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25/03/2015


18. 

O ÉTER, A RADIOATIVIDADE E A DESAGREGAÇÃO
DA MATÉRIA

$ \gamma \quad \longrightarrow \quad \beta  $



O espaço não está vazio.




Nas duas extremidades da série, temos H e U. Esses dois elementos individualizam as duas formas extremas da fase $ \gamma  $. Que outras individualizações encontramos além dessas? 

A escala evidentemente “deve” estender-se além das formas que vos mostra a evolução terrestre. Vimos que, antes de H, temos o éter, forma da qual voltaremos a falar, intermediária entre $ \beta $ e $ \gamma  $ . Vejamos agora a que formas tende a progressão evolutiva de U.






Vimos que o hidrogênio é o elemento constitutivo dos corpos jovens: nebulosas, estrelas brancas, quentes, de espectro extenso ao ultravioleta, como Sírio e $ \alpha  $ da Lira. O Urânio, ao invés, é o elemento constitutivo dos corpos velhos, mais adiantados na evolução e que, portanto, puderam produzir elementos mais densos (peso atômico maior) e mais diferenciados. 

O Urânio se nos apresenta com características todas especiais. É o elemento que tem o peso atômico mais alto (238,2) e é o último termo do último grupo da série estequiogenética. Este grupo é, precisamente, o dos corpos radioativos. Entre eles, considerais o Urânio como a substância-mãe do Rádio, tanto que a quantidade de Rádio contida num mineral é dada pela quantidade de Urânio que o compõe. Nos corpos celestes mais velhos que a Terra, agruparam-se, por evolução, formas de peso atômico maior e de radioatividade invulgar. 

De fato, a radioatividade é uma qualidade que só aparece nos elementos do último grupo. Pois bem, sabeis que essa é uma forma de desagregação da matéria, pelo que haveis de comprovar este estranho fenômeno: com o aumento do peso atômico, ou seja, do grau de condensação da matéria, aumenta essa radioatividade, que na matéria, é mais relevante exatamente em sua última forma.

Então, a condensação leva à radioatividade, isto é, à desagregação. Portanto, a matéria ($ \gamma $), derivada de $ \beta $ por condensação, atinge um máximo de condensação em seu processo de descida involutiva, até às formas de peso atômico máximo, retorna sobre seu caminho, invertendo a direção na forma de ascensão evolutiva, e tende a dissolver-se, regressando a $ \beta $.
 
A radioatividade é exatamente a propriedade de emitir radiações especiais, em forma de calor, luz, eletricidade — ou seja, de energia. Esta, ao contrário das leis que conheceis, não é tirada do ambiente, nem de outras formas dinâmicas, mas é produzida constantemente e não podeis estabelecer outra fonte, a não ser a matéria em estado de dissociação. Este fato derruba vosso dogma científico da indestrutibilidade da matéria e revalida o da indestrutibilidade da substância.


A matéria, como matéria, apresenta fenômenos de decomposição espontânea. Essa decomposição é acompanhada de desenvolvimento de energia. Vedes, portanto, que a matéria, como tal é destrutível, mas não como substância, já que essa destruição é acompanhada pelo aparecimento de formas dinâmicas, paralelamente ao processo de desintegração radioativa. Assim fica demonstrado o transformismo físico-dinâmico.
 

Degradação da matéria com o tempo, transformismo do devenir.


O estudo de grupo dos elementos radioativos nos mostra outro fato importante, ou seja, como ocorre a transformação de um elemento em outro. Isto é, como se verificam os casos de evolução química, que podeis considerar como exemplos de verdadeira e própria estequiogênese.
Se tornarmos em consideração a última oitava dos elementos da série estequiogenética (elementos radioativos), podemos estabelecer entre eles uma relação de filiação. Foi precisamente em vista dessa relação genética, que pudemos estabelecer a série S7, a família do Urânio. Sabeis que os corpos radioativos emitem três espécies de raios:

$ \alpha $, $ \beta $, $ \gamma $,                         [7].
 
Blindagem contra radiações.


Quando um corpo radioativo perde em cada átomo uma partícula a, tem-se, em correspondência, a perda de quatro unidades de peso atômico. Esse elemento transforma-se em outro, que ocupa um lugar diferente na série. 

A emissão de raios $ \beta $, ao invés, produz uma transformação no sentido contrário. Uma transformação a pode ser compensada por duas transformações $ \beta $ em sentido contrário.Conheceis a lei específica dessa transformação, que é expressa pela fórmula:

(constante de transformação) = $ 2,085.{ 10 }^{ -6 } $ por segundo.

Por meio dessa transformação realiza-se a passagem do Urânio a Protractínio, Rádio, Radônio (emanação), Polônio (Rádio F), Chumbo (Rádio G). Neste último elemento, a emanação dinâmica não é mais apreciável e parece já esgotada. Cada elemento é o produto da desintegração do elemento precedente. 

Estudando o andamento desse processo de desintegração sucessiva dos termos da série, descobris que cada elemento tem um característico tempo médio de transformação que oscila, nos vários corpos, de frações de segundo a milhares e milhares de milhões de anos. Esse tempo médio de transformação é sua “vida média” e cada elemento radioativo tem um período próprio de vida média.
 
