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22/04/2015


42. 

NOSSA META — A NOVA LEI



Tom Cruise em Minority Report - 20th Century Fox - 2002.





O conceito científico de evolução, base deste Tratado, despertar-nos-á para a visão de uma nova Lei, imensamente mais elevada que a lei que vos dirige e impera no mundo animal, a lei da luta pela vida e da vitória do mais forte. Diante desta lei da força, contraponho a mais alta lei da justiça. 












Presente na estrada da evolução, que ressoa em minhas palavras, em cada fenômeno e em cada criatura do universo, esta nova lei é o degrau sucessivo àquele em que vos encontrais e vos espera como iminente superação daquela animalidade, donde deveis destacar-vos para sempre. A Nova Civilização do Terceiro Milênio está iminente e urge lançar-lhe os fundamentos conceptuais [10].
 
Como vedes, minha meta é bem mais alta que o mero conhecimento ou a solução de problemas com intuito intelectual e, muito menos, utilitário. Esta minha palavra não é mera afirmação cultural, é apenas um meio. Não venho para alardear sabedoria, mas para lançar um movimento mundial de renovação substancial de todos os princípios que hoje regem vossa vida e vossa psicologia.
 
Não mais guerra, mas paz; não mais antagonismos e egoísmos individuais e coletivos, destruidores de trabalho e de energias, mas colaboração; não mais ódios, mas amor. Cumpra cada um o seu dever e a necessidade de luta cairá por si. Só a retidão produz equilíbrio estável nas construções humanas, ao passo que a mentira representa um fundamental desequilíbrio, irremediável vício de origem que destrói tudo. 

A justiça suprimirá o gigantesco esforço da luta, que sobre vós pesa como uma condenação. O amor, que só existe no mundo em oásis fechados, isolado no deserto do egoísmo, precisa sair do âmbito fechado desses círculos e invadir todas as formas de manifestação humana. 

Muitas vezes, exatamente onde o homem trabalha, falta esse cimento que une, essa potência de coesão que amortece os choques e ajuda o esforço, impedindo que tanto trabalho se perca em agressividades demolidoras. Num homem superiormente consciente, os fins da seleção do melhor podem ser conseguidos, de preferência aos caminhos da luta desapiedada, pelos caminhos da compreensão. Existe uma nova virilidade mais poderosa para o homem: a que supera a fraqueza da mentira, a maldade do egoísmo, a baixeza da luta agressiva.
 

A inversão de vossas atuais leis biológicas e sociais é completa. A antítese é fundamental. O pressuposto da má fé e o sistema da desconfiança invadem, hoje, a substância de todos os vossos atos. Esse princípio tem de ser derrubado.
O sistema das leis formais e exteriores já deu todo o seu rendimento. É necessário passar ao sistema das leis substanciais interiores, que não funcionam por coação e repressão a posteriori, mas por convicção e prevenção; que agem, não depois da ação, tarde demais no campo das consequências e dos fatos, mas antes na raiz da ação, no campo das causas e das motivações. 

As leis substanciais interiores vão escritas nas almas, com a educação que plasma o homem. Em vosso século a luta não é mais de corpos, mas de nervos e de inteligência. A luta também evolui e já atingiu formas mais espirituais. Os tempos são maduros, pelo desenvolvimento dos meios científicos e pelo desenvolvimento das inteligências. 

Profetas e pensadores foram obrigados, muitas vezes, a não dizer ou a velar a verdade diante da multidão, sempre pronta para adulterar tudo, para reduzir tudo aos termos da própria psicologia, impondo esta como norma coletiva. Mas, o mundo hoje, em sua racionalidade, impôs-se como dever o aceitar tudo o que se demonstra lógico e racional. 

Colocou-se na posição de quem pode e deve compreender. Por outro lado, os meios ofensivos alcançaram uma potência jamais verificada na história e não se podem guiar mais pela psicologia feroz e pueril do passado. A humanidade está na encruzilhada, e não há mais possibilidade de fugas: ou compreender, ou exterminar-se. 

Este não constitui um problema abstrato e teórico, mas social, individual e concreto; problema de vida ou de morte. Minha meta é a compreensão de uma lei mais alta, lei de amor e de colaboração, que a todos una num grande organismo, animado por nova consciência universal unitária. 

Realmente não se trata de mais uma nova sabedoria, pois repito a Boa Nova, que já foi ditada há milênios aos homens de boa vontade; torno a repeti-la toda, idêntica na substância, todavia mais ampliada, no mais vasto gesto de vossa mente mais amadurecida, para que finalmente vos agite, inflame-vos e vos salve. Eis nossa meta: 

a palavra eterna, o alimento que sacia, a solução de todos os problemas, a síntese máxima.
 
Chegarei ao Evangelho de Cristo pelos caminhos da ciência, ou seja, chegarei ao Evangelho pelos caminhos do materialismo, a fim de fundir os dois pretensos inimigos: a ciência e a fé. Isto para mostrar-vos que não existe caminho que não leve ao Evangelho, para impô-lo a todos os seres racionais, tornando-o obrigatório, como o é qualquer processo lógico. 

Ele é a nova lei super-humana, a superação biológica imposta pela evolução da humanidade neste momento histórico, quando está para surgir a nova civilização do terceiro milênio. Chegou a hora em que estes conceitos, esquecidos e não compreendidos, pregados mas não vividos, tenham que explodir por potência própria, no momento decisivo da vida do mundo, fora do âmbito fechado das religiões, na vida em que o interesse luta, a dor sangra, a paixão transtorna.
 
O evangelho não é um absurdo psicológico, social, científico. Não é negação, mas afirmação de humanidade mais elevada, no nível divino. A coisa simples e tremenda que o homem de hoje tem de fazer, na encruzilhada dos milênios, é colocar a alma nua diante de Deus e examinar a si mesmo com grande sinceridade e coragem. 

Se vós, almas sedentas de ação exterior, de movimento e de sensação, não sabeis ouvir no silêncio a voz das grandes coisas que falam de Deus, e quereis explodir desta íntima vida do espírito para vossa exterior realidade humana, e agir, gritar, conquistar e vencer, ainda que com o braço e a ação, pois bem, eu vos digo:
 
“Levantai-vos e caminhai para vosso inimigo mais acerbo, para aquele que mais vos traiu e maltratou e, em nome de Deus, perdoai-lhe e abraçai-o; ide àquele que mais vos roubou e perdoai-lhe a dívida e, mais ainda, dai-lhe tudo o que possuís; chegai àquele que vos insultou e dizei-lhe, em nome de Deus: eu te amo como a mim mesmo, porque és meu irmão”

Dir-me-eis: 

“Isto é absurdo, é loucura, é ruinoso. É impossível, na Terra, esta deposição de armas!”
 
Eu vos digo: 

“Sereis homens novos somente quando usardes métodos novos. 

De outra forma jamais saireis do ciclo das velhas condenações, que punirão eternamente a sociedade por suas próprias culpas. Pela mesma razão que houve uma vítima na Cruz, hoje a humanidade tem de saber oferecer-se a si mesma, para esta sua nova, profunda e definitiva redenção. Sem holocausto jamais haverá redenção. 

