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17/03/2015


11. 

UNIDADE DE PRINCÍPIO 

      NO FUNCIONAMENTO 

      DO UNIVERSO

 






Torna-se difícil reduzir à forma linear de vosso pensamento e de vossa palavra, a unidade global do todo que sinto como uma esfera instantaneamente completa, sem sucessividade. 










Levai em conta, pois, a forma na qual me devo exprimir, que restringe e diminui o conceito; somente aquela faculdade da alma, a intuição, de que vos falei, poderia traduzi-lo para vós sem distorções.
 
Capacitai-vos de que, embora minha exposição seja progressiva, o universo contém, a cada instante, cada uma e todas as fases do transformismo. A cada instante ele é todo, completo e perfeito em todos os seus períodos de ida e volta. Não é
 de um lado, e depois









de outro; mas em todos os lugares e a cada momento, existe uma fase desse transformar-se, de tal modo que ele existe concomitantemente todo onde quer que seja, de forma que o absoluto não se divide, mas se encontra sempre todo, a si mesmo, no relativo. Deus está, assim onipresente em cada manifestação. Se assim não fora, como vos seria possível a observação dos fenômenos que, certamente, não teriam podido esperar na eternidade para existir e mostrar-se a vós, exatamente no instante em que também nascestes e se desenvolveram em vós os sentidos e uma consciência que se dirige a Ele? 

Trindade Egípcia Antiga - Hórus, Osíris e Ísis.


Grande diferença há entre o sujeito deste tratado, que observa o infinito, e vosso olhar intelectivo, que só abarca o finito, isto é, um ou alguns pormenores particulares e, sucessivamente, jamais o todo instantaneamente. 

Trindade Hindu.


Vossa razão só pode dar-vos um ponto de vista do universo, porque sois relativos, ou seja, sois um ponto que olha para todos os outros pontos. 

Tábua XIb do Liber Figurarum do Abade Joaquim de Flora, representando em três círculos a Santíssima Trindade


Mas os pontos são infinitos e vós fazeis parte deles; vós olhais e sois olhados; o universo olha para si mesmo de pontos infinitos




Apenas o olho de Deus pode ter essa visão global e tenho de reduzi-la muitíssimo, para levá-la à medida de vossa mente. Vede: 

é exatamente esta que limita minha revelação.

Um fato, porém, nos ajudará:  

o universo é regido por um princípio único

Já afirmei que o universo não é nem caos nem acaso, mas suprema ordem:  

a Lei. 

Chegou agora o momento de afirmar que a Lei significa não apenas, como disse, ordem, equilíbrio e precisão de funcionamento, mas acima de tudo significa unidade de princípio. Por isso disse: 

 Monismo

O princípio da trindade da substância, que vos expus, é universal e único: 

poderá pulverizar-se numa série infinita de efeitos e de casos particulares, mas ele permanece e o encontrareis em toda parte, em sua forma estática de individuação, alfa, beta, gama , em sua forma dinâmica de transformismo que segue o caminho:

 ... ...










Aqui três exemplos:

PrimeiroO microcosmo está construído como o macrocosmo. O átomo é um verdadeiro sistema planetário, com todos os seus movimentos, em cujo centro está um sol, o núcleo central, de densidade máxima, em redor do qual giram, seguindo uma órbita semelhante à planetária, um ou mais elétrons, segundo a natureza do sistema, é isso que define o átomo e lhe dá sua individuação química. 



Vosso sistema solar, com todos os seus planetas, poderia considerar-se o átomo de uma química astronômica, cujas combinações e reações produzem essas nebulosas que vedes aparecer e desaparecer nos confins de vosso universo físico.

Quando, no espaço, um sol, como qualquer núcleo com seu cortejo planetário, encontra-se com outro sol ou núcleo e seu cortejo planetário, o resultado é sempre o mesmo: 

a formação de nova individuação, quer seja sistema cósmico ou químico. 

No primeiro caso se individuará novo vórtice, novo “Eu” astronômico, que se desenvolverá segundo uma linha, a espiral que — vê-lo-emos — é a trajetória típica de desenvolvimento de todos os movimentos fenomênicos.



No segundo caso nascerá, pelo choque dos núcleos e pela emissão de elétrons do sistema, novo indivíduo atômico. Se isso ainda não apareceu em vosso relativo, vós o chamais de criação.