Vossa ciência já fala de vida de elementos químicos e define a duração desses períodos de vida. A radioatividade, fenômeno perceptível para vós materialmente apenas nos corpos que a apresentam destacadamente, é, não obstante, propriedade universal da matéria. Isto significa que a matéria, toda e sempre, é susceptível de decomposição, em maior ou menor grau, transformável em formas dinâmicas e que a pulsação de sua evolução, a estequiogênese, jamais para.



Decaimento radioativo do Urânio.

 

Resumo, ainda, e fecho este capítulo. Partindo do Hidrogênio — forma primitiva da matéria, derivada por condensação (concentração) das formas dinâmicas, através da forma de transição, o éter — estabelecemos uma escala, em que os elementos químicos encontraram, até o U, seu lugar, de acordo com a própria fase de evolução.

A repetição periódica das insovalências mostrou-nos que essa evolução — ao mesmo tempo condensação progressiva e estequiogênese — constitui um ritmo que é também expresso pelo progredir constante dos pesos atômicos. Essas grandes pulsações rítmicas da matéria são sete, as quais apresentei em sete séries, de acordo com as letras S1, S2, S3, S4, S5, S6 e S7.
 
Partindo da série S1 até S7, aparece uma mudança alternada de fases periódicas que se sucedem à maneira de notas musicais, a distâncias de oitavas. O conjunto da série é apenas uma oitava maior, o que prenuncia outras oitavas que invadem as fases $ \beta $ e $ \alpha $. 

Vimos a tendência que assume a matéria ao chegar a U — seu limite de máxima descida, condensação, involução — e, ao mesmo tempo, retomada da ascensão evolutiva, o regresso à fase $ \beta $. Chegando ao U, a matéria se desagrega. Em vosso sistema planetário a matéria é velha, ou melhor, está envelhecendo e vos mostra todas as formas em que sua vida se fixou e criou. A fase vivida por vosso recanto de universo é a fase 

$ \beta \quad \longrightarrow \quad \alpha  $, isto é, os fenômenos da vida e do espírito.
 
Mas se quiserdes continuar a série evolutiva de suas formas conhecidas, recorrei ao citado princípio de analogia e continuai a série nas direções já iniciadas, ou seja, antes de H, com corpos de peso atômico decrescente, e depois de U, com peso atômico e radioatividade cada vez mais acentuadas. 

Conservai a relação de progressão já anotada e  encontrareis, para os elementos químicos aquém de H e além de U, um salto no peso atômico de 2 ou 4 unidades, e o mesmo retorno periódico de isovalências. Assim, o elemento que vier depois de U terá um peso atômico 240-242, com qualidades radioativas ainda mais fortes. Sabei que os produtos mais densos e radioativos do que U vos escapam, porque ainda não “nasceram” em vosso planeta e que os corpos que precederam o H já desapareceram, portanto, escapam de vossa observação. 

Esse aumento de qualidades radioativas nos corpos que devem nascer depois do U, significa para eles uma tendência cada vez mais acentuada à desagregação espontânea, ao regresso às formas dinâmicas. Esses corpos nascem para morrer logo e sua vida tem a função de transformar $ \gamma $ em $ \beta $. A matéria de vosso sistema solar, com sua tendência a evoluir para formas de peso atômico cada vez maior e mais radioatividade, produzirá uma série de elementos químicos sempre mais complexos, densos e instáveis. 

Esta matéria, cada vez mais velha e diferenciada, tende à desagregação, prepara-se para atravessar verdadeiro período de dissolução que, aumentando progressivamente, terminará em verdadeira explosão atômica, como observais nas dissoluções dos universos estelares. 

Vosso recanto de universo se dissolverá por explosão atômica, verdadeira morte da matéria. Isto acontecerá quando a matéria tiver esgotado sua função de apoio àquelas formas orgânicas que sustentam vossa vida, e opera aquela fase de evolução, vossa grande criação, ou seja, a construção, por meio de infinitas experiências, de uma consciência, a, a substância que regressa à sua fase de espírito. Esse o grande e verdadeiro problema de que tratarei e do qual esta é apenas singela preparação.
 

Vosso recanto de universo se dissolverá por explosão atômica ...

À outra extremidade da escala, aquém de H, sempre pelo mesmo princípio de analogia, encontrareis corpos de peso atômico menor que H, de -2 e assim por diante, do grupo e valência do Oxigênio. 

Prosseguindo nessa direção, encontrareis o éter, elemento imponderável para vós, de densidade mínima, tanto que escapa, praticamente, às leis da gravitação e não podereis aplicar-lhe conceitos de gravitação e de compressibilidade, como não podeis fazê-lo à luz e à eletricidade. Ele escapa às vossas leis físicas e vos desorienta com sua rigidez, tão grande que lhe permite transmitir a luz à velocidade de 300.000 km/s. 

No entanto, é de tão fraca resistência, que nada opõe ao curso dos corpos celestes. O erro
consiste em querer considerá-lo com os critérios específicos da matéria, enquanto ele é uma forma de transição, como vos disse, entre matéria e energia.