Aí, nesse mundo louco que se arma, com perspectivas cada vez mais desastrosas contra si mesmo, com meios já tão tremendos em vista dos hodiernos progressos científicos, que uma conflagração não deixará homem nem civilização salvos sobre a Terra, aí, onde o homem age assim, só existe uma defesa extrema: o abandono de todas as armas”. Mais tarde veremos como.
Dizeis-me: 

“Temos o dever da vida”.
 
Eu vos digo: Quando, com espírito puro, proferis

Em nome de Deus, a terra estremece porque as forças do universo movimentam-se

Quando sois verdadeiramente justos e quando, inocentes, sois atingidos pela violência, que usurpa a vitória de um momento, o infinito precipita-se a vossos pés para gritar-vos vitória e elevar-vos para o alto como triunfadores, na eternidade, fora do ínfimo átimo do tempo em que o inimigo venceu.
 
Eis o que peço à alma do mundo. Sua alma coletiva, una e livre como uma só alma, pode escolher; de sua escolha dependerá o futuro. Um incêndio tem de alastrar-se, tão forte que derreta todo o gelo de ódio e de egoísmo que vos divide, vos torna famintos, vos atormenta. 

O mundo, de um hemisfério ao outro, escuta-me e minha voz conclama todos os homens de boa vontade. O novo reino é o esperado Reino de Deus, uma construção imensa que deve realizar-se não nas formas humanas, mas no coração dos homens; criação antes de tudo interior, que se opera ao tornar-vos melhores. Se não compreenderdes, a marcha do progresso do mundo demorará milênios.
 
Este repouso que desejei no meio da jornada, esta mudança de argumento e de estilo, depois da fria análise científica, esta explosão de paixão é para que eu seja compreendido e “sentido” por todos. 

Desejei esta pausa para que este Tratado, complexo para os simples, supérfluo para os puros de espírito que já compreenderam, recorde à ciência que ela não nasceu somente para mostrar-se orgulhosamente, mas que tem a responsabilidade moral de guiar as consciências; recorde à ciência que dela falo e a supero com uma finalidade bem mais alta que a do simples conhecimento e utilidade que a impele. Uma finalidade que a ciência ignorou muitas vezes: a ascensão do homem para os mais altos destinos.

[10] - V. o volume: A Nova Civilização do Terceiro Milênio. (42.1)

21/04/2015

41. 

INTERREGNO






Mais uma pausa em nossa longa caminhada; repouso para a áspera tensão de vosso pensamento e orientação no vasto mar do conhecimento que vos exponho, de maneira que vossa meta esteja sempre presente.






Não digais: 

felizes os que podem viver sem saber e sem perguntar

Dizei antes: 

felizes aqueles cujo espírito jamais se sacia de conhecimento e de bem, que lutam e sofrem por uma conquista cada vez mais alta

Lamentai os satisfeitos da vida, os inertes, os apagados; o tempo deles é apenas ritmo de vida física e transcorre sem criações. Eles recusam o esforço destas elevadas compreensões que vos ofereço e não existe luz no amanhã para o espírito que adormece. Meu olhar novamente pousa em vosso mundo, saturado de inconsciência e de dor, de erudição e de agnosticismos, de luta e de loucura: 

turbilhões de paixões, provas tremendas, tormentos cobertos de sorrisos

Grande e trágico é o quadro de vossos destinos, porque ouço aquele grito desesperado que prorrompe da alma e que escondeis, porque, no fundo do riso dos gozadores, ouço o respiro dos agonizantes em desespero.

Alma, alma, centelha divina, que nenhuma de vossas loucuras jamais poderá destruir e está sempre pronta a ressurgir cada vez mais bela de cada dor! Potência que jamais se cansa de ser e de criar, só tu verdadeiramente vives.

Nenhuma conquista de pensamento, nenhuma afirmação humana poderá jamais extinguir tua sede de infinito. Vossa ciência, muitas vezes mera presunção de palavras eruditas, e vossa civilização exterior e mecânica esqueceram que isto é o centro da vida, a causa primária dos fenômenos mais próximos de vós e intrínsecos. 

A alma tem suas necessidades e seus direitos. Não se pode matá-la, não se pode atordoá-la para fazê-la calar. Não ouvis seu grito desesperado, que se ergue entre vossas vicissitudes individuais e sociais? Sua vida, negligenciada, pesa em vosso destino e o arruina. 

Vossa alma sofre, e sequer sabeis encontrá-la novamente; certos abismos vos desanimam e as águas fecham-se tranquilamente num sorriso aparente por cima do báratro tremendo. Que acontecerá lá embaixo, no mistério das causas profundas, que desejaríeis ignorar e afastar da consciência? Alguma coisa palpita e treme nas trevas profundas. 

Cada alma esconde dentro de si uma sombra secreta que não ousa olhar, mas que jamais poderá esconder de si mesma: 

uma sombra sempre pronta a ressurgir, logo que uma hora de paz diminua a tensão da corrida louca com que quereis distrair-vos. 




A alma não se sacia, embalando o corpo em comodidades supérfluas e dispendiosas, acariciando os olhos com um brilho apenas externo. 

Na satisfação dos sentidos, alguma coisa sofre igualmente no íntimo e agoniza numa angústia profunda. Resta um vazio dentro de vós, em que apenas uma voz, perdida e desconsolada, eleva-se inquieta para perguntar:  

e depois?

Então vos falo. Falo num tom de paixão, para as almas prontas e ardentes; em tom de sabedoria para quem é mais apto a responder às vibrações intelectivas. A todos falo, porque quero sacudir e unir todos em uma fé mais alta, numa verdade mais profunda. Aqui, dirigindo-me à mente, convoco todos à colheita:  

químicos e filósofos, teólogos e médicos, astrônomos e matemáticos, juristas e sociólogos, economistas e pensadores, os sábios em todos os campos do cognoscível humano, a cada um falo sua própria linguagem; convoco à colheita as mentes mais elevadas, que dirigem o pensamento humano, para compreenderem esta Síntese e saberem, finalmente alcançar, com ela, um pensamento unitário que resolva tudo e o diga à mente e ao coração, para os supremos fins da vida.

Esta pausa é para dizer-vos que, no fundo deste árido tratado científico, arde uma paixão imensa de bem; esta paixão é a centelha que anima toda essa ciência que vos exponho. Quem não sentir essa centelha, que se comunica diretamente de alma para alma, e lançar a este escrito um olhar simplesmente curioso, ou ávido de aprender somente, não ficará nutrido.

A pena que escreve e segue meu pensamento, gostaria de precipitar-se para as conclusões. Mas o caminho tem de ser percorrido todo; o edifício é vasto e o trabalho tem de ser executado por inteiro, para que a construção seja sólida e possa resistir aos golpes do tempo e dos céticos. Nesta pausa que vos concedo, deixo a alegria das antecipações, o pressentimento das conclusões e o repouso da visão de conjunto. 

O próprio tratado assim se valoriza, ilumina-se com uma luz mais alta que a pura erudição ou os fins utilitários; ilumina-se com um significado que, muitas vezes, a ciência não possui. Só com essa nobreza de objetivos e com essa pureza de intenções, se tem o direito de olhar de frente os maiores mistérios do ser e de enfrentar os problemas que dizem respeito à vida e à morte.




20/04/2015


40. 

