






Vimos que a respiração de



é sem limites de espaço, sem princípio nem fim. Foi essa imensa respiração do universo, cujo princípio enunciamos, que agora observaremos analiticamente, sobretudo em sua pulsação de retorno,




que vosso mundo está vivendo. Começaremos por gama , a fase matéria, de maior condensação da substância, a fim de atingir a fase beta, energia.



Examinaremos posteriormente o período 





o que mais vos interessa, pois compreende o trajeto de vossas vidas, cujo objetivo e meta é a reconstrução da consciência e a libertação do princípio a, o espírito. Para a, essa suprema realidade do espírito, quero conduzir-vos, não mais pelos caminhos da fé, mas pelas sendas da ciência. 

Deus, compreendido como Espírito, alfa, é o ponto de partida e de chegada do transformismo fenomênico, é a meta do ser. Depois das descobertas da desintegração do átomo, inexaurível fonte de energia, e de transformação da individualidade química pela explosão atômica, a descoberta da realidade do espírito é a maior descoberta “científica” que vos aguarda e revolucionará o mundo, iniciando uma nova era.



Chegareis, disse-vos, a produzir energia por desintegração atômica, ou seja, a transformar matéria em energia.Conseguireis penetrar com vossa vontade na individualidade atômica, produzindo alterações em seu sistema. Mas lembrai-vos: 

o triunfo não será apenas o de um método indutivo e experimental, nem trará somente repercussões de ordem material; tampouco significará só vantagens imediatas e práticas, mas será grande problema filosófico que resolvereis e que orientará de maneira totalmente nova vosso espírito científico. 

Até agora, a humanidade viveu num mundo de matéria. Tínheis o vosso referencial de imobilidade.




Terra autem in aeternum stabit, quia terra autem in aeternum stat






(“A terra, porém, estará parada eternamente, porque a terra está eternamente parada”). A verdade tinha que ser um absoluto. Com a nova civilização mundial que está por surgir, a humanidade viverá agora num mundo dinâmico.




Vossa nova matéria — o ponto sólido em que baseareis vossas construções materiais e conceptuais — será a energia. Vosso elemento será o movimento, e sabereis encontrar nele o próprio equilíbrio estável, que até agora não sabíeis encontrar senão na forma menos evoluída, a matéria. 

No campo do pensamento, também a verdade será um movimento, um relativo que evolui, uma verdade progressiva, e não o ponto fixo e inerte do absoluto; é a trajetória do ponto que avança, um conceito muito mais vasto e proporcional ao novo grau de progresso que será atingido por vosso pensamento.





Ao enfrentar o problema da desintegração atômica, tende presente outro fato. Ao assaltardes o íntimo equilíbrio do sistema atômico para alterá-lo, vós vos encontrareis diante de uma individuação da matéria fortemente estabilizada durante incontáveis períodos de evolução. 

Viveis num ponto relativamente velho do universo e vossa Terra representa o período gama, não no início, em sua primeira condensação, ainda próxima da energia, mas no fim, ou seja, no princípio de sua fase oposta, a desagregação, o regresso a beta. Estais, assim, diante da matéria que opõe o máximo da resistência, porque está no grau máximo de estabilidade e coesão. 




Os incomensuráveis períodos de tempo que a trouxeram à sua atual individuação atômica, representam um impulso imenso, uma invencível vontade de continuar existindo na forma adquirida, por um princípio universal de inércia que, na Lei, impõe a continuação de trajetórias iniciadas, constituindo a garantia de estabilidade das formas e dos fenômenos. 

Lembrai-vos de que estais querendo violar uma individuação da Lei, a qual sempre se manifesta por individuações inconfundíveis, que assumem a mais enérgica e decidida vontade de não deixar-se alterar. Para alcançardes êxito, não violeis a Lei, segui-a. Seguindo a corrente, ser-vos-á fácil o caminho.



Em vossa fase de evolução, a Lei vos abre o caminho, através da passagem 



, e não de

Em outras palavras, o problema da desintegração atômica é solúvel para vós, não nas formas mais longínquas e menos acessíveis da condensação das nebulosas, mas naquelas da desintegração das substâncias radioativas. Os raios alfa e os raios beta e todos os

fenômenos relativos ao rádio e aos corpos radioativos, já os tendes espontaneamente debaixo dos olhos. O estudo que faremos da série estequiogenética vos dará um conceito mais exato de tudo isto.


Os raios alfa e os raios beta e todos 
os fenômenos relativos ao rádio e aos
corpos radioativos

Comentários de Gilson Freire.

A meta da evolução

A evolução caminha da matéria ao espírito. O desenvolvimento do espírito é o objetivo desta caminhada. Esta é a fase em que vivemos e que nos interessa conhecer, a fase de retorno da substância, de reconstrução da consciência. 

É para alfa, essa suprema realidade do espírito, que quero conduzir-vos, não mais pelos caminhos da fé, mas pelas sendas da ciência”.
 