[7] - Não confudir com os símbolos adotados neste tratado a = espírito; b = energia; g = matéria (18.4) 




17. 

A ESTEQUIOGÊNESE E AS ESPÉCIES QUÍMICAS DESCONHECIDAS





Proposta de nova tabela química.

 
Este estudo que vou desenvolvendo para atingir conclusões de ordem filosófica e moral, de significado muito mais alto, pode também ter importância prática para vossa ciência, pois vos oferece a possibilidade de definir, a priori,
elementos que ainda desconheceis; e isso não empiricamente, por tentativas, mas sistematicamente, prevendo, com exatidão, a direção a dar a vossas pesquisas. O esquema vos revela que, em certos pontos, há corpos que descobrireis, com as características indicadas pelo gráfico. Não importam os nomes. 


Os corpos estão lá, já definidos e descritos. Procurai-os e os achareis. Dir-vos-ei mais: pelo que já conheceis experimentalmente, sabendo-se que o universo é Lei e organismo, podereis delinear o andamento de um fenômeno, pela simples aplicação analógica do conceito fundamental que o governa, isto é, da linha de seu desenvolvimento, mesmo em seus períodos desconhecidos.
 
Utilizai este conceito monístico que vos trago — da unidade de princípio de todo o universo — não apenas no campo moral, mas também no científico; encontrai este princípio de analogia que existe em todas as coisas e ele infalivelmente vos guiará, permitindo-vos determinar a priori, antes da observação e da experiência, o desconhecido e defini-lo, descobri-lo e conhecê-lo. Não foi assim que descobristes o Escândio, o Gálio, o Germânio? 

O Escândio está no Grupo III, à distância exata de duas oitavas do Boro, o Gálio está no mesmo Grupo, um pouco mais distante na escala, e na mesma distância de duas oitavas do Alumínio; o Germânio está no Grupo IV, na mesma distância de duas oitavas do Silício, que se encontra no mesmo Grupo. Este mesmo sistema vos guiou à descoberta dos gases nobres, quimicamente inertes, contidos no ar, isto é, o Neônio, o Criptônio, o Xenônio. 

Estes pertencem ao Grupo 0, ou seja, ao Grupo do Argônio. Conseguistes preparar o Radônio (emanação do Rádio), da mesma família 0. De fato, esses elementos estão no esquema, incluídos no grupo do Argônio, 0, (com valência zero) como todos os outros. 

Assim por diante, também no campo astronômico, onde o cálculo de uma lei exata vos permitiu individualizar, em determinado ponto e instante, um corpo com características determinadas, até ser encontrado, de fato. Já vedes como o edifício, que a razão é capaz de construir, pode antecipar a observação direta; essa é apenas a caminhada vulgar de um pensamento que sempre se apoia nos fatos. Imaginai a que descobertas podereis rapidamente chegar, quando os problemas científicos forem enfrentados por intuição, como vos disse. 

Aliás as verdadeiras e grandes descobertas foram todas lampejos de intuição de gênio, o super-homem do futuro que, saltando além das formas racionais de pesquisa, antecipa as formas intuitivas da humanidade futura. Os grandes saltos para frente foram dados pelo homem, nunca experimentalmente, nunca racionalmente, mas por intuição, verdadeiro e grande sistema de pesquisa do futuro. 



Enquanto a evolução não trouxer à luz essa nova maturação biológica, seja a vossa razão na pesquisa científica dirigida pela minha afirmativa de que o universo é todo regido por conceitos harmônicos, analógicos, reduzíveis a princípios cada vez mais simples e sintéticos.
 
Uma vez compreendido o conceito gerador de um processo fenomênico e seu ritmo, qualquer que seja sua altura na escala das formas do ser, ampliai com segurança esse conceito e esse ritmo, mesmo onde ainda falta o conhecimento objetivo. De $ \gamma  $ a $ \alpha  $ é idêntica a lei de evolução, é contínua a linha de desenvolvimento, o princípio é único. Este conceito vos permitirá sempre individuar, a priori, as formas intermediárias que $ \omega  $, a substância, atravessa em seu contínuo transformar-se.
 
Resumindo, podemos, pois, dizer que observamos as formas do estágio físico da substância ($ \alpha  $ = matéria), que vão do H ao U, segundo pesos atômicos crescentes, formas que reagrupamos em VII grandes séries sucessivas de condensação e VII grandes famílias naturais de isovalências. 

Somente aparece pequena anomalia, essa também periódica, de três corpos que interrompem a progressão das isovalências. Essa interrupção é como uma breve estase e de modo algum perturba o andamento do fenômeno, pois, a estase é rítmica e reaparece em períodos regulares. 

No esquema gráfico, as estases, nos fundos das conchas, são obtidas pelos volumes atômicos mais baixos.


24/03/2015



16. 

A SÉRIE DAS INDIVIDUAÇÕES QUÍMICAS DO H AO U, POR PESO ATÔMICO E ISOVALÊNCIAS PERIÓDICAS








Dessa forma, baseando-vos sobre essa individuação, podeis estabelecer uma gradação de complexidade que, partindo do H, chegue até às fórmulas complexas dos produtos orgânicos. 