ASPECTOS MENORES DA LEI









Por esses princípios de trindade e dualidade, o universo é um trinômio e um binômio ao mesmo tempo. Esses, como vimos, encontram unidade no monismo de suas equivalências. O todo é concomitantemente, unidade, dualidade e trindade.







Ao lado desses aspectos principais da Lei, temos outros menores, em que a unidade ainda se subdivide e se diferencia. As faces do poliedro são infinitas, a Lei é verdadeiramente inexaurível. Pensai que código deve guiar o funcionamento de um universo tão vasto, tão complexo, regulado com tanta perfeição.

Vimos o princípio das unidades coletivas, ao qual corresponde, no aspecto dinâmico, o dos ciclos múltiplos e, no aspecto conceptual, o das leis múltiplas: organismo de formas, organismos de forças, organismo de leis. Também em seu aspecto conceptual, o universo é um organismo. Como vimos que a Lei se decompõe em princípios menores, aqui ela se recompõe em maiores. Princípio de divisibilidade e recomposição, que reencontrais com evidência na possibilidade universal de análise e síntese, desde a química, até a filosofia. Princípio de reunificação, no qual se equilibra o princípio da subdivisão.

Um princípio que guia a forma, na ascensão evolutiva, oposto ao das unidades coletivas e da recomposição, é o da diferenciação, pelo qual a evolução ocorre passando do indistinto ao distinto, do genérico ao específico, ao particular, do homogêneo ao diferenciado. 

Essa tendência à multiplicação dos tipos, à subdivisão da unidade, encontra seu contra-impulso compensador, com o qual se reconstrói o equilíbrio, na tendência à reorganização e reunificação, provocada pelo princípio das unidades coletivas. 

Essa reorganização implica uma progressão constante em complexidade. Essas leis são forças-tendências que constituem como que um instinto, uma necessidade do devenir e de ser, segundo esse mesmo princípio. Muitas vezes elas se acasalam pelos contrários, balanceando-se assim em perfeito equilíbrio.

Outro princípio, que a lei de evolução implica, é o da relatividade. Já que só o relativo pode evoluir, a evolução só é possível num mundo sucessivo finito, progressivamente perfectível, como é o vosso.  

O princípio do mínimo esforço regula a economia da evolução, evitando dispêndio inútil de forças.

Princípio da Mínima Ação.


O princípio de causalidade garante a concatenação no desenvolvimento fenomênico, já que o efeito deriva da causa (antecedente e consequente), ele liga em rígida conexão os momentos sucessivos do devenir. Essa lei assinala o ritmo de vosso destino.

Paralelo ao princípio de causalidade está o da ação e reação. Observai esse dualismo ativo-reativo nos fenômenos sociais, que não progridem em linha reta, mas por caminhos tortuosos de impulsos e contra-impulsos, recordando-vos o percurso dos rios. Não há dúvida de que eles avançam em correnteza que oscila entre as duas margens do bem e do mal. Cada posição, cada conquista, cada afirmação é levada até as últimas consequências, até o abuso; o homem, totalmente inconsciente, não sabe parar senão quando a lei de reação levanta um dique. 

Mas também a reação chega depois até o abuso, até onde a própria lei constrói novo contra-dique e repele o impulso. O homem, absolutamente ignaro e passivo diante da Lei, é totalmente incompetente para dirigir-se a si mesmo. Acreditais que sejam os governos e os parlamentos que guiam os povos? Não. 

Eles constituem apenas um expoente. Mesmo nos períodos de anarquia, a história caminha por si, sabiamente guiadas pelas forças ocultas contidas na Lei. O homem é sempre “constrangido”, para sua salvação, num ritmo que ele não sabe compreender e, por isso, chama de fatalidade. 

Por exemplo: a história da França desde Luís XIV até a Revolução e Napoleão, abuso não se corrige senão com outro abuso. Dissestes que a riqueza é um furto, mas somente para roubá-la; sois virtuosos apenas para perseguir os outros em nome da virtude. Assim recaís sempre sob o peso das consequências de vossas ações e jamais quebrais o ciclo dos erros. 

De abuso em abuso, move-se a correnteza e homem algum existe sem culpa; mesmo onde acredita dominar e vencer é apenas um autômato no seio da Lei que, a cada volta, lhe diz: 

basta! 

Esse o perigo que ameaça vossa civilização mecânica. Ai de vós, se abusardes de vosso poder, abandonando-vos aos instintos das épocas passadas. Se, dispondo de tais meios de destruição, não renovardes vossa psicologia, estais perdidos.

  ... instintos das épocas passadas. Atlântida?


Muitas vezes no organismo das leis, algumas se tocam, completam-se e uma continua a outra, mutuamente. Por isso, do princípio de causalidade passa-se ao de continuidade, pelo qual a derivação consequente está ainda mais estreitamente ligada à sua causa, por continuidade: 

“natura nom facit saltus”.




Contíguo é o princípio de analogia ou de afinidade, que já notamos e aplicamos na estequiogênese, pelo qual, todos os princípios se assemelham no fundo comum do monismo ou unidade de princípio universal; também as coisas têm caracteres em comum, que permitem o reagrupamento em unidades coletivas. Só são possíveis contatos, permutas e fusão entre afins e, neste caso, a afinidade corresponde ao princípio do menor esforço. Vedes um exemplo na formação de vosso pensamento: 

o desenvolvimento conceptual de menor resistência é o que procede por associação de ideias

O pensamento é vibração e transmite-se por onda. Esta excita apenas as vibrações das ondas afins. O que desperta uma ideia em vossa consciência ou memória é precisamente a presença da onda da ideia afim. Quando não conseguis recordar, a ideia está latente, potencial em vossa consciência: 

é simples capacidade, disposição para responder, tal como um instrumento musical que ninguém toca

Nesse estado, a ideia está em repouso, não vibra, não a sentis, está fora daquele estado de vibração a que chamais consciência. Uma vibração afim, por tipo e comprimento de onda, desperta-a espontaneamente, ao passo que uma idéia diferente e longínqua, embora lógica e sistematicamente próxima, não poderá jamais ressuscitá-la.

O princípio geral de ordem distingue-se, tanto quanto o princípio de dualidade e, torna-se lei de simetria, lei de compensação, lei de reciprocidade e, quando em movimento, torna-se ritmo.  

O universo funciona todo por meio de ritmos, desde os fenômenos astronômicos aos psíquicos, dos fenômenos químicos aos sociais

Rítmico é o devenir, periódico é o transformismo em todos os campos e a evolução que distingue as formas é diferenciação também de ritmos.

O princípio de ordem é princípio de equilíbrio. 



Vede como no universo não só tudo está em seu lugar, mas se equilibra espontaneamente. Observai como num mundo tão complexo, existe um lugar para vosso esforço, proporcional às vossas forças. O acaso não pode produzir esses equilíbrios. E é essa proporcionalidade que, se não vos garante o ócio, garante-vos a vida; se a vós impõe um esforço adequado, assegura-vos o indispensável. 
As posições, belas ou feias, que ocupais, não são eternas, pois, também a duração do esforço e do repouso é medida e proporcionada. Nessas leis encontrareis a razão de tantos fenômenos que vos tocam tão de perto.

Matriz de Equilíbrio Vetorial.