O espírito é a maior realidade da vida, embora nos pareça tão irreal. Na plenitude do espírito encontraremos Deus.

A maior descoberta de todos os tempos

No presente estamos descobrindo como extrair a energia da matéria (desintegração atômica, bomba nuclear). Logo a descoberta do espírito será a maior façanha científica de todos os séculos e revolucionará o mundo.

Novo ponto de apoio: a energia

A desintegração da matéria nos conduziu à energia, sua base. Com isso, nossa referência, que era a matéria, se perdeu e nosso novo ponto de apoio passou a ser a energia. Mas como esta é movimento, descobrimos que vivemos num mundo dinâmico, onde tudo é relativo, e perdemos nossos pontos fixos na Terra. 

A verdade deixou de ser absoluta, o mundo concreto se desfez em ondas e irradiações, a única realidade da existência. Eis o dinamismo do mundo moderno, com sua constante agitação, onde o equilíbrio somente se consegue com o movimento. A verdade tornou-se progressiva e perdeu seu caráter absolutista.

A matéria opõe resistência a sua superação

Vivemos um período de esgotamento da matéria, onde esta se encontra envelhecida, caminhando para a desintegração (radioatividade). Estando no máximo de condensação e de aparente estabilidade, a matéria impõe assim a máxima resistência à sua penetração (Lei da inércia).

Devemos seguir a Lei

“Para alcançardes êxito, não violeis a Lei, segui-a”. Como vivemos a passagem da matéria à energia, esta é a fase que a Lei nos favorece e não a contrária, ou seja da energia à matéria. Como também vivemos o despertar do espírito, a Lei nos favorece este caminho e não o oposto, de investimentos na matéria.

 

13/03/2015


9 . 

A GRANDE EQUAÇÃO DA SUBSTÂNCIA

 

 



 


Os dois movimentos


coexistem, portanto, continuamente, no universo, em um contínuo equilíbrio de compensação. Evolução e involução. A condensação das nebulosas e a desagregação atômica são nascimento e morte numa direção, morte e nascimento em outra. Nada se cria, nada se destrói, mas tudo se transforma. O princípio é igual ao fim.

Querendo exprimir essa coexistência, poderemos reunir as fórmulas dos dois movimentos, semiciclos complementares, numa fórmula única que representa o ciclo completo:

Mas definamos, ainda melhor, o conceito orgânico do universo, não mais considerando-o em seu aspecto dinâmico de movimento, mas em seu aspecto estático, no qual, mais que o transformismo dos três termos, ressalta sua equivalência. 

Em seu aspecto estático, as fórmulas tornam-se uma só fórmula, que denominaremos a “Grande Equação da Substância”, ou seja:


A letra $ \omega $ representa o universo, o todo.



Este é o conceito mais completo de Deus, ao qual só agora chegamos:  

a grande Alma do universo, centro de irradiação e de atração; Aquele que é tudo, o Princípio e suas manifestações. Eis o novo monismo que sucede ao politeísmo e ao monoteísmo das eras passadas.

Chamei àquela fórmula, a grande equação da substância, porque exprime as várias formas que a substância assume, embora sempre permanecendo idêntica a si mesma. Poderemos exprimir melhor o conceito com uma irradiação tríplice:

Dessas expressões ressalta um fato capital. Sendo $ \alpha $, $ \beta $ e $ \gamma $ três modos de ser de $ \omega $, este se encontra em todos os termos, inteiro, completo, perfeito, total, em todos os momentos. Tal é $ \omega $ em qualquer de seus modos de existência, assim o reencontraremos sempre em todo o seu infinito devenir.

Assim, a equação da substância sintetiza o conceito da Trindade, isto é, da Divindade una e trina, que já vos foi revelado sob o véu do mistério, e encontrais nas religiões.
A Lei, de que falamos, é o pensamento da Divindade, seu modo de ser como Espírito. O pensamento, concomitantemente vontade de ação, energia que realiza, tornar-se que cria, constitui seu segundo modo de ser, onde a criação se manifesta, nascendo daquilo a que chamais nada. Uma forma de matéria em ação é seu terceiro modo de ser; é a criação que existe, o universo físico que vedes. Três modos de ser distintos e, no entanto, identicamente os mesmos.

Assim $ \omega $ é o Todo, no particular e no conjunto, no átimo e na eternidade: 

em seu aspecto dinâmico é tornar-se, eterno no tempo, de 


e de 




sem princípio nem fim; mas o tornar-se volta sobre si mesmo, é imobilidade, em que




Ele é o relativo e o absoluto, é o finito em que se pulveriza o infinito, o infinito em que o finito se recompõe; é abstrato e concreto, é dinâmico e estático, é análise e síntese, é tudo.