SegundoO princípio de que o universo se compõe, dividindo-se e reunindo-se, de duas metades inversas e complementares, é geral e único. Tudo o que existe tem seu inverso, sem isto, é incompleto. 



O sinal -, complementar do sinal +, próprio da energia elétrica, o encontrais no átomo, composto de um núcleo estático e positivo, e de elétrons, dinâmicos e negativos; e também na divisão sexual animal e em todas as manifestações da personalidade humana.



Terceiro. O homem é feito verdadeiramente à imagem e semelhança de Deus, no sentido em que compreende em si e constitui, numa unidade, os três momentos alfabetagama.

O homem é um corpo, estrutura física, que se apóia numa armação esquelética que pertence ao reino mineral gama , sobre a qual se eleva o metabolismo rápido da vida, a troca (vida vegetativa, ainda não consciência), dinamismo que é beta



O produto último da vida é a consciência, nascida daquele dinamismo e em contínuo desenvolvimento, por meio de um trabalho contínuo e intenso de provas e experiências produzidas por choques, não mais cósmicos ou moleculares, mas psíquicos.

Essa unidade de conceito é a mais evidente expressão do Monismo do universo e da presença universal da Divindade. Na infinita variedade das formas, sempre ressurge o mesmo princípio idêntico, com nomes e em níveis diferentes. 

Assim, no nível gama temos a gravitação; no nível beta temos o que denominamos simpatia; no nível alfa, amor. 

Eles constituem a mesma lei de atração, que vincula as coisas e os seres e os sustenta como organismo, numa rede de contínuas relações e trocas, tanto no mundo da matéria quanto no da consciência.
A coincidência entre a cosmologia atual e o modelo proposto por Robert Grosseteste em 1225 é impressionante - e leva aos mesmos gargalos. [Imagem: Tom C. B. McLeish et al.]
O reconhecimento da grandiosidade da ideias do autor medieval pode ser uma forma de reatar os laços dos cientistas acadêmicos modernos com seus mestres. [Imagem: Tom C. B. McLeish et al.]

Comentários de Gilson Freire.

Um princípio único rege o Universo

A Criação é uma unidade global, que funciona por princípio único e que aprendemos a chamar de Lei de Unidade. Esta lei se manifesta não só como unidade, mas como ordem que se impõe contra todo o caos e a fragmentação, momentos limitados e contidos da manifestação da substância.

A Lei de unidade nos diz que a Criação contém uma substância única que se manifesta em formas aparentemente distintas. Como essa substância vem de Deus, através dela, Ele está sempre presente em cada uma de suas transitórias apresentações.

O Absoluto não se fragmenta

A Lei de unidade impõe e conserva a unidade de funcionamento do Universo (Monismo). A substância é única em sua manifestação seja ternária ou dualística. A trindade é ao mesmo tempo uma unidade. O dualismo se recompõe no monismo. Assim, embora a substância se divida em diferentes formas, ela é sempre idêntica a si mesma, e o Absoluto, na verdade, não se fragmenta.

Não podemos alcançar a visão de síntese

Nossa razão analítica não pode nos dar a visão de síntese, pois “somos pontos que olham para outros infinitos pontos do Universo” e por isso não podemos alcançar a visão do Todo. A aparente fragmentação da substância, no mundo em que vivemos, nos impede a visão unitária do Universo, uma imensa esfera onde se manifesta o pensamento de Deus, desdobrando-se de um princípio único, em todas as possibilidades da Criação. A evolução, no entanto, irá dilatar o nosso espírito, até alcançarmos a visão sintético-intuitiva da Criação e de Deus.

Três exemplos da manifestação unitária da Lei

1 - O microcosmo é igual ao macrocosmo

os sistemas cósmicos e os sistemas atômicos se regem por princípios únicos. As mesmas leis que criam mundos formam o átomo. A natureza de uma individualidade química é a mesma de uma individualidade astronômica.

2 - O ciclo da substância é o mesmo em toda manifestação fenomênica - 

o respiro do Universo, os dois ciclos complementares, estão presentes em tudo que conhecemos. A substância tem uma forma única de se manifestar, em qualquer nível em que se apresente. Seja na matéria - o núcleo positivo e camada eletrônica negativa, seja na energia – duas fases inversas e complementares, seja no mundo biológico – macho e fêmea ou na personalidade humana - também composta de fases complementares e opostas.

3 – O homem é também uma unidade -  

cópia da unidade universal, formada de matéria, energia e espírito. O mesmo princípio que forma e rege o Universo forma e rege a nossa própria natureza.