Outros princípios, como o da indestrutibilidade da Substância e do transformismo universal estão implicitamente contidos na lei de evolução e são imediata consequência dela — já falamos disso — como também o são o princípio de auto-elaboração, o princípio do desenvolvimento cíclico, o princípio da extrinsecação do latente, segundo a mecânica da semente e do fruto, o princípio da inércia que garante sua estabilidade (o misoneísmo do fenômeno, resistência da trajetória a qualquer desvio), o princípio de finalidade que lhe estabelece a meta. 

Outros representam aspectos secundários da grande lei, e cada palavra com que a descrevemos pode constituir um seu princípio particular. O princípio único pulveriza-se nos pormenores, nas condições mais diversas de atuação, em todas as combinações
possíveis. 

Poder-se-ia acrescentar um princípio de adaptação e de elasticidade, pelo qual o princípio sabe modelar-se em infinitos matizes nos casos particulares; e um princípio de difusão e repercussão, pelo qual cada vibração, assim como cada mudança, encontra um ouvido que a escuta, um eco que a repete, uma resposta que a completa. 

Ressonância entre osciladores.

Até o infinito, a série dos princípios é apenas a descrição dos infinitos momentos e aspectos do universo. Esses princípios surgirão espontaneamente à luz, à proporção que continuarmos.

A finalidade desta exposição de princípios não é apenas descritiva: possui um significado mais profundo, o de traçar, para vós, as leis dos fenômenos. Fixado o princípio, estabelecido que em muitos casos ele corresponde à realidade, não somente poderá ele ser estendido, pela lei de analogia, a todos os fenômenos, mas mesmo quando só pudermos ver um segmento de um fenômeno em seu transformismo, podereis também completá-lo, defini-lo e descrevê-lo nos trechos em que escapa à observação direta. 

Individuando e agrupando os fenômenos em leis e princípios, ser-vos-á muito mais fácil segui-los em toda a sua extensão e assim escalar até o desconhecido. Por exemplo, se o princípio de dualidade vos diz que cada unidade é um par de partes inversas e complementares, podeis facilmente deduzir daí — se esse princípio é encontrado em toda parte — que vosso mundo, visível e sensório, pode ser completado, em sua segunda metade, por um inverso mundo invisível, mesmo que este escape a vossos sentidos. 

Se o princípio da indestrutibilidade da Substância e do transformismo universal vos afirma que nada se cria e nada se destrói em sentido absoluto, mas tudo se transforma no relativo, isto quer dizer que a criação é condição de destruição, e destruição é condição de criação; que no binômio, os dois momentos são inseparáveis; que nenhum dos dois pode ser isolado do seu inverso, que o completa.

Disto derivam, com férrea concatenação lógica, estas consequências: o que nasce tem que morrer, o que morre tem de renascer; é absurda, em qualquer caso, uma criação ex-novo, mesmo na gênese da personalidade humana, pois, esse fato derrubaria todo o ritmo semelhante ao que verificais nos outros fenômenos; se existe um ciclo de vida e de morte em todos os fenômenos, sem que estes confundam a linha do próprio devenir e percam a própria individualidade, é absurdo acreditar que o fenômeno máximo em vosso mundo, o da personalidade humana, deva fazer exceção nesse aspecto, confundir-se e desaparecer, só porque ele vos escapa no invisível; ou então, que tenha de tomar outra direção e não a do retorno cíclico, base da evolução. 

Não importa que não o toqueis diretamente com vossas mãos. Impõem-vos essas conclusões a lei de equilíbrio, o princípio de dualidade, de indestrutibilidade, de transformismo e de analogia, combinados em conjunto; eles existem como leis dos fenômenos e podem ser, objetivamente, controlados. 



As outras leis concorrem e convalidam, completando o conceito. Elas são um organismo e, tocando uma, tocais mais ou menos todas e as encontrais em toda a parte ligadas entre si. Assim, a lei de causalidade manifesta-se neste caso, regulando os efeitos de vossas ações e concatenando-as todas, naquela linha progressiva bem definida de transformismo, a que chamais vosso destino. 

Essa lei proporciona o efeito à causa, excluindo qualquer possibilidade de derivação daquilo que é eterno, por obra de uma quantidade temporal. Aí está implícita a lei de continuidade que, combinada com a precedente, garante-vos que é absurdo o aparecimento brusco de um fenômeno, sem uma longa maturação, não importando se esta é subterrânea ou invisível. 

Um tão complexo organismo de leis, como vo-las descrevi, arremessa imediatamente ao absurdo qualquer violação dos princípios, eliminando-a por impossibilidade lógica. Só há lugar para desordem no particular, mas é desordem aparente, condição de uma ordem maior. Na grande máquina do universo, nada pode escapar aos princípios que lhe regulam o perfeito funcionamento. 

Sem dúvida que a vós, mergulhados no mundo dos efeitos, no imediato contato com o relativo e o particular, o universo pode parecer confusão caótica e inextricável. No entanto, vede que tudo sobrevive, entre tanta destruição; que apesar de tantos movimentos em todas as direções e do diferenciar-se do princípio único em tantos momentos diferentes, o ritmo é reconstruído perfeito, graças aos três grandes princípios de unidade, de ordem e de equilíbrio

Ensinei-vos o caminho da síntese, e quanto mais alto subirdes, mais evidente sentireis o monismo no todo; e, no processo genético, a estrutura de um conceito; no universo, tudo se harmoniza num concerto imenso de todas as criaturas, de todas as atividades, de todos os princípios.

Não vos isoleis em vosso pequeno eu, naquele separatismo que vos limita e vos aprisiona. Compreendei essa unidade, lançai-vos nessa unidade, fundi-vos nessa unidade e vos tornareis imensos. Acima do estridor do contraste e da luta, ouvireis cantar um imenso ritmo majestoso. 

Assim como a força de gravitação liga indissoluvelmente as unidades físicas que giram nos espaços, assim a unidade de conceito diretivo liga todos os fenômenos numa indissolúvel solidariedade, tornando todos os seres irmãos entre si. 

Este universo, tão instável e, no entanto, sempre equilibrado; tão diferenciado no particular e, contudo, tão compacto no conjunto; tão rígido em seus princípios, mas elástico; tão resistente a qualquer desvio, mas sensibilíssimo, é uma grande harmonia e uma grande sinfonia, onde miríades de notas diferentes, desde o roncar do trovão até os cataclismos estelares, do turbilhão atômico ao canto da vida e da alma, harmonizam-se num único hino que diz: 

Deus.






18/04/2015



39. 

PRINCÍPIO DE TRINDADE
E DE DUALIDADE





Já dissemos tanto, descrevendo a grande Lei, e ainda estamos na superfície. Na Lei existe infinita profundidade, e quanto mais a mente penetra, mais encontra aspectos íntimos e particulares. 









A Lei possui tantos volumes, tantos capítulos, tantos artigos, tantas palavras, tantas letras; subdivide-se ao infinito no particular que mais vos golpeia, porque está mais próximo de vós, naquele mundo de efeitos em que trabalhosamente procurais os princípios cada vez mais altos da síntese. No tratado precedente contemplamos a Lei na grandiosidade de seu conjunto. Agora tentemos aproximar-nos do seu aspecto de pormenor, observando-lhe mais de perto outro capítulo.