 
Podeis estabelecer uma série química, semelhante à escala zoológica, em que aos protozoários corresponderiam os corpos químicos simples, indecompostos; é uma série evolutiva que progride de forma em forma, de tipo em tipo, verdadeira árvore genealógica das espécies químicas, a cujo desenvolvimento podeis aplicar os conceitos darwiniano de evolução, variabilidade e até mesmo de hereditariedade e de adaptação. 

Gradações de formas aparentadas entre si, derivadas uma das outras, sujeitas à lei comum, que provêm da origem comum, da afinidade intrínseca, do mesmo caminho, da mesma meta, da mesma lei de transformismo e de evolução. Cada corpo simples que faz parte da série química não constitui um indivíduo isolado; são tipos em redor dos quais oscilam diferentes variedades, que poderão reunir-se em grupos, por afinidade, tal como no mundo zoológico. 

Quando vossa consciência tiver encontrado meios para agir, mais profundamente, na estrutura íntima da matéria, vereis multiplicar-se o número das espécies químicas compreendidas na mesma classe e o número das variedades da mesma espécie. Podereis, então, influir na formação das espécies químicas, como agora influís na formação de variedades biológicas vegetais e animais. Isto porque toda a matéria, mesmo aquela considerada bruta e inerte, é viva e sente, pode plasmar-se e obedece, quando atingida por um comando forte.
 
Estabeleçamos, pois, a Série Estequiogenética. No esquema que se segue estão resumidos os conceitos que passarei a analisar.





 

Tomando o peso atômico como índice do grau de condensação, podereis organizar um elenco dos corpos ainda indecompostos, denominados simples e obtereis uma escala que oferece características especialíssimas. 

Se observarmos as propriedades químicas e físicas de cada corpo, veremos que elas estão em estreita relação com pesos atômicos.

Verificaremos que, à série dos pesos atômicos, não corresponde apenas uma série de individualidades químicas bem definidas, mas que isso ocorre de acordo com o ritmo de retornos regulares ao mesmo ponto de partida. Esse fato vos fará pensar de imediato como, por trás da série dos pesos atômicos, oculta-se um conceito mais substancial e profundo.
 
Se observarmos em cada corpo a característica da valência, isto é, a capacidade especial de cada átomo para unir-se a um ou mais átomos de Hidrogênio, veremos que essa valência se alinha com surpreendente regularidade segundo ordens de sete graus, que se repetem ininterruptamente do primeiro ao último elemento. A coluna das isovalências do quadro anexo vos mostra a repetição das mesmas valências à distância de sete períodos. Assim, têm as mesmas valências Lítio e Sódio, Berílio e Magnésio, Boro e Alumínio, Carbono e Silício, Nitrogênio e Fósforo, Oxigênio e Enxofre, Flúor e Cloro, corpos que são marcados com os mesmos números de valências. 

Distribuição de elétrons nas camadas de valência. São 7 camadas.

Mais exatamente, a graduação dessas valências sobe de um a quatro pela valência com o Hidrogênio, depois diminui para um, no número VII, e sobe progressivamente de um para sete para a valência relativa ao Oxigênio. Deste modo, temos, respectivamente, setenários compostos de monovalências, bivalências, trivalências, tetravalências e depois em sentido inverso: trivalências, bivalências e monovalências; e setenários compostos de monovalências, bivalências, trivalências, tetravalências, pentavalências, hexavalências, heptavalências. Temos, pois, períodos I-IV-I, que se sobrepõem exatamente nos períodos I-VII. O ritmo é evidente, expresso pela coluna das isovalências periódicas. 



Assim como o ritmo se repete, por exemplo, nos dias e nas estações, mas sempre num ponto diferente do espaço ocupado pelo planeta, também à distância de sete elementos, volta o ritmo da valência num ponto diferente. A cada sete elementos, temos uma repentina mudança de propriedades, depois um retorno regular ao ponto-de-partida. O que disse para a série, que começamos com o Lítio e com o Sódio, repete-se nas outras séries que começam com o Potássio, o Cobre, a Prata e assim por diante.
 
Esta conexão, entre as características de um corpo e sua localização na escala, permitiu que fosse dado a cada elemento um número próprio, para distingui-lo. Essa determinação, mesmo de acordo com vossa ciência, não é empírica, já que o número atômico pode ser sempre experimentalmente determinado, examinando-se os espectros dos raios X emitidos pelos diversos corpos, quando em presença dos raios catódicos. A frequência vibratória das linhas desses espectros é proporcional ao quadrado do número atômico.
 

Z representa o número eletrônico. A frequência, letra grega ni aparece multiplicada pela Constante de Planck h.

Baseado nesta exata determinação de lugar na escala, é possível estabelecer outras relações entre corpos, relações expressas pelas seguintes proporções: o Boro está para o Berílio, assim como o Berílio está para o Lítio; o Lítio está para o Sódio, assim como o Berílio está para o Magnésio e como o Boro está para o Alumínio; O Lítio está para o Magnésio, como o Berílio está para o Alumínio e como o Boro está para o Silício. São respectivamente proporcionais as passagens das propriedades de um corpo para as do outro.
 