Unidade de conceito – expressão máxima do monismo universal

Unidade de conceitos é a mais evidente expressão do monismo universal. Os mesmos princípios universais e idênticos se manifestam, sempre, modificando apenas o seu nível de ação: 

por exemplo, temos gravitação no nível gama, simpatia no nível beta e amor no nível alfa, como manifestações de um mesmo princípio ou lei de atração, que vincula tudo que existe, unindo os seres da Criação. 

Sustenta todo o organismo cósmico, nutrindo-o em um sistema de trocas, tanto na fase matéria, quanto na energia ou na consciência.

Comentário

Como viemos de uma unidade, todos somos irmãos, feitos da mesma substância divina, e o menor dos seres da Criação tem o mesmo valor do maior. Qualquer ato de maldade contra qualquer deles é ato de maldade contra Deus, e contra nós mesmos, razão pela qual o mal sempre se volta sobre quem o pratica. Isso pode nos tornar melhores moralmente.




16/03/2015



10. 
ESTUDO DA FASE MATÉRIA

      A DESINTEGRAÇÃO ATÔMICA






Vimos que a respiração de



é sem limites de espaço, sem princípio nem fim. Foi essa imensa respiração do universo, cujo princípio enunciamos, que agora observaremos analiticamente, sobretudo em sua pulsação de retorno,




que vosso mundo está vivendo. Começaremos por gama , a fase matéria, de maior condensação da substância, a fim de atingir a fase beta, energia.



Examinaremos posteriormente o período 





o que mais vos interessa, pois compreende o trajeto de vossas vidas, cujo objetivo e meta é a reconstrução da consciência e a libertação do princípio a, o espírito. Para a, essa suprema realidade do espírito, quero conduzir-vos, não mais pelos caminhos da fé, mas pelas sendas da ciência. 

Deus, compreendido como Espírito, alfa, é o ponto de partida e de chegada do transformismo fenomênico, é a meta do ser. Depois das descobertas da desintegração do átomo, inexaurível fonte de energia, e de transformação da individualidade química pela explosão atômica, a descoberta da realidade do espírito é a maior descoberta “científica” que vos aguarda e revolucionará o mundo, iniciando uma nova era.



Chegareis, disse-vos, a produzir energia por desintegração atômica, ou seja, a transformar matéria em energia.Conseguireis penetrar com vossa vontade na individualidade atômica, produzindo alterações em seu sistema. Mas lembrai-vos: 

o triunfo não será apenas o de um método indutivo e experimental, nem trará somente repercussões de ordem material; tampouco significará só vantagens imediatas e práticas, mas será grande problema filosófico que resolvereis e que orientará de maneira totalmente nova vosso espírito científico. 

Até agora, a humanidade viveu num mundo de matéria. Tínheis o vosso referencial de imobilidade.




Terra autem in aeternum stabit, quia terra autem in aeternum stat






(“A terra, porém, estará parada eternamente, porque a terra está eternamente parada”). A verdade tinha que ser um absoluto. Com a nova civilização mundial que está por surgir, a humanidade viverá agora num mundo dinâmico.




Vossa nova matéria — o ponto sólido em que baseareis vossas construções materiais e conceptuais — será a energia. Vosso elemento será o movimento, e sabereis encontrar nele o próprio equilíbrio estável, que até agora não sabíeis encontrar senão na forma menos evoluída, a matéria. 

No campo do pensamento, também a verdade será um movimento, um relativo que evolui, uma verdade progressiva, e não o ponto fixo e inerte do absoluto; é a trajetória do ponto que avança, um conceito muito mais vasto e proporcional ao novo grau de progresso que será atingido por vosso pensamento.





Ao enfrentar o problema da desintegração atômica, tende presente outro fato. Ao assaltardes o íntimo equilíbrio do sistema atômico para alterá-lo, vós vos encontrareis diante de uma individuação da matéria fortemente estabilizada durante incontáveis períodos de evolução. 

Viveis num ponto relativamente velho do universo e vossa Terra representa o período gama, não no início, em sua primeira condensação, ainda próxima da energia, mas no fim, ou seja, no princípio de sua fase oposta, a desagregação, o regresso a beta. Estais, assim, diante da matéria que opõe o máximo da resistência, porque está no grau máximo de estabilidade e coesão. 