Em sua universalidade, o princípio do todo é: organismo em seu aspecto estático, evolução em seu aspecto dinâmico (devenir), monismo em seu aspecto conceptual. Assim poderia definir-se o universo: uma unidade orgânica em evolução. Este princípio unitário, orgânico, evolutivo é a nota fundamental do monismo: a ordem. Esta é a característica dominante da Lei. Esta unidade de princípio diferencia-se em infinitos pormenores de princípios. Num primeiro momento, é trindade e dualidade.

Vimos como um dos princípios basilares da Lei, segundo a qual as individuações reagrupam-se em unidades coletivas, é o da “trindade” da Substância. Corresponde a um princípio de “equilíbrio” superior (ordem); é um sistema mais completo, em que o ser, que se diferencia por evolução e se distingue dos afins, reorganiza-se reencontrando a unidade. 

Vemos esse princípio em toda a parte e muitas vezes tivemos que notar-lhe a presença. Trina é a Divindade em Sua lei; trifásica é a criação de qualquer universo; tríplice é seu aspecto; tridimensional é o espaço e o seu sistema-consciência, e também os demais sistemas dimensionais que os precedem e sucedem. Trino é o homem em seus princípios (isto é, um corpo físico, um dinamismo que o move, uma inteligência que dirige e regula esse movimento); um microcosmo feito à imagem e semelhança de Deus. 

O universo se individua por unidades trinas. Na série das unidades coletivas, no processo de recomposição unitária com que o todo compensa e equilibra o processo separatista de diferenciação evolutiva, o primeiro múltiplo verdadeiro de um é três; ao passo que, como veremos, o submúltiplo de um está no dois, no sentido de que o uno é trino e constitui ao mesmo tempo uma dupla metade. 

A humanidade sentiu, por intuição, este princípio da trindade e as revelações o transmitiram a ela; e o encontrais não apenas nos fenômenos, mas em toda parte do pensamento humano, em suas religiões, como que impresso em seu espírito. Encontrais esse princípio na trindade egípcia de Osíris, Ísis, Horus; na trindade indiana de Brahma, Vidya, Mahat; na trindade cristã de Pai, Filho, Espírito

... na trindade indiana de Brahma, Vidya, Mahat.



Também o encontrais na consciência religiosa dos três estados da alma: 

inferno, purgatório, paraíso, tão perfeitamente interpretado em seu equilíbrio na visão dantesca.

Os três estados da alma na visão de Dante Alighieri.


Vedes como os conceitos desta minha revelação não são novos no mundo, como coincidem com os das revelações precedentes, como aqui se completam e se amplificam. Apenas exponho à vossa maturidade intelectual, com demonstração evidente e exatidão científica, o que não podia ser dito a mentes primitivas senão sob formas de imagens e sob o véu do mistério. 

Dou-vos, desta forma, a fusão perfeita de fé e ciência, de intuição e razão. Com a ciência demonstro e convalido o mistério; explico a nua afirmação das revelações e com o conhecimento, imponho-vos o dever de uma vida mais elevada. Realizo a fusão das duas metades do pensamento humano, até agora divididas e inimigas, entre o oriente sintético, simbólico e sonhador, e o ocidente analítico e realista. 

Dou continuação à vossa ciência do último século, não me opondo a ela, mas completando-a com o espiritualismo. Supero, sem destruí-la, essa ciência que, por ter-se dirigido exclusivamente à matéria, só podia ser visão unilateral daquele pequeno campo, ignorando e negando todo o resto. Não combato, mas a defino como fase superada, embora necessária para alcançar o atual momento, em que ainda urge avançar para as mais profundas realidades do espírito. 

Afirmo, em complementação e em continuação da precedente, abandonando os tristes e loucos antagonismos de outrora, uma nova ciência que, de acordo com todas as crenças e todas as religiões, leve-vos imensamente mais adiante. Ao lado do princípio da trindade existe outro, que lembramos ao ilustrar o conceito monístico do universo, para estudar a gênese e a constituição das formas dinâmicas. 

É dado pela “lei da dualidade”. Esta considera não o reordenar-se da unidade em sistemas coletivos superiores, mas sua íntima composição. Acima da unidade está o 3, em seu interior está o 2. Isto no sentido de que a individuação não é jamais uma unidade simples, mas sempre um dualismo que, em seu aspecto estático, divide a unidade em duas partes, do ser e do não-ser, em duas metades inversas e complementares, contrárias e no entanto recíprocas, antagônicas mas necessárias. 

Em seu aspecto dinâmico é um contraste entre dois impulsos opostos, que se movem e se balanceiam em um equilíbrio instável, que continuamente se desloca e se renova. É um ciclo feito de semiciclos, que se perseguem e se completam. É uma pulsação íntima, segundo a qual a evolução avança. Este dualismo é o binário, guia e canaliza o movimento, sobre o qual avança a grande marcha do transformismo evolutivo; tanto que, sob esse aspecto, concebe-se uma cosmogonia dualista. 

Janus e Belona. Estátua que se localiza no jardim Schoenbrunn, Viena, Austria.

O monismo é dualista em seu íntimo devenir. Esse é seu ritmo interior; essas as duas margens da estrada, ao longo da qual avança o fenômeno, não retilíneo mas sempre oscilando sobre si mesmo. Dupla é a respiração de todo fenômeno: 

fase de inspiração e de expiração; dupla sua pulsação: centrífuga e centrípeta; duplo seu movimento no avançar e retroceder. 

A evolução é realizada por esta íntima oscilação e, por força dessa oscilação, progride. 

O devenir é conseguido por esse íntimo contraste. O movimento ascensional é a resultante desse jogo de impulsos e contra-impulsos entre duas margens invioláveis, de onde o movimento volta sempre sobre si mesmo. O fenômeno caminha pelo escorar-se mutuamente dessas duas forças-metades que o determinam. O movimento genético da evolução é constituído por essa íntima vibração, que transmuda o ser em outra forma.

Essa lei de dualidade a encontrais em toda parte. Cada unidade é dupla e se move entre dois extremos, que são seus dois pólos. Os sinais + e - estão em toda parte e o binômio reconstrói a unidade, que sempre vos aparece como um par: 

dia-noite, trabalho-repouso, branco-negro, alto-baixo, esquerdo-direito, frente-atrás, direito-avesso, externo-interno, ativo-passivo, belo-feio, bom-mau, grande-pequeno, Norte-Sul, macho-fêmea, ação-reação, atração-repulsão, condensação-rarefação, criação-destruição, causa-efeito, liberdade-escravidão, riqueza-pobreza, saúde-doença, amor-ódio, paz-guerra, conhecimento-ignorância, alegria-dor, paraíso-inferno, bem-mal, luz-trevas, verdade-erro, análise-síntese, espírito-matéria, vida-morte, absoluto-relativo, princípio-fim. 

Cada adjetivo, cada coisa possui seu contrário; cada modo de ser oscila entre duas qualidades opostas. Cada unidade é uma balança entre esses dois extremos e equilibra-se neste seu íntimo princípio de contradição. Os extremos tocam-se e se reúnem. As diferentes condições em que o princípio do dualismo se move, produziram todas as formas e combinações possíveis, mas elas equivalem-se como princípio único. 