A imensa respiração de
... etc., também poderia representar-se com um triângulo, ou seja, como uma realidade fechada em três aspectos:




Quando vossa ciência observa os fenômenos da criação, apenas tenta descobrir novo artigo da Lei; mas em qualquer lugar encontrou e encontrará, coexistindo, os três modos de ser de $ \omega $. A cada novo pensamento revelado, a ciência realizará uma nova aproximação de vossa mente humana em direção à ideia da Divindade. Também a ciência pode ser sagrada como uma oração, como uma religião, se for conduzida e compreendida com pureza de espírito.



os três modos de ser de ômega


Tudo o que vos disse é a máxima aproximação da Divindade que vossa mente pode suportar hoje. É muito maior que as precedentes, mas não é a última no tempo. Contentai-vos por enquanto. Ela vos diz que sois consciências que despertam, almas que regressam a Deus. 

É a concepção bíblica do Anjo decaído que reaparece; é a concepção evangélica do Pai, do Filho e do Espírito; é a concepção que coincide com todas as revelações do passado, também com vossa ciência e com vossa lógica; é a concepção de Cristo que, pela dor, vos redimiu. Muitas coisas ainda existem, mas para vós, hoje, por enquanto, permanecem no inconcebível. O universo é um infinito e vossa razão não constitui a medida das coisas.






Não ouseis olhar a Divindade mais de perto, nem definir mais além, considerai-a antes como um resplendor ofuscante que não podeis olhar. Considerai cada coisa que existe e vos cerca como um raio de seu esplendor que vos toca. Não reduzais a Divindade a formas antropomórficas, não a restringeis em conceitos feitos à vossa imagem e semelhança. Não pronuncieis Seu Santo Nome em vão. Seja Deus vossa mais alta aspiração, tal como o é de toda a criação. 

Não vos dividais entre ciência e fé, entre as diversas religiões, com o único intuito de encontrá-Lo. Ele está, acima de tudo, dentro de Vós. No profundo dos caminhos do coração como nos do intelecto, sempre Deus vos espera para retribuir-vos o amplexo que vós, mesmo sendo incrédulos, em vossa agitação confusa e convulsiva, irresistivelmente Lhe lançais, pelo maior instinto da vida.

Comentários de Gilson Freire:

O respiro do Universo
 

Os dois movimentos coexistem em constante equilíbrio de compensações a todo instante no Cosmos. A formação das nebulosas, o nascimento e morte das estrelas e nossa própria vida encontram aí sua base de existência. 

Estes dois movimentos podem ser reunidos em um círculo, onde podemos ter uma visão geral do ciclo (figura 1).
 

A grande equação da substância
 

Representando o Todo, o Universo, por $ \omega $, a Grande Síntese nos apresenta a equação da substância em seus momentos estático, dinâmico e unitário, como se pode verificar nas figuras correspondentes. 

São fórmulas que expressam o monismo da Criação, onde tudo se inter-relaciona e tem uma origem comum. Tudo se irmana, como frutos de uma mesma fonte, Deus. Uma substância, indefinível ainda em sua natureza, mas que se molda em tudo que conhecemos, eis a técnica de Criação adotada pelo Criador.
 

A substância se transmuta, mas é sempre idêntica a si mesma
 

Na fórmula dinâmica podemos notar a primeira fase, de fuga ou queda e a segunda de reconstrução de $ \omega $. Embora $ \omega $ se expresse de muitas formas e assuma padrões incompletos e imperfeitos em seus diversos momentos, segundo a sua trajetória, ela permanece em seu todo, sempre completa e perfeita.
 

A Divina Trindade
 

Aqui nos encontramos com o conceito da Divina Trindade, que nos foi revelado pelas religiões. Eis como Deus pode criar do nada. $ \omega $ é o Relativo e o Absoluto, o abstrato e o concreto, é tudo.
 

Os três elementos nunca existem isoladamente
 

Em qualquer lugar ou em qualquer fenômeno do nosso Universo encontraremos sempre a substância em seus três momentos, com o predomínio de um deles, caracterizando a sua manifestação naquele instante. 

Somos também a união destes três estados da substância e nunca os encontraremos isoladamente. Assim a substância se manifesta em graus diversos, configurando cada estado que a vemos. 

Na matéria bruta, $ \gamma $ é máximo, $ \beta $ médio e $ \alpha $, mínimo. 

Na energia $ \beta $ é máximo e no ser consciente, $ \alpha $ é que se expressa com maior peso. 

A evolução nada mais é do que um processo que visa transformar toda substância em $ \alpha $, espírito puro, feito de pura substância divina.
 

O significado profundo desta revelação
 

Esta revelação nos diz que somos consciências que despertam, que estão em trânsito para a reconstrução de $ \alpha $, a unidade espiritual pura que nos compõe. A evolução é a escalada de retorno ao plano do espírito, ao nosso interior, onde está Deus, onde somos feito de infinito e onde Ele nos aguarda para um amplexo de felicidade, para a qual somos criados.
 