Dessa maneira, temos o retorno periódico das mesmas características, embora repetidas em nível atômico diferente. Os volumes atômicos aumentam e diminuem, correspondendo às séries assinaladas na escala. As séries duplas são causadas justamente pelo aumento e pela diminuição dos volumes atômicos, fato regularmente verificado.
 
A representação gráfica vos demonstrará melhor esses conceitos. Tomando os pesos atômicos por base e por altura os volumes atômicos, podeis traçar uma linha que representa sete conchas, com seus máximos ou vértices relativos, que, por analogia com todo o seu traçado, indica a localização dos elementos, cujo volume atômico ignorais.





 
Portanto, o volume atômico acompanha o andamento da escala dos pesos atômicos. Ele cresce e decresce, correspondendo aos vários setenários dos elementos, isto é, a cada oitava. Aliás compreende duas oitavas: uma ascendente e outra descendente. A oitava descendente inclui os corpos dúteis; a ascendente os corpos frágeis. 

Nos vértices, estão os corpos de fácil fusão ou gases, ao contrário, nos mínimos. As oitavas descendentes são eletro-positivas; as oitavas ascendentes são eletro-negativas. O mesmo podereis dizer de várias outras qualidades, como condutibilidade, compressibilidade, dureza. A classificação em série é resultado do comportamento dessas oitavas.

Eis, portanto, traçado um sistema estequiogenético, ou árvore genealógica das espécies químicas. Divisíveis em VII séries, a partir de S1 até S7, são os sete períodos de formação ou sucessiva condensação da matéria, também divisíveis em VII grupos, verdadeiras famílias naturais de corpos semelhantes, segundo as respectivas isovalências.


15. 

A EVOLUÇÃO DA MATÉRIA POR INDIVIDUALIDADES QUÍMICAS —

 O HIDROGÊNIO E AS NEBULOSAS










Agora, que observamos o fenômeno do nascimento, vida e morte da matéria, vejamos gama ainda mais de perto, na série das individuações que ela assume em vosso planeta, a fim de definir a gênese sucessiva de suas formas, de algumas até desconhecidas de vós, e que vos indicarei, individuando-as em suas principais características, de modo que possais encontrá-las.
 





Estabelecemos que a fase gama engloba as individuações que vão do Hidrogênio ao Urânio. Vimos que conheceis 92: elas representam o ciclo que parte de beta por condensação e volta a beta por desagregação. 

Como ponto de partida, tomemos o Hidrogênio, que representaremos, para abreviar, por H. Como vimos, é o corpo cujo átomo possui o sistema mais simples, com um só elétron. 

A isso corresponde um peso atômico 1,008. O peso atômico vai crescendo progressivamente, com o aumento proporcional do número dos elétrons nos sistemas atômicos dos corpos, até o Urânio, que representaremos por U, com peso atômico máximo de 238,2, correspondente a um sistema atômico de 92 elétrons.
H é o tipo fundamental, o protozoário mono-molecular da química, assim como o carbono é o protozoário da química orgânica ou da vida.
 
Átomo de Hidrogênio.


H é o corpo simples, quimicamente indecomposto, tem peso atômico unitário; migra para o polo negativo (eletrólise); está na base da teoria das valências. Por valência, a química define a capacidade dos átomos de um corpo em vincular determinado número de átomos de H, ou a capacidade de se substituirem, nos diferentes compostos, ao mesmo número desses átomos. Em química, o peso atômico é dado pela relação entre o peso de um átomo de determinado corpo e o peso do átomo do Hidrogênio que, por ser o menor de todos, foi tomado como unidade de medida: H = 1. O peso molecular dos corpos é também dado, em química, em função do peso do átomo de Hidrogênio.
 
Que significa essa constante referência ao Hidrogênio, como unidade de medida da matéria, esse seu peso atômico mínimo, esse seu inflexível negativismo? 

Todos esses fatos convergem para o mesmo conceito: de que H é a matéria em sua mais simples expressão, é sua forma primitiva e originária da qual todas as outras se derivaram posteriormente, pouco a pouco, por evolução.
 
A esse mesmo conceito podemos chegar pela observação das nebulosas. Os espaços estelares, já o disse, a cada momento vos oferecem toda a série dos estados sucessivos que a matéria atravessa, desde suas formas mais simples até às mais complexas. A composição química dos corpos celestes podeis conhecê-la com exatidão, por meio da análise espectral. 
 
Moderno espectroscópio automatizado.


O espectroscópio vos diz que as nebulosas e as estrelas que emanam luz branca, isto é, os corpos celestes mais luminosos, mais quentes e mais jovens são compostos de poucos e simples elementos químicos. Seu espectro, mais extenso no ultravioleta, ou seja, mais quente, muitas vezes indica exclusivamente o Hidrogênio, sempre elementos de peso atômico baixo. Esses corpos são muito luminosos, de luz branca, incandescentes, desprovidos de condensações sólidas. 


Diagrama de Hertzprung - Russel da evolução estelar.



Aí a matéria se apresenta em suas formas primordiais dinâmicas, ainda próximas de beta, e se encaminha para as formas propriamente físicas, que a caracterizam em sua fase de gama . Ao contrário, as estrelas mais avançadas em idade apresentam emanações dinâmicas mais fracas, são vermelhas ou amarelas, como o vosso sol, menos quentes, menos luminosas, menos jovens, compostas de elementos químicos mais complexos, de maior peso atômico.
 