A unidade é um par. O universo é monismo em seu conjunto, dualismo no particular: 

uma dualidade que contém o princípio de contradição e de fusão ao mesmo tempo; que divide e reúne e, a cada forma do ser, dá uma estrutura simétrica (princípio de simetria); 

dá ao desenvolvimento de cada fenômeno uma perfeita correspondência de forças equilibradas. Também o dualismo corresponde a um princípio de “equilíbrio”, é o momento do princípio de “ordem”, fundamental na Lei. 

O que define a unidade em sua íntima estrutura é sua construção interior; o que garante a estabilidade do devenir fenomênico e torna inviolável sua trajetória, não é apenas o princípio de inércia, mas esse desenvolvimento de forças antitéticas que, no entanto, atraem-se e mantém aquele devenir unido e compacto. É um ir-evir, mas em campo fechado, cujos limites não se pode ultrapassar. 

Se não fora o movimento equilibrado por esse contínuo retorno sobre si mesmo, o universo se teria deslocado há muito, todo ele numa só direção e teria perdido seu equilíbrio. Ao invés, a evolução é uma íntima auto-elaboração, um amadurecimento, devido a um movimento que, regressando sobre seus passos e fechando-se sempre sobre si mesmo, como uma respiração, muda a forma e externamente permanece imóvel, além dos limites dela; a cada movimento um ritmo que muda o fenômeno, sem poder sair dele, invadindo e alterando os ritmos de outros fenômenos. 

Este princípio de antítese e de simetria, que sem cessar divide e reúne, reúne e divide, podemos chamá-lo monismo dualista e dualismo monista. O positivo vai + e volta -; o negativo vai - e volta +, em constante inversão de sinal e de valor. Combinai e multiplicai este princípio com o das unidades coletivas e vereis como o universo está todo unido num indissolúvel abraço.

Agora, podeis compreender como o mais complexo princípio e equilíbrio da trindade derivam desse simples princípio e equilíbrio da dualidade. Porque a ida e volta dos dois sinais não é estéril: 

do novo encontro nasce o novo termo, o terceiro da trindade, termo que representa a continuação do fenômeno, e regressará, por sua vez, ao termo contrário, a fim de gerar novo termo, assim por diante. 

Aqui reencontrais, nesses sinais opostos, o conceito das subidas e descidas da linha quebrada do diagrama da fig. 2. As primeiras, positivas; as segundas, negativas. 

Representam, diante da trajetória maior assinalada pela faixa ascensional, limitada pelos vértices e mínimos das criações sucessivas, o ritmo interior do fenômeno. Desse ritmo, nasce sempre novo termo; nova fase completa-se a cada oscilação positivo-negativa, da qual toda criação se compõe; a fase máxima torna-se, depois, fase média, finalmente, fase mínima, isto é, o germe ou base do fenômeno: 

não mais ponto de chegada, mas ponto de partida

Assim, no diagrama da fig. 4, os períodos positivos de desenvolvimento da espiral alternam-se com períodos negativos de envolvimento; desta sua oscilação interna, positivo-negativa, evolutiva-involutiva, forma-se e progride a maior espiral da evolução do fenômeno. Assim, por exemplo, partindo da ação e da experimentação (fase positiva de atividade), até a assimilação de valores (fase negativa de passividade), emerge aquela criação de qualidades e capacidades, da qual nasce, no campo da vida, e se desenvolve, a consciência. 

Por isso, a dor alterna-se com a alegria mas é condição, como elemento de experiência e de progresso, de uma alegria cada vez maior; a morte alterna-se com a vida, como condição de desenvolvimento da consciência e, com isso, de uma vida mais alta; também as revelações das religiões instruem o homem, mas o homem as analisa e assimila, amadurecendo para receber outras cada vez mais completas. Assim, por análise e síntese, síntese e análise, progride a ciência. 

Fé e ciência, intuição e razão, oriente e ocidente, completam-se, como termos complementares, como duas metades do pensamento humano. Vedes como sempre se completam os conceitos precedentes, ao voltarmos a eles. Vedes como no princípio da dualidade estão o segredo e o mecanismo íntimo das novas criações.

Agora, podeis compreender como o mais complexo princípio e equilíbrio da trindade derivam desse simples princípio e equilíbrio da dualidade. Porque a ida e volta dos dois sinais não é estéril: do novo encontro nasce o novo termo, o terceiro da trindade, termo que representa a continuação do fenômeno, e regressará, por sua vez, ao termo contrário, a fim de gerar novo termo, assim por diante. Aqui reencontrais, nesses sinais opostos, o conceito das subidas e descidas da linha quebrada do diagrama da fig. 2. As primeiras, positivas; as segundas, negativas. 

Representam, diante da trajetória maior assinalada pela faixa ascensional, limitada pelos vértices e mínimos das criações sucessivas, o ritmo interior do fenômeno. Desse ritmo, nasce sempre novo termo; nova fase completa-se a cada oscilação positivo-negativa, da qual toda criação se compõe; a fase máxima torna-se, depois, fase média, finalmente, fase mínima, isto é, o germe ou base do fenômeno: não mais ponto de chegada, mas ponto de partida. 

Assim, no diagrama da fig. 4, os períodos positivos de desenvolvimento da espiral alternam-se com períodos negativos de envolvimento; desta sua oscilação interna, positivo-negativa, evolutiva-involutiva, forma-se e progride a maior espiral da evolução do fenômeno. Assim, por exemplo, partindo da ação e da experimentação (fase positiva de atividade), até a assimilação de valores (fase negativa de passividade), emerge aquela criação de qualidades e capacidades, da qual nasce, no campo da vida, e se desenvolve, a consciência. 

Por isso, a dor alterna-se com a alegria mas é condição, como elemento de experiência e de progresso, de uma alegria cada vez maior; a morte alterna-se com a vida, como condição de desenvolvimento da consciência e, com isso, de uma vida mais alta; também as revelações das religiões instruem o homem, mas o homem as analisa e assimila, amadurecendo para receber outras cada vez mais completas. 

Assim, por análise e síntese, síntese e análise, progride a ciência. Fé e ciência, intuição e razão, oriente e ocidente, completam-se, como termos complementares, como duas metades do pensamento humano. Vedes como sempre se completam os conceitos precedentes, ao voltarmos a eles. Vedes como no princípio da dualidade estão o segredo e o mecanismo íntimo das novas criações.

Nisto encontrais uma razão mais profunda da fase de involução, que representa a dissolução dos universos. Este é um processo de neutralização da fase positiva da criação, um processo de degradação do fenômeno, uma decomposição do organismo em seus centros menores. Mas não é destruição, porque essas unidades menores são logo retomadas em círculo e reorganizadas em novas unidades. O regresso involutivo expresso pelo envolvimento da espiral, ou descida da linha quebrada, representa o período de inércia, negativo, que se contrapõe ao período de atividade, positivo, da criação.
 
Na fase de inércia o fenômeno fecha-se em si mesmo, passivo; seu dinamismo detém-se, o esforço criativo diminui; a tensão da subida e do transformismo, cansado, recai sobre si mesmo. Cada fenômeno possui seu cansaço, exaustão do impulso concentrado no germe, em que o período precedente de atividade se inverte. O regresso ao ponto de partida é indispensável: o efeito reúne-se à causa, a forma ao seu germe. 