Dizendo-nos que esta é a concepção bíblica do anjo decaído que encontra respaldo em todo o ensinamento do Cristo a Grande Síntese apenas anuncia conceitos que serão desenvolvidos mais tarde e não podem ser inteiramente compreendidos agora. Serão estudados numa abrangência jamais vista, nos livros Deus e Universo e O Sistema. 

Em seu conjunto compõem a mais surpreendente visão da Criação e formam o tema central de todo o desenvolvimento da obra de Ubaldi.
 

Emmanuel e a Unidade
 

Encontramos no livro Emmanuel, da autoria do espírito de mesmo nome, psicografado por Francisco Cândido Xavier e editado pela FEB, no capítulo 32, intitulado Quatro questões de filosofia, no item Espírito e matéria, a seguinte pergunta a ele dirigida:
 

“Será lícito considerar-se espírito e matéria como dois estados alotrópicos de um só elemento primordial, de maneira a obter-se a conciliação das duas escolas perpetuamente em luta, dualista e monista, chegando-se a uma concepção unitária do Universo?”
 

“Resposta – É lícito considerar-se espírito e matéria como estados diversos de uma essência imutável, chegando-se dessa forma a estabelecer a unidade substancial do Universo. Dentro, porém, desse monismo físico-psíquico, perfeitamente conciliável com a doutrina dualista, faz-se preciso considerar a matéria como o estado negativo e o espírito como o estado positivo dessa substância.”
 

“A ciência terrena, no estudo das vibrações, chegará a conceber a unidade de todas as forças físicas e psíquicas do Universo. (...) O princípio soberano da unidade absorve todas as variações possíveis, crendo nós que, sem perdermos a consciência individual no transcurso dos milênios, chegaremos a reunir-nos no grande princípio da unidade, que é a perfeição.”

12/03/2015


8. 

A LEI





 




A Lei. Eis a ideia central do Universo, o sopro divino que o anima, governa e movimenta, tal como vossa alma, pequena centelha dessa grande luz, governa vosso corpo. 









O universo de matéria estelar que vedes, é como a casca, a manifestação externa, o corpo daquele princípio que reside no âmago, no centro.

Vossa ciência, que observa e experimenta, permanece na superfície e procura encontrar esse princípio através de suas manifestações. As poucas verdades particulares que aprendeu, são apenas farrapos mal remendados da grande Lei. A ciência observa, supõe um princípio secundário, deduz uma hipótese, trabalha sobre ela, esperando uma confirmação da experiência, e daí conclui uma teoria. 

Mas vislumbrou somente pequena ramificação derradeira do conceito central, porque este defenderá com o mistério até que o homem seja menos malvado, menos propenso a fazer mau uso do saber e mais digno de olhar na face as coisas santas. Falo-vos de coisas eternas e não vos choque esta linguagem, para vós anticientífica; ela se mantém fora da psicologia que vosso atual momento histórico vos proporciona. 

Minha ciência não é como a vossa, ciência agnóstica, impotente para concluir; nem é ciência de um dia. Lembrai-vos de que a verdadeira ciência toca e mergulha nos braços do mistério: 

sagrado, santo e divino. 

A verdadeira ciência é religião e prece, só pode ser verdadeira se também for fé de apóstolo e heroísmo de mártir. 

A Lei é Deus. Ele é a grande alma que está no centro do universo. Não centro espacial, mas centro de irradiação e de atração. Desse centro, Ele irradia e atrai, pois Ele é tudo:  


o princípio e suas manifestações. 

 Eis como Ele pode — coisa inconcebível para vós — ser realmente onipresente. É necessário esclarecer este conceito. Chegou o momento de retomar a idéia de que partimos, dos três aspectos do universo, para aprofundá-la.

A esses três aspectos correspondem três modos de ser do universo.

A estrutura ou forma, o movimento ou vir-a-ser, o princípio ou lei, podem também denominar-se:

Matéria, Energia e Espírito.

ou também, movendo-se no sentido inverso:

Pensamento, Vontade e Ação.

Do primeiro modo de ser, que é:

Espírito, Pensamento e Princípio ou Lei deriva o segundo, que é:

Energia, Vontade e Movimento ou vir-a-ser e do segundo, o terceiro que é:

Matéria, Ação e Estrutura ou forma.

Esses três modos de ser estão coligados por relações de derivação recíproca. Para tornar mais simples a exposição, reduziremos esses conceitos a símbolos. 

A ideia pura, o primeiro modo de ser do universo, a que chamaremos espírito, pensamento, Lei, que representaremos com a letra grega $ \alpha $ (alfa); condensa-se e se materializa, revestindo-se com a forma de vontade, concentrando-se em energia, exteriorizando-se no movimento, segundo modo de ser que representaremos com a letra grega $ \beta  $ (beta); num terceiro tempo, passamos (em virtude de mais profunda materialização ou condensação, ou exteriorização), ao modo de ser que denominamos matéria, ação, forma, isto é, o mundo de vossa realidade exterior, representaremos com a letra grega $ \gamma  $ (gama).