Então, se a análise espectral dos corpos celestes vos indica que luz e calor (dado pelo comprimento do ultravioleta) estão em razão inversa dos pesos atômicos e da complexidade dos elementos químicos componentes, em outras palavras, se os estados dinâmicos estão em razão inversa do peso atômico, medida do estado físico, isto significa
inversão de estados dinâmicos em estados físicos, ou seja, a matéria é inversão da energia e vice-versa. 

Essa inversão é passagem do indistinto ao distinto, do simples ao complexo; em outras palavras, estais diante de uma verdadeira e própria evolução. Esse aumentar progressivo do peso atômico, paralelamente ao desaparecimento das fórmulas dinâmicas e à formação das espécies químicas e à sua diferenciação, corresponde ao conceito de condensação, de substância movimento, de massa-velocidade, que já expusemos. 

É fácil compreender como, desde as formas primordiais, prevalentemente dinâmicas, até às mais densas concentrações de matéria — tal como as observais estabilizadas em vosso sistema solar, já velho como a matéria, em que a fase g viveu e w existe agora em estado de b que vai para a — só se pode passar por evolução.
 
O movimento dessa evolução vos aparece fixado em formas bem definidas. Se a continuidade é novo aspecto da Lei (não me cansarei de fazer que todos o observem a todo momento), essa continuidade tem paredes e vértices, nos quais o transformismo criou individuações nitidamente delineadas. A tendência do transformismo fenomênico de caminhar por individuações, é outra característica fundamental da Lei. Por isso, os corpos químicos têm, cada um deles, sua própria individualidade, rigorosamente definida. Um artigo da Lei diz: 

Na constituição de um corpo químico bem definido, os componentes entram sempre em relação bem determinada e constante”. 

Átomos de Hidrogênio, Carbono e Oxigênio.


Diz-nos esse artigo que os corpos químicos possuem uma constituição individual, perfeitamente determinada, proveniente dos elementos componentes que estão entre si em relação constante. A isto se poderia denominar a lei das espécies químicas. Sem essa individualidade que nos permite isolar, classificar e reconhecer os corpos, não seria possível a química moderna. 

Pode falar-se, no mundo da matéria, de indivíduos químicos, tal como na Zoologia e na Botânica, de indivíduos orgânicos, no mundo humano, de “Eu” e de consciência. 

Em seus vastos aspectos de gama, beta,alfa, a substância ômega segue sempre a mesma lei. Assim também no mundo químico temos algo com uma personalidade, que é incoercível vontade de existir em sua própria forma, e reage a todos os agentes externos que pretendam alterá-la. A química delineia exatamente o modo de comportar-se desses indivíduos químicos.
 


Outro artigo da Lei diz: “Quando dois corpos, ao combinar-se entre si, podem dar origem a mais de um composto, as diferentes combinações são tais que, permanecendo constante a quantidade de um dos componentes, as quantidades do outro variam segundo relações bem definidas, ou seja, essas quantidades são todas múltiplos exatos do mesmo número”.
 
Ainda um outro diz: “Todos os corpos simples, em suas reações, combinações, substituições recíprocas, agem segundo relações de peso representadas por números bem determinados e constantes para cada corpo, ou por múltiplos exatos desses números”.

Assim a química pode individualizar, com exatidão, os corpos, fixando seu peso atômico, a fórmula de sua valência, definindo as reações próprias de cada corpo, estabelecendo o equivalente elétrico (+ ou -) e, com análise espectral, a luz equivalente. Em outras palavras, o equivalente dinâmico dos corpos.

Logo, a química, com a chamada teoria atômica e com a teoria das valências, pode definir, com exatidão matemática, as relações entre um indivíduo e outro.










23/03/2015


14. 
DO ÉTER AOS CORPOS RADIOATIVOS

 




Assim, muitas nebulosas que vedes aparecer nos espaços sem um precedente visível, nascem por condensação de energia, a qual, após a imensa dispersão e difusão devida à contínua irradiação de seus centros, concentra-se, seguindo correntes, que guiam sua eterna circulação, em determinados pontos do universo. 






Aí, obedecendo ao impulso que lhe é imposto pela grande lei do equilíbrio, instala-se, acumula-se, retorna e se dobra sobre si mesma, compensando e equilibrando o ciclo inverso, já esgotado, da difusão que a guiara de uma coisa à outra, para animar e mover tudo no universo. De todas as partes deste, as correntes trazem sempre nova energia, o movimento torna-se cada vez mais intenso, o vórtice fecha-se em si mesmo, o turbilhão transforma-se em um verdadeiro núcleo de atração dinâmica. 

Quando ele não pode suportar mais em seu âmbito todo o ímpeto da energia acumulada, chega a um momento de máxima saturação dinâmica, a um momento crítico em que a velocidade torna-se massa, estabiliza-se nos infinitos sistemas planetários íntimos, do qual nascerá o núcleo, depois o átomo, a molécula, o cristal, o mineral, os amontoados solares, planetários, siderais. Da imensa tempestade nasceu a matéria. 