Atividade e inércia são o duplo ritmo de períodos inversos, por meio do qual se desenvolve o fenômeno. Assim, o fenômeno oscila da semente ao fruto, do fruto à semente, que são dois extremos, positivo e negativo, de seu devenir. O + e o - são apenas posições do fenômeno. A semente (+) é o estado de latência que contém tudo potencialmente; o fruto (-) é o resultado de exaustão do ciclo, a posição em que ocorreu a manifestação; o princípio contido no germe exteriorizou-se na definição da forma do ser.
 
Alguns atribuíram valor de lei máxima a essa dualidade e nela viram o princípio genético dos fenômenos. E, generalizando o conceito de acasalamento, viram no choque das massas siderais o sistema “normal” de gênese estelar.
 
Não é assim. Na verdade, os sistemas planetários são constituídos por um centro positivo, o sol, em redor do qual giram os planetas, de sinal negativo; no átomo, o núcleo é positivo, em torno dele giram os elétrons negativos; essa tendência à inversão do sinal guia as correntes dinâmicas para a concentração no núcleo das nebulosas. 

Mas, a lei maior é a evolução e em seu interior se move a lei menor de dualidade. O choque é apenas um sistema genético excepcional e particular, ao passo que o sistema-tipo é a maturação evolutiva.

A criação vos parece, por causa desse princípio de dualidade, um cruzamento e uma contradição de termos alternados, orientada, ritmada e periódica. Esse princípio é a base de seu constante equilíbrio. Assim explicais a distinção da força de gravitação, em suas direções de atração e repulsão, de acordo com o sinal, a simpatia universal entre os contrários e a antipatia entre os semelhantes. 

O todo é metade afirmação, metade negação. Nessa inversão contínua renova-se sempre a ação e a criação. A energia vital do ar é bipolar: Nitrogênio e Oxigênio. Do mesmo modo na decomposição da água (eletrólise), o Oxigênio migra para o polo positivo e o Hidrogênio para o negativo. A reação representada pela equação 2H2O = O2 + 2H2 na fase análise, inverte-se na equação 2H2 +O2 = 2H2O na fase síntese. Em suas duas metades + e -, síntese e análise, o ciclo fica completo. 

A rotação das esferas celestes, a oscilação da onda dinâmica por sucessão de duas semi-ondas, tudo é devido a essa alternância de períodos inversos. Esta íntima estrutura da lei de equilíbrio, pela qual o mal alterna-se com o bem, a dor com a alegria, a pobreza com a riqueza, sobem e descem, os homens e as civilizações, e tudo se condiciona reciprocamente. Ouvi essa íntima música do universo, observai essa constante polarização que dirige o ser e o orienta como uma agulha imantada. 

Essa troca perpétua ressoa de harmonias, como um cântico universal. Olhai:  

a matéria, derivada por involução da forma originária dinâmica, alcança, através de estados de sucessiva condensação, gasosos, líquidos e sólidos, um máximo de concentração e de inércia num mínimo volume

A energia que daí renasce vai para um máximo de expansão e de atividade; de fato, difundir-se e mover-se são as primeiras características da energia. 

Assim, matéria e energia invertem seus sinais. Olhai ainda:  

as plantas decompõem o ácido carbônico composto pelo animal, assimilam seus produtos de refugo e, ao contrário, ocorre com o oxigênio

Os órgãos vegetais são uma inversão dos órgãos animais e realizam uma respiração invertida. Deste princípio de equilíbrio nascem as maravilhosas figuras simétricas dos flocos de neve, como as das flores do campo; nascem as simetrias das formas dos cristais, das formas da vida, dos corpos planetários estelares e de suas elipses. 

Por essa mesma lei, a morte é condição de renascimento e o nascimento é condição de morte. Não existe mais fecunda forja de vida que essa morte, de cujas ruínas a vida jamais cessa de ressurgir cada vez mais bela. O princípio condiciona o fim, mas o fim gera o princípio. Eis o limite do finito, do relativo — de que sois feitos — constrangido a girar sempre sobre si mesmo a nascer e morrer; constrangido, para existir, a perseguir o infinito num movimento que jamais conhece o repouso.
 
O universo é uma inexaurível vontade de amar, de criar, de afirmar, em luta com um princípio oposto da inércia, feito de ódio, de destruição, de negação. O primeiro é positivo e ativo, o segundo é negativo e rebelde. Deus e diabo são os dois sinais (+ e -) do dualismo. É luta, mas é equilíbrio; é antagonismo, mas é criação porque, pelo choque e pelo contraste, nasce uma criação, um amor e uma afirmação cada vez mais vasta. 

O bem serve-se do mal para progredir, compreende o mal e o constrange a seus fins. No bem está o futuro da evolução e o mal é o oposto, em que se apoia o bem para subir. A instabilidade das coisas não é uma condenação, mas uma escada de progresso. 

Não fujais do movimento no Nirvana, mas lançai-vos no vórtice, para que ele vos leve cada vez mais alto. Cristo ensinou-vos a vencer a morte e, transformando-a em instrumento de ascensão, a superar a dor. Lutai corajosamente, sabei sofrer e vencer; cada minuto vos levará mais para o alto, para Deus.

A Teoria M e suas dualidades que conectam diferentes versões das Strings.



17/04/2015



38. 

GÊNESE DA GRAVITAÇÃO







O desenvolvimento desses conceitos abre-nos a porta para o estudo de outro problema que nos aguarda, o da fase $ \beta $, a energia. Indiquemos suas primeiras formas, para depois analisar as que delas derivam por evolução.








Como o hidrogênio é o tipo do protozoário monocelular da química inorgânica e o carbono o da química orgânica, assim, a gravitação é a protoforça típica do universo dinâmico. 

Quando g chegou, pela primeira vez, à última fase radioativa de sua maturação evolutiva, à gênese de $ \beta $ (cfr. a entrada em $ \beta $ da criação b, fig. 2), o universo, à proporção que se desintegrava como matéria, foi invadido por energia radiante. Involuindo (cfr. a descida da linha quebrada de $ \beta $ a g na criação b, fig. 2), essa energia condensou-se, por correntes dinâmicas centrípetas, no núcleo da nebulosa espiralóide (a qual, por representar a máxima concentração dinâmica, é justamente o mais quente), da qual então nasceu o vórtice da Via Láctea (cfr. fig. 2, criação c e subida de $ \gamma $ para $ \beta $). 

Enquanto a matéria torna a percorrer seu ciclo de maturação evolutiva, ela está toda vibrante com essa energia em período de difusão. Quando novamente a matéria estiver velha, a energia que dela renascer mais madura não tenderá a reenvolver-se num novo núcleo-matéria, mas subirá para $ \alpha $, entrando nos caminhos da vida e da consciência. 

A razão pela qual apareceu a vida em vosso planeta e nos do sistema solar é justamente porque este sistema é velho, como vimos. Aqui a matéria está em sua última maturidade, está morrendo por desagregação radioativa e a energia dirige-se decididamente para a fase superior, $ \alpha $.