O universo resulta constituído por uma grande onda que, de alfa, o espírito, (puro pensamento, a Lei que é Deus) caminha para um devenir contínuo, movimento feito de energia e vontade, beta, para atingir seu último termo, gama, a matéria, a forma. Dando ao sinal
 o sentido de “vai para”, poderemos dizer: 


O espírito, alfa, é o princípio, o ponto de partida dessa onda; gama, a matéria, é o ponto de chegada. Mas compreendereis, qualquer movimento, se ampliado constantemente numa só direção, deslocaria todo o universo (em sentido lato, não apenas espacial), com acúmulos de um lado e vazios, de outro, proporcionais e definitivos. Então é necessário, para manter o equilíbrio, que a grande onda de ida seja compensada por outra onda equivalente de volta. Isso é também lógico e se realiza em virtude de uma lei de complementaridade, pela qual cada unidade é metade de outra unidade mais completa. 

O movimento que existe no universo não é jamais um deslocamento unilateral, efetivo e definitivo, mas é a metade de um ciclo que retorna ao ponto de partida, após haver cumprido determinado devenir, uma vibração de ida e volta, completa em sua contraparte inversa e complementar. 

A esse movimento descêntrico que vimos, a expansão e a exteriorização,
segue-se então um movimento concêntrico inverso: 


Há , pois, o movimento inverso, pelo qual a matéria se desmaterializa, desagrega-se e expande-se em forma de energia, vontade, movimento; é um tornar-se, que por meio das experiências de infinitas vidas, reconstrói a consciência ou espírito. Aqui, o ponto de partida é gama, a matéria, e o ponto de chegada é alfa, o espírito. Assim, a espiral, que antes era aberta, agora se fecha; a pulsação de regresso completa o ciclo iniciado pelo de ida.

Este é o conceito central do funcionamento orgânico do universo. A primeira onda refere-se à criação, à origem da matéria, à condensação das nebulosas, à formação dos sistemas planetários, do vosso sol, do vosso planeta, até à condensação máxima. 

A segunda onda, de regresso, é a que vos interessa e viveis agora, refere-se à evolução da matéria até às formas orgânicas, à origem da vida; com a vida, tem-se a conquista de uma consciência cada vez mais ampla, até a visão do Absoluto. É a fase de regresso da matéria que, por meio da ação, da luta, da dor, reencontra o espírito e volta à ideia pura, despojando-se, pouco a pouco, de todas as cascas da forma.

Estas simples indicações já esboçam a solução de muitos problemas científicos, como o da constituição da matéria, ou como o da possibilidade de, por desagregação, extrair dela, como de imenso reservatório, a energia, que não seria senão a passagem de 



A energia atômica que procurais, existe, e a encontrareis [6]. 

Estes apontamentos projetam a solução de muitos complexos problemas morais. Diante da grande caminhada que seguis está escrita a palavra evolução e a ciência não pôde deixar de vê-la, mas apenas a vislumbrou nas formas orgânicas e não em toda sua imensa vastidão. Vosso ciclo poderia definir-se como um fisio-dínamo-psiquismo. 

A fórmula é 



[6] - Estas páginas foram escritas em 1932. (8.11)

A energia é a capacidade que um corpo material possui de realizar trabalho, que é o produto da força pelo deslocamento. É uma propriedade da matéria, assim como a massa inercial. Mas destaco esse trecho dado acima:

" exteriorizando-se no movimento"

O pensamento se concentra como energia e se exterioriza no movimento. A energia enquanto propriedade da matéria tem em si o pensamento interiorizado. A matéria se estrutura em matriz vetorial de forças de equilíbrio desse movimento. Nesse sentido o pensamento universal ou Lei seria informação estruturadora da matéria a partir da energia em vários níveis de quantização [ Nota do Editor do Blog, NEB ].



Energia é proporcional à massa inercial em repouso. 
É uma propriedade da matéria.

Comentários de Gilson Freire:

A ideia central do Universo
 

Lei – ideia central do Universo - o sopro divino, que o governa e anima. É a alma do Universo, onde a matéria cósmica é apenas o seu corpo, o seu exterior. É o centro de irradiação e atração da Criação, sempre onipresente. A lei é Deus.
 

Nossa natural ânsia pelo conhecimento da Lei
 

Devido à nossa origem divina, temos uma natural ânsia por conhecer essa Lei, de compreendê-la, pois ela diz respeito à nossa própria natureza. Por isto o afã da ciência em estudá-la e determinar as suas expressões, sempre exatas, matemáticas e imutáveis. 
Somente com evolução moral se pode compreender a Lei
 

Da Lei maior, somente conseguimos observar partes fragmentárias, pequenas porções de sua expressão. À medida que o homem evoluir moralmente é que conseguirá penetrar em sua essência mais profunda. Sua maldade é obstáculo intransponível à revelação da Lei. Por isso a verdadeira ciência é sagrada, é uma prece e também um ato de fé, sempre proporcional ao adiantamento moral daquele que a pesquisa.
 