Os incomensuráveis períodos de tempo que a trouxeram à sua atual individuação atômica, representam um impulso imenso, uma invencível vontade de continuar existindo na forma adquirida, por um princípio universal de inércia que, na Lei, impõe a continuação de trajetórias iniciadas, constituindo a garantia de estabilidade das formas e dos fenômenos. 

Lembrai-vos de que estais querendo violar uma individuação da Lei, a qual sempre se manifesta por individuações inconfundíveis, que assumem a mais enérgica e decidida vontade de não deixar-se alterar. Para alcançardes êxito, não violeis a Lei, segui-a. Seguindo a corrente, ser-vos-á fácil o caminho.



Em vossa fase de evolução, a Lei vos abre o caminho, através da passagem 



, e não de

Em outras palavras, o problema da desintegração atômica é solúvel para vós, não nas formas mais longínquas e menos acessíveis da condensação das nebulosas, mas naquelas da desintegração das substâncias radioativas. Os raios alfa e os raios beta e todos os

fenômenos relativos ao rádio e aos corpos radioativos, já os tendes espontaneamente debaixo dos olhos. O estudo que faremos da série estequiogenética vos dará um conceito mais exato de tudo isto.


Os raios alfa e os raios beta e todos 
os fenômenos relativos ao rádio e aos
corpos radioativos

Comentários de Gilson Freire.

A meta da evolução

A evolução caminha da matéria ao espírito. O desenvolvimento do espírito é o objetivo desta caminhada. Esta é a fase em que vivemos e que nos interessa conhecer, a fase de retorno da substância, de reconstrução da consciência. 

É para alfa, essa suprema realidade do espírito, que quero conduzir-vos, não mais pelos caminhos da fé, mas pelas sendas da ciência”.
 
O espírito é a maior realidade da vida, embora nos pareça tão irreal. Na plenitude do espírito encontraremos Deus.

A maior descoberta de todos os tempos

No presente estamos descobrindo como extrair a energia da matéria (desintegração atômica, bomba nuclear). Logo a descoberta do espírito será a maior façanha científica de todos os séculos e revolucionará o mundo.

Novo ponto de apoio: a energia

A desintegração da matéria nos conduziu à energia, sua base. Com isso, nossa referência, que era a matéria, se perdeu e nosso novo ponto de apoio passou a ser a energia. Mas como esta é movimento, descobrimos que vivemos num mundo dinâmico, onde tudo é relativo, e perdemos nossos pontos fixos na Terra. 

A verdade deixou de ser absoluta, o mundo concreto se desfez em ondas e irradiações, a única realidade da existência. Eis o dinamismo do mundo moderno, com sua constante agitação, onde o equilíbrio somente se consegue com o movimento. A verdade tornou-se progressiva e perdeu seu caráter absolutista.

A matéria opõe resistência a sua superação

Vivemos um período de esgotamento da matéria, onde esta se encontra envelhecida, caminhando para a desintegração (radioatividade). Estando no máximo de condensação e de aparente estabilidade, a matéria impõe assim a máxima resistência à sua penetração (Lei da inércia).

Devemos seguir a Lei

“Para alcançardes êxito, não violeis a Lei, segui-a”. Como vivemos a passagem da matéria à energia, esta é a fase que a Lei nos favorece e não a contrária, ou seja da energia à matéria. Como também vivemos o despertar do espírito, a Lei nos favorece este caminho e não o oposto, de investimentos na matéria.

 

13/03/2015


9 . 

A GRANDE EQUAÇÃO DA SUBSTÂNCIA

 

 



 


Os dois movimentos


coexistem, portanto, continuamente, no universo, em um contínuo equilíbrio de compensação. Evolução e involução. A condensação das nebulosas e a desagregação atômica são nascimento e morte numa direção, morte e nascimento em outra. Nada se cria, nada se destrói, mas tudo se transforma. O princípio é igual ao fim.

Querendo exprimir essa coexistência, poderemos reunir as fórmulas dos dois movimentos, semiciclos complementares, numa fórmula única que representa o ciclo completo:

Mas definamos, ainda melhor, o conceito orgânico do universo, não mais considerando-o em seu aspecto dinâmico de movimento, mas em seu aspecto estático, no qual, mais que o transformismo dos três termos, ressalta sua equivalência. 

Em seu aspecto estático, as fórmulas tornam-se uma só fórmula, que denominaremos a “Grande Equação da Substância”, ou seja:


A letra $ \omega $ representa o universo, o todo.