Deus criou.



Vedes que, em realidade, nenhuma das três formas,
$ \alpha $, $ \beta $, $ \gamma $ , conseguem isolar-se completamente; trazem em si sempre traços de suas fases precedentes. Assim, vedes que o pensamento apoia-se num suporte nervoso-cerebral, e que a matéria em si nos exprime sempre a ideia que a anima. 

A energia na fase de ida ou na de retorno, é sempre o traço de união entre $ \alpha $ e $ \gamma $ ; reveste todas as formas, tanto que em vosso baixo mundo, o pensamento só sabe existir com o apoio da energia e a energia permeia toda a matéria, agitando-a em formas infinitas; sobretudo, naquela fundamental, mãe de todas as outras, de energia gravífica ou gravitação universal.



O éter, que para vós é mais uma hipótese do que um corpo bem estudado, escapa às vossas classificações, porque quereis reconduzi-lo às formas de matéria que conheceis, enquanto é uma forma de transição entre matéria e energia. O éter, forma de transição entre
$ \beta $ e $ \gamma $, é, por sua vez, pai do Hidrogênio. 

É o filho das formas dinâmicas puras:  

calor, luz, eletricidade, gravitação, para a qual regressará a matéria por desagregação e radioatividade. 

As nebulosas condensam-se da fase éter, através das fases gás, líquido, sólido. Entre os sólidos, existem os corpos de peso atômico máximo, os mais radioativos, os mais velhos, como disse, aqueles que, por desagregação atômica, regressam à fase $ \beta $.


19/03/2015


13. 

NASCIMENTO E MORTE DA MATÉRIA
CONCENTRAÇÃO DINÂMICA E DESAGREGAÇÃO
ATÔMICA





Aprofundemos, pois, o problema do nascimento e da morte da matéria, depois (entre esses dois extremos) o da evolução de suas individuações, isto é, o de sua vida.

 








Pode definir-se a matéria como uma forma de energia, isto é, um modo de ser da substância, que nasce da energia por condensação ou por concentração e regressa à energia por desagregação, após haver percorrido uma série evolutiva de formas cada vez mais complexas e diferenciadas, que reencontram a unidade em reagrupamentos coletivos.

A matéria nasce, vive e morre, para renascer, reviver e tornar a morrer, tal como o homem, eternamente, descendo de beta a gama e voltando a beta, quando o vórtice interior, por ter atingido o máximo de condensação dinâmica, não mais pode suportá-la e se quebra. 


Assistamos, então ao fenômeno da desagregação da matéria, a que chamais radioatividade, própria dos corpos velhos, com peso atômico maior, seu máximo de condensação. Assim, o átomo representa uma quantidade enorme, uma mina de energia condensada, que podereis libertar, perturbando o equilíbrio interno do sistema núcleo-eletrônico do átomo.

Exemplo de decaimento radioativo com emissões de "partículas" alfa e beta. 


O significado da palavra condensação só pode ser compreendido se reduzirmos a energia à sua expressão mais simples (isto também vale para a substância): 

o movimento. 

Condensação de energia é expressão demasiadamente sensória. É melhor dizer concentração de energia, pois isso significa aceleração de movimento, de velocidade. Veremos melhor essa essência do fenômeno no estudo do íntimo mecanismo do transformismo fenomênico.


Condensado de Bose-Einstein


Vemos, todavia, que toda a estrutura planetária do átomo nos fala de energia e de velocidade. Logo que observamos, em profundidade, o fenômeno matéria, esta se dissolve em sua aparência exterior e se revela em sua substância, a energia. O conceito sensório de solidez e de concreto desaparece diante do conceito de elétrons que giram, velocíssimos, em espaços ilimitados, proporcionalmente a seu volume, em redor de um núcleo incomensuravelmente menor. 

Assim a matéria, tal como a concebeis habitualmente, desvanece em vossas mãos, deixando-vos apenas sensações produzidas por algo que é apenas energia e determina um movimento que se estabiliza por sua altíssima velocidade. 

Eis a matéria reduzida à sua última expressão. Da mesma forma que o movimento é a essência da substância ômega, assim também é o de cada um de seus aspectos:  

$ \alpha $, $ \beta $, $ \gamma $

Velocidade é energia , velocidade é matéria, velocidade é idêntica em sua substância, é o denominador comum que vos permite a passagem de uma à outra forma.


Pares de partículas-antipartículas do vácuo quântico.



Coloquemos lado a lado estas duas formas da substância, matéria e energia. Aquecendo um corpo, transmitimos energia à matéria, isto é outra modalidade de energia. Somamos energia. O calor significa aumento de velocidade nos sistemas atômicos-moleculares. 

Quando dizemos que um corpo está mais quente, isto significa que seu movimento íntimo sofre um rápido aumento de velocidade. Então o calor infunde na matéria, como em todas as demais formas de vida, um ritmo mais intenso; é verdadeiro aumento de potência, um acréscimo de individualidade que, no mundo da matéria, expressa-se com a dilatação do volume. 

De imensa distância, o sol acende essa dança dos átomos e toda a matéria do planeta responde. A dança propaga-se de corpo em corpo, tudo o que lhe está perto o sente, participa, exulta. Os corpos condutores de energia são aqueles cujas moléculas são mais ágeis a realizar a corrida. 