A inter-relação dos três elementos do Universo
 

Como vimos acima, no Universo temos a matéria que é estrutura, forma e efeito, a energia que é movimento, vontade e transformismo e o espírito, que é lei, princípio, ideia e ordem. Estes três modos de ser do Universo se interligam por relações de reciprocidade. A ideia pura, o espírito ($ \alpha $), se condensa revestindo-se da forma energia ($ \beta $), vontade, movimento, que finalmente se coagula em matéria ($ \gamma $), a estrutura, a realidade exterior. Este conceito origina a expressão: 

$ \alpha \rightarrow \beta \rightarrow \gamma $
 

Uma só substância que se deriva em três
 

A Criação é assim uma grande onda que, partindo de espírito, pensamento puro, caminha para um movimento dinâmico, a energia, para atingir seu termo na matéria. Portanto temos uma só substância que se transforma nos três elementos do Universo. Assim $ \alpha $ vai para $ \beta $, que vai para  $ \gamma $ ($ \alpha \rightarrow \beta \rightarrow \gamma $).
 

O ciclo da substância
 

Mas, como todo fenômeno, este necessita ter o seu movimento oposto e complementar, a fim de se equilibrar. Assim, pela lei dos ciclos, lei de complementaridade, uma trajetória oposta a completa, onde $ \gamma $ passa a $ \beta $ e esta retorna a $ \alpha $, fechando-se o ciclo da substância. Dois movimentos que se complementam, sendo o primeiro de descentralização ($ \alpha \rightarrow \beta \rightarrow \gamma $) e o segundo de centralização ($ \gamma \rightarrow \beta \rightarrow \alpha $). No primeiro a substância se distancia do centro da Criação e no segundo retorna. Eis o respiro do Universo. O espírito, $ \alpha $, é o princípio e o fim. Os dois ciclos se completam e se fecham em só movimento.
 

Uma onda de Criação e outra de regresso
 

A primeira onda cria a matéria, o universo físico, as nebulosas, os astros, até a máxima condensação da matéria no microcosmo. A segunda é a onda de regresso, a que vivemos agora, que dá origem à vida e que restitui da substância a consciência, o espírito, que se destitui de toda vestimenta, reencontrando a perfeição, a ideia pura, o Absoluto.
 

Involução e evolução
 

O primeiro movimento é de involução, de afastamento da substância, o segundo é o movimento de evolução, de retorno.
 

A grande onda - conceito central
 

A Criação é uma grande onda, este é o conceito central do funcionamento orgânico do Universo, o grande princípio geral da Criação que soluciona muitos de nossos mistérios, como a possibilidade de se extrair a energia da intimidade da matéria (energia atômica). Soluciona também problemas de ordem moral, como a evolução do mal e da ignorância para o bem.


Stephen Hawking - Teoria Unificada




11/03/2015

 

7. 

ASPECTOS ESTÁTICO, DINÂMICO E MECÂNICO DO UNIVERSO 

 

O Multiverso com seus universos.






Chegados a este ponto, podemos estabelecer, em suas grandes linhas, os conceitos fundamentais que depois desenvolveremos analiticamente.

 





Não vos digo:  

observemos os fenômenos e deles deduzamos as consequências e lhes procuremos o princípio; 

mas vos digo, o quadro do universo é este: 

observai e vereis que os fenômenos aí se encaixam e a ele correspondem, em sua totalidade. 

O universo é a unidade que abarca tudo o que existe. Essa unidade pode ser considerada sob três aspectos: 

estático, dinâmico e mecânico.

Em seu aspecto estático, a unidade-todo é considerada abstratamente seccionada em um átimo de seu eterno devenir, para que vossa atenção possa observar particularmente a estrutura, mais que o movimento. Como estrutura, o universo é um organismo, ou seja, um todo, composto de partes, não reunidas ao acaso, mas com ordem e proporção recíproca; mesmo que momentânea e excepcionalmente possa ocorrer o contrário, sempre se correspondem entre si, como é necessário num organismo cujas partes, ao funcionarem, devem coordenar-se num objetivo único.

Em seu aspecto dinâmico a unidade-todo é considerada naquilo que verdadeiramente é:  


um eterno devenir. 

O universo é um movimento contínuo. Movimento significa trajetória; trajetória significa um objetivo a atingir. Na realidade, o aspecto dinâmico se funde com o estático, isolamo-lo apenas para facilitar as observações. O movimento é orgânico, é funcionamento de partes coordenadas. Assim se define o conceito de simples movimento e se completa num vir-a-ser mais complexo, que já não é só movimento físico, mas transformismo fenomênico; o conceito de trajetória complica-se num mais amplo progresso à meta definida.

O aspecto mecânico é apenas o conceito de movimento abstratamente isolado, a fim de poder analisá-lo melhor, colhendo o princípio e definindo a lei, por meio do estudo da trajetória-tipo dos movimentos fenomênicos. É o estudo da lei como forma e norma do devenir.