Este é o conceito mais completo de Deus, ao qual só agora chegamos:  

a grande Alma do universo, centro de irradiação e de atração; Aquele que é tudo, o Princípio e suas manifestações. Eis o novo monismo que sucede ao politeísmo e ao monoteísmo das eras passadas.

Chamei àquela fórmula, a grande equação da substância, porque exprime as várias formas que a substância assume, embora sempre permanecendo idêntica a si mesma. Poderemos exprimir melhor o conceito com uma irradiação tríplice:

Dessas expressões ressalta um fato capital. Sendo $ \alpha $, $ \beta $ e $ \gamma $ três modos de ser de $ \omega $, este se encontra em todos os termos, inteiro, completo, perfeito, total, em todos os momentos. Tal é $ \omega $ em qualquer de seus modos de existência, assim o reencontraremos sempre em todo o seu infinito devenir.

Assim, a equação da substância sintetiza o conceito da Trindade, isto é, da Divindade una e trina, que já vos foi revelado sob o véu do mistério, e encontrais nas religiões.
A Lei, de que falamos, é o pensamento da Divindade, seu modo de ser como Espírito. O pensamento, concomitantemente vontade de ação, energia que realiza, tornar-se que cria, constitui seu segundo modo de ser, onde a criação se manifesta, nascendo daquilo a que chamais nada. Uma forma de matéria em ação é seu terceiro modo de ser; é a criação que existe, o universo físico que vedes. Três modos de ser distintos e, no entanto, identicamente os mesmos.

Assim $ \omega $ é o Todo, no particular e no conjunto, no átimo e na eternidade: 

em seu aspecto dinâmico é tornar-se, eterno no tempo, de 


e de 




sem princípio nem fim; mas o tornar-se volta sobre si mesmo, é imobilidade, em que




Ele é o relativo e o absoluto, é o finito em que se pulveriza o infinito, o infinito em que o finito se recompõe; é abstrato e concreto, é dinâmico e estático, é análise e síntese, é tudo.

A imensa respiração de
... etc., também poderia representar-se com um triângulo, ou seja, como uma realidade fechada em três aspectos:




Quando vossa ciência observa os fenômenos da criação, apenas tenta descobrir novo artigo da Lei; mas em qualquer lugar encontrou e encontrará, coexistindo, os três modos de ser de $ \omega $. A cada novo pensamento revelado, a ciência realizará uma nova aproximação de vossa mente humana em direção à ideia da Divindade. Também a ciência pode ser sagrada como uma oração, como uma religião, se for conduzida e compreendida com pureza de espírito.



os três modos de ser de ômega


Tudo o que vos disse é a máxima aproximação da Divindade que vossa mente pode suportar hoje. É muito maior que as precedentes, mas não é a última no tempo. Contentai-vos por enquanto. Ela vos diz que sois consciências que despertam, almas que regressam a Deus. 

É a concepção bíblica do Anjo decaído que reaparece; é a concepção evangélica do Pai, do Filho e do Espírito; é a concepção que coincide com todas as revelações do passado, também com vossa ciência e com vossa lógica; é a concepção de Cristo que, pela dor, vos redimiu. Muitas coisas ainda existem, mas para vós, hoje, por enquanto, permanecem no inconcebível. O universo é um infinito e vossa razão não constitui a medida das coisas.






Não ouseis olhar a Divindade mais de perto, nem definir mais além, considerai-a antes como um resplendor ofuscante que não podeis olhar. Considerai cada coisa que existe e vos cerca como um raio de seu esplendor que vos toca. Não reduzais a Divindade a formas antropomórficas, não a restringeis em conceitos feitos à vossa imagem e semelhança. Não pronuncieis Seu Santo Nome em vão. Seja Deus vossa mais alta aspiração, tal como o é de toda a criação. 

Não vos dividais entre ciência e fé, entre as diversas religiões, com o único intuito de encontrá-Lo. Ele está, acima de tudo, dentro de Vós. No profundo dos caminhos do coração como nos do intelecto, sempre Deus vos espera para retribuir-vos o amplexo que vós, mesmo sendo incrédulos, em vossa agitação confusa e convulsiva, irresistivelmente Lhe lançais, pelo maior instinto da vida.

Comentários de Gilson Freire:

O respiro do Universo
 

Os dois movimentos coexistem em constante equilíbrio de compensações a todo instante no Cosmos. A formação das nebulosas, o nascimento e morte das estrelas e nossa própria vida encontram aí sua base de existência. 