A primeira gênese de $ \beta $, a gravitação, aparece, portanto, como forma originária de energia, matriz da qual nascerão, como filhas, todas as outras formas, por meio de distinção e diferenciação no processo evolutivo.


Quebra expontânea de simetria das interações fundamentais do vácuo quântico.



Particularizemos. Entendo aqui, como gravitação, não a pequena gravitação de Newton, caso particular ao vosso planeta; mas uma gravitação de sentido mais amplo, que resulta do equilíbrio das forças inversas de atração e repulsão, opostas e complementares (lei de dualidade, que veremos agora); uma gravitação filha direta do movimento, isto é, energia gravítica, filha da energia cinética. Eis como ocorre a transformação: 

o movimento, primeiro produto da evolução físico-dinâmica, é força centrífuga e, por isso, tende à difusão, à expansão, à desagregação da matéria. 

Expansão em todas as dimensões é, com efeito, a direção da evolução. Mas, repentinamente, essa direção inverte-se, por lei de equilíbrio, numa direção centrípeta, contra-impulso involutivo, e as forças de expansão completam-se com as de atração. Assim, a primeira explosão cinética encontra seu ritmo e o princípio da Lei reorganiza a desordem, tão logo ela se manifesta, para nova ordem; equilibra-se o movimento num par de forças antagônicas. 

Dessa forma, a gravitação vos aparece como energia cinética da matéria e, como nasceu antes, está tão inerente e estreitamente ligada a ela, que não vos é possível isolá-la. Assim, a matéria atrai a matéria, e o universo, constituído de massas lançadas em todas as direções e separadas por espaços imensos, está, não obstante, todo “ligado” numa unidade indissolúvel. 

Permanece unido e, no entanto, ao mesmo tempo, move-se por uma força que provoca seu movimento e sua respiração física. Com o surgimento, pois, da forma proto-dinâmica, o universo se move pela primeira vez; são gerados os movimentos siderais; a gravitação inicia seu papel de guia (a Lei onipotente, instantaneamente, disciplina todas as suas manifestações) de acordo com o binário atração-repulsão, que são o binômio (+ e -, positivo e negativo) constitutivo de toda a força e de toda manifestação do ser. 

Em nova fase, a Substância adquire a forma de consciência linear do devenir fenomênico, a primeira dimensão do sistema trino que sucede ao espacial. Nasce o tempo. Propaga-se a proto-forma de $ \beta $. Com o movimento nasce a direção, a corrente, a vibração, o ritmo, a onda. Nasce o tempo, que mede a velocidade de transmissão. O universo fica todo invadido por nova palpitação e mais intenso e mais rápido devenir. 

Quando recondensada por concentração das correntes dinâmicas, a matéria reinicia seu ciclo ascencional, é toda tomada por um vórtice dinâmico que a guia e a plasma na gênese estelar, numa evolução diferente e superior à maturação íntima estequiogenética precedente; maturação de que nascerão não apenas miríades de novas criaturas mais ágeis e ativas como a eletricidade, a luz, o calor, o som, assim por diante, toda a série das individuações dinâmicas que se destilarão, por fim, na criação superior da vida.

A individualidade desses novos seres “radiantes”, tão rápidos e dinâmicos diante das individuações de $ \gamma $ , é definida pelo ritmo, pela onda. A unidade de medida das formas de b é a velocidade de vibração na dimensão desta fase, o tempo.

Eis-nos nas primeiras afirmações, novas para vosso mundo científico. A gravitação, mais exatamente a energia gravítica, é a protoforma do universo dinâmico. Sendo energia, é radiante: 

transmite-se por ondas. 

Tem uma velocidade própria de propagação superior à das ondas eletromagnéticas e à da luz (300.000 km por segundo) a qual é a máxima no sistema. 


(Impressão artística das ondas gravitacionais causadas por dois buracos negros. Se essas ondas puderem ser detectadas, elas poderão esclarecer que a gravidade é mais rápida do que a luz ou não.[Imagem: K. Thorne/T. Carnahan/Caltech/NASA)


Aqui são completados os conceitos da teoria de Einstein. A gravitação é relativa à velocidade de translação dos corpos. A massa varia e aumenta com o crescimento da velocidade, de que é função (demonstrável experimentalmente).

O peso aumenta por novas transmissões de energia e vice-versa. O conceito de transmissão instantânea cai para todas as forças. A gravitação leva tempo para transmitir-se, embora mínimo; como todas as formas dinâmicas, ela tem um típico comprimento de onda. 

Ela se compõe, já o dissemos, com outra qualquer unidade, de duas metades inversas e complementares: atração e repulsão; e move-se entre esses dois extremos: positivo e negativo. A lei descoberta por Newton, baseada nos trabalhos de Kepler, denominada lei de atração ou gravitação universal, diz que “a matéria atrai a matéria na razão direta das massas e na razão inversa do quadrado das distâncias”. 

Kepler e Newton.


Mas com isso, a mecânica newtoniana não pôde explicar nada da arquitetura dos mundos. Esse enunciado não é senão a comprovação do fato de que a atração decresce em razão do quadrado da distância. Indica o princípio que mede a difusão da energia gravítica, é apenas um aspecto do princípio que regula a difusão de qualquer forma de energia, e vos demonstra sua origem comum: 

o princípio da onda e de sua transmissão esférica

As radiações conservam todas as características fundamentais de energia cinética de onde nasceram, essa comunhão de origem estabelece entre elas a afinidade de parentesco. Outra prova do parentesco das formas dinâmicas está na qualidade da luz, derivação próxima por evolução da energia gravítica. 

Nesta forma de energia radiante luminosa, reencontrais, em parte, as características da originária forma de energia radiante gravítica. Einstein afirmou, com base em cálculo, tudo o que as observações feitas durante os eclipses solares vos confirmaram posteriormente, isto é, que os raios luminosos estelares sofrem, na vizinhança do sol, um desvio e, passando rente, são atraídos. 

Poder-se-ia dizer que a luz pesa, ou seja, a luz sofre o influxo dos impulsos atrativos e repulsivos de ordem gravítica; existe uma pressão nas radiações luminosas. Direi mais: 

todas as radiações exercem, ao propagar-se, uma pressão de natureza gravítica, apresentam fenômenos de atração e repulsão em razão direta de sua proximidade genética, na sucessão evolutiva, de sua proto-forma dinâmica, a gravitação. 

Dirigi vossas pesquisas neste sentido, analisai por meio de cálculos estes princípios e a ciência realizará descobertas que a revolucionarão. Resumindo, temos: fase $ \gamma $ , em seu desenvolvimento estequiogenético, desde H até os corpos radioativos. Depois ingresso na fase $ \beta $, por gradações, desde a matéria envelhecida e radioativa até à energia cinética, que logo se individualiza por ondas, na protoforma de energia gravítica. 

Desta nascem e desenvolvem-se todas as demais formas dinâmicas, como veremos, numa distinção contínua (por vibração, ritmo, onda), numa ascensão evolutiva que culminará na vida.

Mas, antes de entrar neste novo campo, é indispensável lançar um último olhar ao aspecto conceptual ou mecânico do universo, perscrutando de mais perto o conteúdo da grande Lei, em seus principais aspectos menores.

Veja:

Velocidade da gravidade pode ser maior que velocidade da luz?