Resumindo:

O aspecto estático mostra-nos o universo em sua estrutura e forma; o aspecto dinâmico, em seu movimento e vir-a-ser; o aspecto mecânico, em seu princípio e em sua lei. Mas esses são somente aspectos, pontos de vista diferentes do mesmo fenômeno. Coexistem sempre, em toda parte, e os encontramos conexos.

Do exame desses três aspectos surge a ideia gigantesca que domina todo o universo. Quer o observemos como organismo, como devenir, ou como lei, chegaremos ao mesmo conceito por três estradas diferentes, que se somam e reforçam a conclusão. Ascendemos, assim, ao Princípio Único, à idéia central que governa o universo. Esse princípio, essa idéia, é ordem. Imaginai, se a ordem não reinasse soberana, que choque tremendo sofreria um funcionamento tão complexo como é o da criação, um transformismo que jamais pára! Somente esse princípio pode estabilizar um movimento de tamanha vastidão. 

Cada fenômeno, ...


Cada fenômeno, em cada campo, tem uma trajetória própria de desenvolvimento, que não pode mudar, é sua lei, coordenada à lei maior; tem uma vontade de existir numa forma que o individualize e de mover-se para atingir u’a meta exata, razão de sua existência; é lançado com velocidade e massa que inconfundivelmente o distingue entre todos os demais fenômenos. Como poderia tudo mover-se sem precipitar-se num cataclismo imediato e universal, se cada trajetória não tivesse sido já traçada inviolavelmente? 

Não podeis deixar de encontrar esse princípio de uma lei soberana, em toda parte e a qualquer momento. Vossa vida individual, vossa história de povos, vossa vida social têm suas leis. Vossas estatísticas, pelo princípio dos grandes números, colhem-nas e podem dizer-vos quantos nascimentos, mortes ou delitos acontecerão aproximadamente nos anos seguintes. Também o campo moral e espiritual tem suas leis; embora sua complexidade vos faça perder o rastro, a lei subsiste também nesse campo, matematicamente exata. Não vos falo de fenômenos biológicos, astronômicos, físicos ou químicos. Se podeis mover-vos, agir e conseguir qualquer resultado, é porque tudo em torno de vós se move com ordem, de acordo com uma lei, e nessa lei tendes sempre confiança porque só ela vos garante a constância dos efeitos e das reações. 

Lei não inexorável, não sensível, mas complexa, extraordinariamente complexa em todo o entrelaçamento de suas repercussões; uma lei elástica, adaptável, compensadora, construída com tão vasta amplitude, que abarca em seu âmbito todas as possibilidades. Lei, sempre lei, exata nas consequências de qualquer ato, férrea nas conclusões e sanções, poderosa, imensa, matematicamente precisa em sua manifestação.

Ela é ordem e, como ordem, mais ampla e poderosa que a desordem, portanto, engloba-a e a guia para suas metas; ela é equilíbrio, mais vasto que o desequilíbrio, o qual abarca e limita num âmbito intransponível. Equilíbrio e ordem são, também, o Bem e a Alegria. Em todos os campos, uma só é a lei. A alegria é mais forte que a dor, que se torna instrumento de felicidade; o bem é mais poderoso que o mal, ele limita e o constringe para os seus objetivos. Se existem desordem, mal e dor, só existem como reação, como exceção, como condição, como contragolpe fechado dentro de diques invisíveis, determinados e invioláveis. 

Esta é a verdade, embora seja difícil demonstrá-la à vossa razão, que observa a matéria. Esta, por estar à distância máxima do centro da causa primeira, é o que há de menos apto para revelar-vos essa causa; embora contendo em si todo o princípio, esconde-o mais secretamente em seu âmago. Não confundais a ordem e a presença da Lei com um automatismo mecânico e um fatalismo absurdo. 




A ordem, vo-lo disse, não é rígida, mas apresenta espaços elásticos, contém subdivisões de desordem, imperfeição, complica-se em reações, mas permanece ordem e lei no conjunto, no absoluto. Um exemplo:  

em oposição à vontade da Lei, tendes a vontade de vosso livre arbítrio, mas é vontade menor, marginalizada, circunscrita por aquela vontade maior; podeis agitar-vos a vosso bel prazer, como dentro de um recinto, não além dele.

Essa movimentação vos é permitida, porque necessária para que sejais livres e responsáveis no ambiente que vos cerca; possais, assim, com liberdade e responsabilidade, conquistar vossa felicidade. Resolvi (assim de passagem) o conflito que para vós é insolúvel entre determinismo e livre-arbítrio. Estes conceitos levar-vos-ão, posteriormente, a conceber uma exata moral científica.