O movimento, essência do universo, vai de uma coisa à outra, ávido de comunicar-se, como as ondas do mar, ávido de expandir-se. Dá-se sempre, pelo universal princípio do amor; fecunda e se dispersa depois de haver dado a vida, para reencontrar-se, recondensar-se ao longe, em todos os novos vórtices de criação. Os homens e as coisas, na Terra, arrebatam o mais que podem, tudo que chega do sol e o dividem entre si. 

O homem transforma esse movimento em outras formas de energia (já que nada se cria e nada se destrói, tudo se transforma, sempre): 

luz, som, eletricidade, para suas necessidades.  

Mas o fenômeno é irresistível e a cada transformação há uma perda, um consumo, um desgaste, um atrito e um esforço para suprir isso (porque estais em fase de evolução = descentralização cinética).




O fornecimento do sol renova-se continuamente; ele dá o que tem e em formas sempre novas, reconquistará tudo o que dá. Isso porque o movimento, substância do universo, é um ciclo que sempre volta e está fechado e completo em si mesmo.


18/03/2015



12. 

CONSTITUIÇÃO DA MATÉRIA —  UNIDADES MÚLTIPLAS     

 


Comecemos, pois, por analisar o fenômeno matéria, gama, que tomaremos como ponto de partida, relativo a vós.

 








Observá-lo-emos de um ponto de vista estático, em suas características típicas de determinada individuação da Substância e, também, de um ponto de vista dinâmico, como o devenir da corrente do transformismo da Substância, que vindo da fase gama, regresse à fase beta. Na realidade, os dois aspectos fundem-se. O contínuo frêmito de movimento com o qual a Substância vibra, leva-a a individuar-se diversamente. 

Este estudo vos mostrará sempre aspectos novos do Princípio Único, novos artigos da mesma Lei.

Sob o ponto de vista estático, apresenta-se-nos a matéria diversamente individuada, de acordo com a sua construção atômica. O estudo dessa construção vos revelou, na Terra, a presença de 92 elementos ou corpos simples, que vão do Hidrogênio (H) ao Urânio (U). 

São indivíduos químicos indecompostos em simples unidade atômica, que formam toda a vossa matéria, reagrupando-se nas unidades moleculares, organismos ainda mais complexos, produzidos pela fusão de vários sistemas atômicos (por exemplo, o sistema atômico H, na unidade molecular H2O), organizando-se afinal naquelas coletividades moleculares, verdadeiras sociedades de moléculas, que são os cristais.

verdadeiras sociedades de moléculas


Estes, embora reduzidos a massas de indivíduos cristalinos informes, como vos aparece nas estratificações geológicas, ou nas rochas clásticas ou fragmentárias, conservam sempre a íntima orientação molecular e constituem a estrutura de vosso planeta e dos planetas do sistema solar. É um crescendo, no organizar-se em unidades coletivas cada vez mais vastas, semelhante ao de vossa consciência individual, que se coordena na mais vasta consciência coletiva nacional e, depois, na mundial.

Procedendo no sentido inverso, o átomo é uma coletividade decomponível em unidades menores. O átomo é composto de um ou mais elétrons, que giram em redor de um núcleo central; o que individualiza o átomo e o distingue é justamente o número desses elétrons que giram em torno do núcleo. Tendes, assim, 92 espécies de átomos, desde o hidrogênio, que é o mais simples, composto de um núcleo e de um só elétron que gira em torno dele; o Hélio (He), que o um núcleo e de dois elétrons; o Lítio (Li) com três, e assim por diante até o Urânio (U), com 92 elétrons. Sobre essa base, construiremos uma série estequiogenética.
 

Tabela Periódica dos Elementos Químicos de Mendeleiev


Tocamos, desde logo, em novo aspecto ou artigo da Lei, o das unidades múltiplas ou coletivas. 

Então, não há apenas ordem, não somente unidade de princípio na Lei, mas há também, individuação constante, segundo tipos bem definidos, em cada uma de suas manifestações. É tendência constante, à proporção que a diferenciação multiplica tipos (a
pulverização do absoluto no relativo), o seu reagrupamento em unidades mais vastas, que reconstroem a unidade fragmentada no particular.


O impulso centrífugo equilibra-se, pois, invertendo-se em tendência centrípeta; na dispersão e concentração, no multiplicar-se dividindo-se, no reagrupar-se reunindo-se, a substância se reencontra sempre, completa em si mesma. A imensa respiração de ômega é, também, completa em si mesma, voltando sobre si. Assim, o universo contempla seu próprio processo de auto-criação.

Disse que os elétrons giram em redor do núcleo. Ora, nem mesmo o núcleo é o último termo; em breve, aprendereis a decompô-lo. Porém, por mais que procureis o último termo, jamais o encontrareis, porque ele não existe.

Nesta pesquisa, dirigida para o âmago da matéria, acompanhais o caminho descendente que ômega percorreu, de

 

e tereis de encontrar beta, isto é, a energia da qual nasceu a matéria e à qual veremos regressar em seu caminho ascensional, que a reconduz a beta.