Estes dois movimentos podem ser reunidos em um círculo, onde podemos ter uma visão geral do ciclo (figura 1).
 

A grande equação da substância
 

Representando o Todo, o Universo, por $ \omega $, a Grande Síntese nos apresenta a equação da substância em seus momentos estático, dinâmico e unitário, como se pode verificar nas figuras correspondentes. 

São fórmulas que expressam o monismo da Criação, onde tudo se inter-relaciona e tem uma origem comum. Tudo se irmana, como frutos de uma mesma fonte, Deus. Uma substância, indefinível ainda em sua natureza, mas que se molda em tudo que conhecemos, eis a técnica de Criação adotada pelo Criador.
 

A substância se transmuta, mas é sempre idêntica a si mesma
 

Na fórmula dinâmica podemos notar a primeira fase, de fuga ou queda e a segunda de reconstrução de $ \omega $. Embora $ \omega $ se expresse de muitas formas e assuma padrões incompletos e imperfeitos em seus diversos momentos, segundo a sua trajetória, ela permanece em seu todo, sempre completa e perfeita.
 

A Divina Trindade
 

Aqui nos encontramos com o conceito da Divina Trindade, que nos foi revelado pelas religiões. Eis como Deus pode criar do nada. $ \omega $ é o Relativo e o Absoluto, o abstrato e o concreto, é tudo.
 

Os três elementos nunca existem isoladamente
 

Em qualquer lugar ou em qualquer fenômeno do nosso Universo encontraremos sempre a substância em seus três momentos, com o predomínio de um deles, caracterizando a sua manifestação naquele instante. 

Somos também a união destes três estados da substância e nunca os encontraremos isoladamente. Assim a substância se manifesta em graus diversos, configurando cada estado que a vemos. 

Na matéria bruta, $ \gamma $ é máximo, $ \beta $ médio e $ \alpha $, mínimo. 

Na energia $ \beta $ é máximo e no ser consciente, $ \alpha $ é que se expressa com maior peso. 

A evolução nada mais é do que um processo que visa transformar toda substância em $ \alpha $, espírito puro, feito de pura substância divina.
 

O significado profundo desta revelação
 

Esta revelação nos diz que somos consciências que despertam, que estão em trânsito para a reconstrução de $ \alpha $, a unidade espiritual pura que nos compõe. A evolução é a escalada de retorno ao plano do espírito, ao nosso interior, onde está Deus, onde somos feito de infinito e onde Ele nos aguarda para um amplexo de felicidade, para a qual somos criados.
 

Dizendo-nos que esta é a concepção bíblica do anjo decaído que encontra respaldo em todo o ensinamento do Cristo a Grande Síntese apenas anuncia conceitos que serão desenvolvidos mais tarde e não podem ser inteiramente compreendidos agora. Serão estudados numa abrangência jamais vista, nos livros Deus e Universo e O Sistema. 

Em seu conjunto compõem a mais surpreendente visão da Criação e formam o tema central de todo o desenvolvimento da obra de Ubaldi.
 

Emmanuel e a Unidade
 

Encontramos no livro Emmanuel, da autoria do espírito de mesmo nome, psicografado por Francisco Cândido Xavier e editado pela FEB, no capítulo 32, intitulado Quatro questões de filosofia, no item Espírito e matéria, a seguinte pergunta a ele dirigida:
 

“Será lícito considerar-se espírito e matéria como dois estados alotrópicos de um só elemento primordial, de maneira a obter-se a conciliação das duas escolas perpetuamente em luta, dualista e monista, chegando-se a uma concepção unitária do Universo?”
 

“Resposta – É lícito considerar-se espírito e matéria como estados diversos de uma essência imutável, chegando-se dessa forma a estabelecer a unidade substancial do Universo. Dentro, porém, desse monismo físico-psíquico, perfeitamente conciliável com a doutrina dualista, faz-se preciso considerar a matéria como o estado negativo e o espírito como o estado positivo dessa substância.”
 

“A ciência terrena, no estudo das vibrações, chegará a conceber a unidade de todas as forças físicas e psíquicas do Universo. (...) O princípio soberano da unidade absorve todas as variações possíveis, crendo nós que, sem perdermos a consciência individual no transcurso dos milênios, chegaremos a reunir-nos no grande princípio da unidade, que é a perfeição.”