Comentários de Gilson Freire:

7 - Aspecto Estático, Dinâmico e Mecânico do Universo

Comentando

A observação de nós mesmos nos mostra que somos constituídos de matéria, organizada em órgãos. Temos em nós ainda impulsos elétricos trafegando pelos nervos, potências que nos movem, geram calor, atividade, ânimo e trabalho, portanto podemos considerar que temos em nós o elemento energia. Além disto trazemos uma consciência, que pode ser sentida quando pensamos ou desejamos e, na percepção do nosso próprio eu, uma substância imaterial, feita apenas de conceito, de emoção, de pensamento. 

Aí identificamos uma unidade que chamamos espírito, presente não somente em nós, mas em toda manifestação da vida, como forma de individualização do eu. Portanto, mesmo que não tenhamos uma maneira objetiva de provar a existência do espírito, não podemos negá-lo, pois isto seria negar a nossa própria existência. Assim, chegamos à conclusão de que somos uma unidade ternária formada de matéria, energia e espírito.

E o Universo que nos rodeia, de que está constituído? De matéria, pois esta é inquestionável dada a sua realidade que nos impressiona sobremaneira os sentidos. De energia também que se manifesta por movimentos e irradiações, como a luz e o som, exemplos de manifestações ondulatórias e que também nos impressiona de tal modo os sentidos, que não se pode questionar a sua existência. 

Mas, e o espírito? Podemos identificá-lo no Universo também? Ora, o Universo não é um corpo de leis muito bem identificadas? Ele não traz em si uma grande idéia, idéia geradora de mundos e vida? Claramente vemos nele leis e princípios sempre imutáveis e inteligentes, que normalmente nossa ciência expressa em fórmulas matemáticas. Há portanto no Universo uma idéia que o dirige, que podemos chamar de espírito do Universo. 

Assim, como em nosso corpo, identificamos no Universo a presença dos três estados:  
espírito, energia e matéria.  

Estes estados se inter-relacionam? Haverá algum ponto de união entre eles? Nossa ciência já descobriu que energia e matéria são manifestação de uma mesma substância, ainda não determinada em sua essência e natureza. Haverá uma inter-relação também entre estes e o espírito? Nascerão de uma mesma substância que se transmuta nestas formas conhecidas? Eis o que nos propõe responder a Grande Síntese.

A unidade ternária do Universo

O Universo é uma unidade ternária, ou seja, pode ser dividido em três partes ou aspectos:  

estático, dinâmico e mecânico.

Aspecto Estático

Neste aspecto a unidade-todo é considerada na estrutura material que o compõe, isto é, as suas partes. Partes essas que se correspondem e coordenam-se em um objetivo comum, formando um organismo. Portanto temos aqui matéria, estrutura ou forma do Universo.

Aspecto Dinâmico

Aqui identificamos o seu movimento, o vir-a-ser. Movimento que pressupõe trajetória, finalidade, transformismo. Movimento que coordena as partes em um funcionamento harmônico, em objetivos comuns. Temos aqui a energia, as irradiações, o dinamismo do Universo.

Aspecto Mecânico

O Universo é um conjunto de leis e princípios, configurando o seu aspecto mecânico, lembrando que o termo “mecânico” aqui é definido como “a ciência que trata das leis do movimento e do equilíbrio”. Temos aqui o espírito, a idéia, a inteligência do Universo.

Três aspecto sempre coesos – a unidade do Universo

Estes três aspectos não se acham isolados, mas em toda parte estão coesos e conexos. Esta é a idéia que domina todo o nosso Universo e se expressa em todos os seus fenômenos, em todos os seus reinos: 

biológico, astronômico, físico ou químico. 

Este é a unidade que permeia o Universo, a grande idéia central que o governa.

A unidade é ordem

A unidade do Universo se manifesta sobretudo como ordem, porque o primeiro aspecto, o princípio, a idéia, se manifesta como ordem. Ordem essa que coordena e coloca em seu próprio lugar todos os fenômenos de nosso cosmo, de modo que cada um tenha sua própria trajetória, dada pelo princípio dinâmico. A vontade de existir, de mover-se, de individualizar-se e de atingir uma meta é orientada por essa ordem.

A lei se adapta a cada fenômeno e às suas necessidades. Além de adaptável é compensadora, abarcando todas as possibilidades da substância. É ordem, mais poderosa do que toda desordem. É equilíbrio, alegria, bem. A desordem, o mal e a dor somente existem como pacotes isolados de desordem dentro da ordem, como reações isoladas.

Determinismo e livre-arbítrio

A ordem e a lei não pressupõem um determinismo fatalista e inviolável. A ordem não é rígida e admite espaços de elasticidades onde a desordem pode se manifestar. A desordem se manifesta em formas de pacotes limitados, encerrados dentro de suas unidades dimensionais e coordenados dentro de uma ordem maior. 

Assim é que dentro do caos do cosmos infra-atômico se constrói a ordem aparente de nossa matéria macroscópica. É assim que dentro da ordem da vida, podemos nos manifestar como desordens temporárias, dentro dos limites de nosso raio de ação. De modo que o livre-arbítrio está sempre contido por um determinismo, que se dilata à medida que a evolução se processa.